Análise Fundamentalista Cripto: Entenda o que é e como fazer uma

Existe análise fundamentalista para criptomoedas? Faz mais sentido que a análise técnica? Saiba como fazer e combinar as análises para um melhor resultado!

Por
Luiza Brito
14/6/2021
Análise Fundamentalista Cripto: Entenda o que é e como fazer uma

Com certeza você já deve ter ouvido falar que no mundo dos investimentos existem diversas maneiras de se analisar as situações, tanto os ativos e empresas nas quais você investe, quanto nas estratégias que você opta por fazer, considerando fatores externos que influenciam no movimento no gráfico. São as análises fundamentalistas e técnicas, respectivamente. 

E em se tratando de investimentos em criptoativos, algumas pessoas podem ficar confusas a respeito de como fazer uma boa análise fundamentalista, ou mesmo se este tipo de análise cabe às criptomoedas. A verdade é que o ideal é realmente dominar os dois tipos de análises, tanto a técnica quanto a fundamentalista, e sim, é  possível fazer uma análise fundamentalista dos seus investimentos criptos, que te dará tanto norte quanto em investimentos tradicionais.  Seguem nos tópicos abaixo os principais pontos que vamos passar no artigo de hoje:

  • O que é análise fundamentalista
  • Como fazer análise fundamentalista para criptomoedas?
  • Quais são os indicadores de análise fundamentalista?
  • Análise fundamentalista x análise técnica: qual a melhor?

O que é análise fundamentalista

No universo dos investimentos tradicionais, falar sobre análise fundamentalista implica tentar determinar o valor de um título voltando-se para fatores da realidade e histórico da empresa e aspectos que podem afetar futuramente a sua imagem e o seu negócio, refletindo, logicamente, no valor da mesma perante o mercado, ou seja, no valor de suas ações.

Porém, de uma maneira geral, a análise fundamentalista não se resume a apenas isso. A começar pelo entendimento do termo, fazer uma análise deste tipo engloba analisar, sobretudo, os fundamentos de um determinado ativo ou empresa. Se este ativo está diretamente relacionado à uma empresa, faz todo sentido voltar-se aos fundamentos da empresa. Mas quando ele não está diretamente relacionado a uma instituição central, como é o caso das criptomoedas, que fazem parte de um sistema denominado Finanças Descentralizadas, a análise fundamentalista precisa voltar-se a outros pontos, que pertencem ao universo macro econômico mas que tem, ainda, total potencial de impacto nas valorizações das mesmas. 

De uma maneira geral, podemos compreender a análise fundamentalista como uma forma de entender a saúde econômica do ativo em questão perante a economia como um todo, não focando apenas nos movimentos dos gráficos, mas sim tentando entender se houve algum motivo externo por trás de tal movimentação. Afinal, tudo que acontece no gráfico é reflexo do emocional dos traders, que por sua vez, é reflexo do que eles veem e presenciam no mercado.

Normalmente, no mercado de ações tradicional, você pode encontrar pessoas que afirmam que a análise fundamentalista é mais indicada para estratégias de investimento a longo prazo, como o Buy and Hold ou Swing Trade, por exemplo. Particularmente, aqui na Coinext, acreditamos e indicamos que todos os investidores façam uma análise fundamentalista dos criptoativos, mesmo aqueles que pretendem focar em estratégias para o curto prazo, como o Day Trade e Scalping Trade.  Como estamos lidando com criptomoedas, uma classe de ativos com alta volatilidade, é muito importante entender o que pode afetar essa volatilidade das criptos para saber como você se posiciona no mercado, alinhando isso tudo à sua estratégia de investimentos. 

Como fazer uma análise fundamentalista para criptomoedas?

Conforme comentamos no tópico acima, apesar de parecer confuso em um primeiro momento, é possível realizar uma análise fundamentalista em qualquer tipo de ativo, sendo tradicional ou cripto, basta estabelecer os pontos certos dos fundamentos que se quer analisar e que valem a pena manter por perto no seu dia a dia de análise.

