Stablecoins: entenda o que são e como utilizá-las

Pode parecer estranho uma criptomoeda estável, mas diferente de moedas como o Bitcoin, stablecoins possuem lastro em outros ativos. Veja as vantagens!

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Equipe Coinext
15/7/2020
Stablecoins: entenda o que são e como utilizá-las

Uma característica muito marcante sobre as criptomoedas é que eles são instáveis. Mas isso não é válido para todas, algumas moedas têm como principal foco a estabilidade de preço. Essas são as Stablecoins, uma das grandes apostas do criptomercado.

Uma satablecoin pode representar diferentes tipos de moedas e ativos. As mais comuns são as que têm o seu valor lastreado no dólar. Nesses casos, cada token equivale a US$ 1. Mas é possível encontrar stablecoins com lastros em metais preciosos ou até mesmo em outras criptomoedas.

No entanto, como funciona uma stablecoin e para que ela serve, já que não há como ganhar com a sua volatilidade? Neste artigo vamos explicar os diferentes aspectos desse importante tipo de moeda.

Como funciona uma stablecoin

Existem diferentes tipos de stablecoins e cada projeto funciona de uma forma, no entanto, a ideia principal é sempre a mesma: manter o valor de cada token estável em relação ao ativo pela qual a moeda é lastreada.

O importante é que o protocolo que lida com a stablecoin seja capaz de realmente manter o valor da moeda lastreada pelo que foi prometido e que não simplesmente tenha valores artificiais.

Quais são os tipos de Stablecoins?

Existem 2 principais tipos de moedas stablecoins, sendo que diferem entre si quanto ao lastro, ou seja, ao que elas são lastreadas. E também existem as stablecoins que não são colateralizadas a nada. Vamos entender abaixo como funcionam essas stablecoins. 

Stablecoin colateralizadas em FIAT

O primeiro tipo de stablecoin é  mais comum, o que você provavelmente já conhece muito bem, são as stables que possuem lastro em moedas fiat. As stablecoins com lastro em moedas fiduciárias são aquelas que, para existirem, é preciso que haja também uma reserva da moeda fiduciária correspondente, na mesma proporção da stablecoin, de 1:1.

A colateralização de stables em moeda fiat mais comum é em dólar, mas teoricamente podem existir em qualquer moeda fiat. Essas reservas de moedas fiat são guardadas por custodiantes independentes e são auditadas com frequência, para garantir que há integridade e que para cada stable, realmente existe uma outra moeda fiat. Ou seja, a cada Tether USDT emitido, a IFinex, empresa responsável pelo gerenciamento da stable, precisa garantir que em suas reservas, existe também um dólar correspondente. Neste caso, um Tether USDT sempre será equivalente a um dólar, à cotação atual do dólar.

Stablecoin colateralizadas em Commodities

 Existem também as stables colateralizadas em commodities, ou seja, elas possuem sua garantia em outros tipos de ativos intercambiáveis, como metais preciosos, por exemplo. Ou seja, essas moedas são lastradas ao outro, o metal precioso mais comum de se utilizar nestas moedas, ou podem ser lastreadas em imóveis, petróleo, ou até mesmo à um conjunto vários ativos ou uma gama de metais preciosos. 

Neste caso, aqueles que possuem este tipo de stablecoin também precisam ter um ativo tangível de mesmo valor real. Existe também o potencial de valorização do colateralizado, o que acaba sendo uma garantia a mais para quem investe nessas criptos,  aumentando o incentivo para as pessoas segurarem elas.  A PAX GOLD é um exemplo de stablecoin que lastreada ao ouro.

Stablecoin não colateralizadas

O último tipo de stablecoins são as não colateralizadas, ou seja, não são apoiadas em nada, elas são controladas por um algoritmo capaz de manter o preço estável.  Algumas pessoas acreditam que essas criptomoedas acabam caindo em um conceito contraditório, pois não utilizam os conceitos de apoio e garantia, que são praticamente partes da definição de stablecoins.

Na prática, essas moedas funcionam como bancos de reserva e precisam ser monitoradas em questões como oferta e demanda, e se for necessário, para manter as forças equilibradas, podem ser feitas grandes compras das moedas em circulação, especialmente quando os preços estão baixos. Caso o preço esteja inflacionado, eles emitem novas unidades da moeda, bem semelhante ao que acontece com moedas fiat, controladas por bancos centrai, porém acontece de forma autônoma e mais descentralizada.  O principal objetivo dessas moedas é manter seus preços em conjunto do ativo em que foram indexados.