A análise fundamentalista, bem como a técnica, pode e deve ser acompanhada diariamente também. Isso não significa que todo dia você irá refazer a análise, mas é preciso acompanhar os jornais, os portais de comunicação especializados em finanças e economias, e mesmo os representantes das empresas e instituições que são importantes para o curso daquele ativo.

Mesmo com as criptomoedas, que não possuem entidades ou figuras centrais que regulam suas cotações e distribuição pelo mercado, ainda assim é preciso acompanhar também as instituições que investem naquele criptoativo. Como já mencionamos aqui diversas vezes, o aporte de instituições em qualquer tipo de investimento, geralmente, costuma ser bem significativo e pode sim criar ou potencializar novas tendências, até mesmo mudando o curso do ativo ou implicando em uma grande valorização. 

Logo, faz todo sentido que você acompanhe as empresas que investiram no criptoativo que você investe para saber a respeito de taxas de liquidação, caso a empresa decida vendê-los, valorização, tendências, ou mesmo para entender a utilidade que ele representa para as empresas, pois isso também pode implicar em mais instituições investindo na cripto.

Existem pontos básicos que se pode imaginar que fazem parte de uma análise fundamentalista, como entender o mercado e a finalidade do ativo como um investimento e como reserva de valor, caso ele possua essa característica, como o ativo é visto pelos investidores e por empresas do setor, e é claro, suas vantagens e desvantagens quando comparado à outros ativos de investimento.

Para além destes pontos, ressaltamos algumas questões que são de suma importância que você, como investidor, saiba sobre o seu criptoativo.

Para deixar mais claro, segue abaixo um checklist para que nada fique de fora quando você for realizar a sua análise:

  • Existe alguma empresa ou grupo de pessoas interessadas em manter a criptomoeda competitiva no mercado e se destacando? Existe alguém cuidando para que a cripto não fique esquecida, sem atualizações e melhorias importantes?

É fundamental considerar este ponto. Muitas pessoas confundem o fato das criptomoedas serem partes de um sistema DeFi , não possuindo nenhuma entidade central regulamento a moeda, com o fato de estarem abandonadas e sem qualquer atenção às suas tecnologias. A Dogecoin, por exemplo, é uma moeda que, até então, não possui planos para implementar novas tecnologias e funcionalidades. Seu próprio criador já veio a público dizer que não pretende voltar a desenvolver o projeto, tão pouco pensar em novas funções para destacar a cripto no mercado. 

  • Existem outras funções por trás da blockchain ou da própria criptomoeda que vão além dos investimentos? É uma função com poder de impacto para a sociedade ou para outras instituições? Como isso pode afetar a criptomoeda a longo prazo?

As criptomoedas mais recentes, que surgiram de 2014 para cá, costumam trazer inovações e tecnologia de ponta para impactar a sociedade. A Stellar (XLM) por exemplo, é destaque em transações internacionais rápidas e bem mais acessíveis do que as feitas pelo modo tradicional, com alto poder de impacto para pequenas e médias empresas, que dependiam deste tipo de transação mas não tinham condições de executá-las com as abusivas taxas que existem. 

  • Todo o projeto da cripto já está implementado e funcionando? Ou existem outras etapas ainda a serem concluídas no roadmap? Quais são as datas previstas para a conclusão de cada etapa? Como elas impactam na valorização da cripto?

 Existem atualizações e melhorias que têm alto poder de valorização e impacto nas funcionalidades da cripto. A Cardano (ADA) por exemplo, já é uma criptomoeda promissora e que tem tido uma boa performance até então, com uma valorização de 900% apenas em 2021. Recentemente a empresa que lidera o projeto divulgou que a cripto esta perto de concluir seu harfork Alonzo, etapa de seu roadmap que garante funcionalidade para a camada que executará os contratos inteligentes da plataforma. 

  • A cripto possui um número limite de unidades da moeda que podem estar em circulação? Qual é o número limite e quantas já estão em circulação? 

É interessante observar isso para entender sobre a escassez que a moeda apresenta ao mercado, um fator importante que ajuda a manter a valorização da moeda a longo prazo também. A Dogecoin, por exemplo, não tem um número limite de tokens que podem ficar em circulação no mercado e isto é desde sua criação. Portanto, ela nunca conseguirá obter uma valorização expressiva por conta de sua escassez, já que ela não é escassa.

  • Existem moedas ou projetos de criptomoedas que oferecem as mesmas funcionalidades? Como as duas moedas competem pelo mercado? Existe espaço para todas ou algum momento uma cripto pode se tornar superior à outra?

 A Ethereum, por exemplo, foi a primeira criptomoeda a trabalhar os smart contracts, contratos inteligentes, em sua plataforma de blockchain, não é a toa que é reconhecida como a segunda geração de criptomoedas, sendo a primeira o Bitcoin, claro. Após sua empreitada, diversos projetos buscam trabalhar essa tecnologia também, alguns de forma bem semelhante, outros de forma mais diferenciada. Cardano (ADA), Chainlink e EOS são alguns exemplos de criptomoedas que também trabalham a funcionalidade dos smart contracts.

  • Qual é o processo de validação das transações da criptomoeda e o protocolo de consenso utilizado pela mesma?

Por mais que pareça uma realidade distante do investidor, existem protocolos de consenso das criptos que podem interferir fortemente em seu curso no gráfico. 

A EOS  é um ótimo exemplo para este ponto, pois a criptomoeda quis desenvolver seu próprio modelo de protocolo de consenso, que integra características do Prova de Trabalho (PoW) e do Prova de participação (PoS), criando o DPoS, o protocolo de Delegação por Participação. A partir deste novo modelo, a EOS conseguiu eliminar a cobrança de taxas pelas transações feitas em sua blockchain.

  • Como é a estrutura interna de funcionamento da cripto? Se ela proporciona mais de um tipo de funcionalidade, como por exemplo a blockchain própria para transações com a moeda e a parte de execução de contratos inteligentes, como essas duas partes funcionam e coexistem? Uma interfere na outra? Se sim, de que forma?

Compreender como se dá o funcionamento interno e a estrutura que foi utilizada para construir a blockchain da moeda é importante para você se preparar para possíveis mudanças e melhorias e entender se isto influenciará nos processos de compra e venda da moeda. Por exemplo, a Cardano (ADA) possui estas duas funcionalidades citadas, porém foi construída com uma arquitetura interna segmentada, que impede que as melhorias e atualizações de uma parte interfira na outra. 

Estes são apenas alguns pontos principais para iniciar sua pesquisa sobre os fundamentos de uma criptomoeda e dos pontos externos que a cercam.  Mas, se você gosta de se apoiar em indicadores, separamos abaixo os principais que você pode observar também  para incrementar sua pesquisa. 

Quais são os indicadores da análise fundamentalista?

Assim como na análise técnica, também é possível guiar sua análise fundamentalista observando alguns indicadores. Diferentemente do mercado de investimentos tradicionais, cujos ativos já possuem fundamentos e indicadores precisos e bem definidos, as criptomoedas são ainda uma classe de ativos relativamente nova, com pontos a serem desvendados pelos investidores a medida em que vão presenciando situações do mercado. 

Sendo assim, falar sobre indicadores para análise fundamentalista de criptomoedas é um tanto quanto delicado. Estudiosos sobre o tema conseguiram estabelecer alguns pontos principais que observaram que deram certo com a maior criptomoeda que temos até então, o Bitcoin, é claro. Alguns dos indicadores abaixo podem ser adaptados e analisados sobre o contexto de demais criptos, porém, neste artigo iremos passá-los como indicadores-chave para analisar fundamentalmente o Bitcoin.

Stock-to-flow

Este indicador tem a ver com a taxa de escassez que comentamos no checklist. A taxa de escassez é a relação entre o estoque total de unidades da moeda que podem existir em circulação e a produção anual de novas unidades da moeda, no caso do Bitcoin é a famosa mineração.

Dividindo o número limite de unidades que o Bitcoin permite, que é de 21 milhões de moedas em circulação, pela taxa de mineração atual, obtemos a taxa de escassez da cripto, considerando também o tempo necessário para minerar um bloco de bitcoins, que é de 10 minutos. 

A taxa de escassez, por sua vez, também nos diz quanto tempo será necessário para chegar no limite de produção do Bitcoin. Este indicador já é utilizado para analisar outros tipos de ativos de investimento, como os metais preciosos como ouro, prata, aço e por aí vai.