Um exemplo de stablecoin deste estilo é a basecoin, que possui um protocolo que consegue aumentar ou diminuir a emissão da moeda, conforme necessário.

Principais stablecoins  

Tether, a principal stablecoin por volume de mercado

As stablecoins já são um conceito relativamente tradicional e antigo no criptomercado, por isso encontramos diferentes moedas já famosas em toda a indústria. Entre as principais temos:

  • Tether (USDT) – A mais famosa entre todas as moedas com lastro em dólar, a mais utilizada no segmento e com uma capitalização total de mais de US$ 10 bilhões. Conhecida por suas muitas polêmicas, o USDT é tão importante que às vezes chega a determinar movimentos de queda e alta no Bitcoin. Confira mais sobre a Tether em nosso artigo!
  • DAI – Muito mais modesta que o Tether, o DAI é um dos principais exemplos de stablecoins com colateral descentralizado. Sua capitalização de cerca de US$ 400 milhões pode não ser tão expressiva, mas ela é confiada por muitos investidores.
  • USD Coin (USDC) – Criada pela Circle em parceria com a Coinbase, a USDC é um projeto que também conta com confiança por boa parte dos investidores. Já alcançou a posição de segunda maior moeda estável dentro do criptomercado com capitalização de mercado de US$ 1.4 bilhões.
  • Paxos Standard (PAX) – Também muito conhecida, a Paxos tem uma capitalização de cerca de US$ 200 milhões. Assim como a Tether, a PAX já esteve envolvida em algumas questões sobre seu real valor.

Por que investir em stablecoins?

São três os principais casos de utilização. Lembrando que existem stablecoins reguladas, portanto, passíveis de confisco por autoridades reguladoras, e as não-reguladas, ou sediadas em paraísos fiscais, que dificultam tais sanções.

Envio entre diferentes exchanges

Enviar valores fiduciários entre diferentes exchanges é caro e demorado. É necessário realizar um saque, aguardar a compensação, para em seguida depositar na nova conta. Lembrando isso só é possível em horário comercial.

É possível realizar este envio utilizando Bitcoin e demais criptomoedas, porém correndo o risco da variação da cotação, que inviabiliza operações de trade, ou remessa de saldos parados em conta.

Proteção contra inflação

Pessoas que vivem em países com moedas inflacionárias precisam comprar ouro, dólares, euros, ou outras moedas fortes para se proteger. Para isso enfrentam burocracia, limites, restrição de horário, e altas taxas.

Ao comprar stablecoins, é possível realizar pagamentos e envios de valores sem necessidade de intermediários. De maneira similar, a custódia (guarda) pode ser realizada pela própria pessoa, de forma segura e transparente devido ao uso do blockchain.

Pagamento internacional

Realizar um pagamento de produtos e serviços utilizando Bitcoin e demais criptomoedas é possível, porém a cotação varia rapidamente. Mesmo que o envio seja instantâneo, a maioria dos vendedores precisa trocar novamente a criptomoeda por valores fiduciários.

O envio por meio de bancos e casas de câmbio exige que o destinatário tenha uma conta corrente, e pode levar até três dias úteis.

Vantagens

Existem diferentes vantagens em utilizar uma Stablecoin, a principal é a facilidade em investir em moedas estrangeiras sem precisar envolver casas de câmbio, o que costuma ser bem mais caro do que operar em exchanges ou no mercado P2P.

Outra importante vantagem fica justamente pela possibilidade de guardar valores de forma muito mais simples. É muito mais fácil (e seguro) guardar US$ 10 mil em uma carteira digital do que em um cofre na sua casa.

No entanto, a principal vantagem fica para as grandes companhias, principalmente os bancos. Com o uso de stablecoins é mais fácil realizar grandes liquidações, transferências e pagamentos pagando menos taxas e com mais velocidade.

Desvantagens

A principal vantagem para o investidor varejista é justamente o lastro dessas moedas. Por exemplo, a USDT é lastreada no Dólar, ou seja, é diretamente afetada pela inflação da moeda fiduciária.

Para aqueles que querem investir nas criptomoedas como uma forma de fuga da inflação e dos problemas ligados ao mercado fiat, uma stablecoin pode não ser a melhor escolha.

Onde guardar stablecoins

As stablecoins são exatamente como as outras criptomoedas, por isso precisam ser guardadas com a mesma segurança. O melhor a se fazer é usar as carteiras físicas offline, que estão mais seguras contra ataques hackers que podem ocasionar na perda de dinheiro.

Confira nosso material sobre as carteiras de criptomoedas e outras opções para guardar seus ativos digitais!

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