No caso do Bitcoin é ainda mais específico, uma vez que a moeda passa pelo halving, que é um processo pré-definido pelo qual a moeda passa, de maneira automática, que diminui gradativamente a quantidade de bitcoins que os mineradores podem receber pelo seu trabalho executado, de validação das transações que ocorrem dentro da blockchain. Isso acontece, aproximadamente de 4 em 4 anos, e essa capacidade de moedas é cortada sempre pela metade. 

O último halving do Bitcoin ocorreu em 2020, no qual a taxa de bitcoins permitidas para recompensar os mineradores caiu de 12,5 para 6,25, o que impactou diretamente no preço da moeda, pois a tornou mais escassa no mercado, valorizando expressivamente seu preço. Muitos especialistas afirmam que o pico do BTC nos meses de novembro de 2020 até março de 2021 se deve ao halving que a moeda sofreu em março.

Observe abaixo um gráfico que representa a taxa de escassez do Bitcoin e o seu preço. Note que os anos que houveram halving estão demarcados por uma seta (2012, 2016 e 2020). As cores do gráfico é como se medissem a “temperatura” do Bitcoin em relação à proximidade do próximo halving. Como a moeda acabou de passar por um halving, em março de 2020, atualmente ela está em azul, que indica que ainda estamos longe do próximo halving.

Especialistas indicam que enquanto o  Bitcoin estiver na faixa azul, seria o melhor momento para comprar a moeda, pois ela irá se valorizando com o tempo até chegar no próximo halving, e após ele, se valorizará expressivamente, uma vez que a oferta de unidades no mercado irá cair pela metade.

stock-toflow-bitcoin
(Imagem retirada do @100trilionUSD)

NVT-s - Valuation da Rede em relação ao Valor Transacionado

O NVT-s é um indicador que foi desenvolvido por um famoso analista de criptomoedas chamado Willy Woo, em 2018. Sua intenção era criar um indicador que mensurasse a performance preço/lucro das criptomoedas no mercado, ou seja, um indicador que também ajudasse a entender e encontrar pontos de topo e de fundo da moeda

A ideia geral por trás do NVT-s é que ele fosse um indicador que pudesse mensurar o valor da rede em relação ao número de transações que acontecem dentro da blockchain  do Bitcoin. O raciocínio é simples, se o número de transações está muito abaixo do valor desta rede, a moeda está super valorizada. Mas se há muito valor transacionado dentro da blockchain com o mercado em baixa, indica uma subvalorização da moeda.

Observe o gráfico abaixo para compreender melhor como funciona este indicador.

NVT-s-bitcoin
(Imagem: InfoMoney)

Na parte inferior do gráfico encontramos os anos do Bitcoin, enquanto na direita encontram-se os preços da moeda, e na esquerda está o próprio indicador NVT-s. De acordo com especialistas, a leitura do gráfico deve ser feita como se fosse uma escala de pontuação. Observando a área em destaque, se a parte em vermelho estiver acima de 105 pontos indica que o Bitcoin está com um preço muito elevado em relação às transações da rede. Porém, se a parte em vermelho estiver abaixo de 40 pontos indica que o Bitcoin está sobrevalorizado, ou seja, com um preço abaixo do que é considerado o seu “normal”. 

O NVT-s, por ser um indicador fundamental precisa ser analisado em conjunto com outros indicadores e é importante que seja visto mais como um ponto de referência extra, não que isto vá ditar a sua estratégia de investimentos.

HODL Waves

O HODL Waves é um indicador muito interessante, pois ele busca mensurar o comportamento e as emoções dos traders do mercado. Ele estuda relacionar o preço do Bitcoin com os endereços de Bitcoins que se movimentaram recentemente.

No começo deste artigo, ressaltei que para entender o mercado é essencial entender como está o emocional de quem está por trás, operando. Não se trata de fazer uma análise profunda do psicológico das pessoas, até porque seria inviável e antiético, a não ser que você seja um profissional da área capacitado para tal.  

Mas, diversos especialistas já tocaram nestes pontos, de que devemos entender como os investidores se sentem perante as movimentações dos ativos no mercado, que se movimentam em ciclos. A Teoria de Dow já estudava este ponto, bem como a técnica das Ondas de Elliot, ambas consideram fundamental este entendimento e a consideração do emocional de quem lida com os ativos. É exatamente a partir de estudos como estes que pudemos entender o que é o efeito manada e o FOMO nos investimentos.

Pelo indicador HODL Waves é possível analisar o comportamento das pessoas que estão com bitcoins em mãos e como elas podem agir diante determinadas situações, que fazem parte dos ciclos dos ativos.

Vamos a um exemplo prático para entender melhor.  Se estamos presenciando vários investidores vendendo suas moedas enquanto o preço do ativo sobe, podemos estar constatando uma tendência de alta. Do contrário, se vermos muitos investidores se desfazendo de seus bitcoins com o preço em queda, podemos estar presenciando uma tendência de baixa.

Também, se estamos presenciando um momento de queda no preço, mas vemos investidores mais experientes comprando, pode significar que eles estão acumulando as moedas, aguardando uma nova valorização, indicando uma nova tendência de alta, e assim por diante. É possível extrair vários tipos de análises considerando este indicador.

Observe o gráfico abaixo, divulgado em maio de 2021 pelo portal Glassnode, que expõe o indicador HODL Waves mais atual do Bitcoin. 

(Gráfico de HODL Waves Bitcoin - maio de 2020. Imagem: glassnode)


No gráfico é possível estimar o tempo que as moedas foram movimentadas pela última vez dentro da blockchain, com o preço que as moedas foram movidas pela última vez, não o seu preço atual. As faixas coloridas no gráfico demonstram como as moedas amadurecem nas carteiras dos investidores ou são gastas em diferentes intervalos de tempo. Podemos observar por este gráfico que nos últimos seis meses, em comparação com 2020, o número de moedas paradas na blockchain quase dobrou. O que pode indicar que uma quantidade grande de traders estão em modo HODL, ou seja, estão acumulando as moedas de Bitcoin que adquiriram no período.

Assim como qualquer outro indicador, de qualquer tipo de análise, não devem ser considerados únicos e exclusivos. Todo indicador deve vir para somar e para tornar a análise mais coesa, em conjunto de outros indicadores.

Análise técnica x análise fundamentalista: qual é a melhor?

A resposta para essa pergunta vai depender do seu objetivo e da sua estratégia de investimentos. Conforme mencionamos no primeiro tópico, existem pessoas que acreditam que a análise técnica faz mais sentido para investidores focados no resultado a curto prazo, enquanto a fundamentalista é mais utilizada para investidores que focam no resultado a longo prazo.

De fato, faz sentido este raciocínio, pois se você pretende investir em um ativo por muitos anos, precisa entender a fundo quais são os fundamentos e todos os pontos que podem impactar a performance desse ativo com o passar do tempo. E se você quer resultados em curto prazo, também faz sentido que você analise indicadores mais cotidianos, que fazem parte da rotina de uma análise gráfica. 

Mas, o correto mesmo é que você combine as duas análises e saiba equilibrar quando é o momento de focar mais na análise técnica e quando é o momento de considerar fundamentos do criptoativo. Em momentos de correções da moeda, ou mesmo de tendências de baixa, é comum vermos investidores novos no mercado se desfazendo de suas posições e preocupados em vender rapidamente o ativo, numa tentativa de driblar a queda no preço. 

Mas, é justamente nestes momentos que a análise fundamentalista entra pra fazer a diferença, quem conhece de verdade os motivos pelos quais aquele ativo pode prosperar no futuro, tem menos chances de se abalar por uma análise técnica que não foi tão positiva momentaneamente e tomar decisões erradas, de vender as moedas no momento errado. 

Portanto, o ideal é que você tenha em mente os fundamentos do ativo e mantenha-se informado sobre os pontos que podem mudar seu curso. A análise técnica pode ser recomendada para operações imediatistas, desde que você tenha consciência e uma visão holística sobre o momento do mercado e do próprio ativo.

Atenção: este artigo não é uma recomendação de investimento. Use-o apenas como um informativo para entender o mercado e o que faz parte de seu universo. 


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