Análise Técnica de Ações e Criptos - Guia completo

Você sabe o que é análise técnica e o por que ela ser tão utilizada por traders? Montamos um guia que irá te ajudar a entender este conceito.

Por
Equipe Coinext
18/1/2021
 Análise Técnica de Ações e Criptos - Guia completo

Um dos maiores desafios que impede várias pessoas de seguir em frente com algum investimento financeiro é não saber analisar este investimento, ou acreditar que é muito difícil fazê-lo. Fato é, em um primeiro momento pode ser que você estranhe alguns conceitos e temas, mas nada que algumas tardes de estudo e muita prática não possam resolver, certo?

Se você quer investir e ter lucros mais consistentes, não há muito como fugir das análises e dos termos mais técnicos. Aqui, você não só vai entender o conceito como também será capaz de colocar em prática esses conhecimentos.

Dá uma olhada em tudo que você vai aprender neste artigo:

  • O que é Análise Técnica?
  • Qual a utilidade de Análise Técnica?
  • Qual a diferença entre Análise Técnica e Análise Fundamentalista
  • Por que a análise técnica é mais utilizada pelos traders?
  • Entendendo sobre o gráfico
  • Gráfico de Linhas
  • Gráfico de Barras
  • Gráfico de Candlestick
  • Principais conceitos da análise gráfica
  • O preço do ativo é um consenso entre oferta e demanda
  • Preços seguem tendências
  • Topos e fundos
  • Suporte
  • Resistência
  • Linhas de Tendência
  • Linha de Tendência em alta (Bullish)
  • Linha de Tendência de baixa (Bearish)
  • Gaps
  • Volume
  • Quais são os indicadores de Análise Técnica
  • Médias móveis
  • Volume
  • Momento
  • Volatilidade
  • Tendência
  • Stops
  • Análise técnica com criptomoedas
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O que é análise técnica?

Bom, antes de tudo precisamos entender o que é uma análise técnica.

Análise técnica, também chamada de Análise Gráfica, é uma estratégia utilizada por quem opera investimentos em ativos financeiros como trader, seja de forma profissional amadora para quem quer melhorar seus lucros nas operações.

Dentro dessa estratégia, existem diversas táticas que funcionam tanto isolada quanto conjuntamente. Portanto, uma análise técnica pode ser formada por diversas ferramentas distintas operando em conjunto, buscando encontrar algum padrão de tendência de comportamento do ativo em questão.

Este é o seu principal objetivo como investidor de criptomoedas, determinar a tendência de um ativo observando o comportamento da oferta e da demanda num período determinado.

É muito importante entender o movimento dos demais investidores pois são justamente as ações deles que determinam alguns dos possíveis caminhos do ativo.

Qual a utilidade da Análise Técnica?

Como foi dito antes, a análise técnica serve, dentre outras coisas, para prestar auxílio aos investidores e ajudar na tomada de decisão dos mesmos, visando operações que rendam lucros! A partir desta ferramenta os investidores conseguem identificar tendências de mercado.

No universo cripto, a análise técnica ajuda a antecipar o comportamento mais provável do preço de uma moeda para você entender se é o momento de operar ou não.

Mas só a análise técnica garante lucro nas operações?

Não! Além de saber analisar o seu comportamento, é preciso que o investidor também faça uma boa gestão de riscos, além de conhecimento do mercado como um todo, e é claro, ter um perfil coerente com o de um trader.

Existem algumas características e habilidades específicas que são essenciais aos traders. Entenda o perfil de um trader vencedor neste artigo.

Qual a diferença entre análise técnica e análise fundamentalista?

A principal diferença entre as duas formas de analisar ativos financeiros está no fato de que, a análise técnica é mais voltada para dados de momento, enquanto a análise fundamentalista como seu próprio nome sugere, é focada em entender fatores e características próprias dos ativos que podem impactar seu movimento.

Para ficar ainda mais claro. A análise técnica se preocupa em estudar histórico do preço do ativo, buscando identificar padrões que ajudem a fazer previsões sobre o futuro comportamento deste mesmo ativo, geralmente em prazos não muito longos.

Enquanto na análise fundamentalista, os analistas buscam medir o valor intrínseco de um ativo, seja uma criptomoeda ou uma ação. Nesse caso então ele precisa estudar tudo, para ter uma visão panorâmica da situação. Economia geral, condições da indústria e do setor, notícias, redes sociais, a administração desses projetos, escândalos de corrupção, a reputação da instituição que emite a moeda, histórico, dentre outros fatores são levados em conta nesta modalidade de estudo.

No caso do Bitcoin, por exemplo, a análise fundamentalista leva muito em consideração os fundamentos da blockchain vistos de uma perspectiva da teoria econômica de moedas. Ou seja, o fato de ele ter emissão controlada e limitada (por isso ser deflacionário) e ter adoção cada vez maior, fazem dele uma moeda perfeita - superior até mesmo às moedas governamentais (fiduciárias). Além disso, o próprio fato de ser um ativo totalmente descentralizado, que não depende de empresas específicas para ser controlado, fazem as análises fundamentais apostarem positivamente no Bitcoin.

Já os analistas técnicos de criptomoedas não se preocupam exatamente com as instituições que emitem as moedas, com notícias bombásticas, nem mesmo com o lançamento de novos projetos ou atualizações tecnológicas. Para eles, faz mais sentido compreender a movimentação da moeda através de gráficos e dos histórico que ela apresentar nos dias em questão.

Uma boa forma de entender a diferença entre as análises fundamentalista e técnica, é com o exemplo de uma empresa. Analises fundamentalistas consideram. por exemplo, o potencial de crescimento e estabilidade no longo prazo, questões sobre governança corporativa, nível de inovação etc. Enquanto análises técnicas considerariam movimentos do mercado mais imediatos e até mesmo mais superficiais.

Mas, obviamente, todo analista técnico não deixa de considerar também, em algum nível mesmo que menor, fatores muito significativos que possam impactar até mesmo a continuidade ou existência do ativo.

Porque a análise técnica é a mais utilizada pelos traders?

Em se tratando de criptomoedas, precisamos manter sempre em mente a principal características dos ativos: sua alta volatilidade. Ou seja, sua alta capacidade de oscilar os preços das moedas em curtos espaços de tempo.

Por isso, é bem mais comum encontrar traders operando estratégias que valorizam justamente essa característica das moedas, são as operações que visam lucros em curto prazo, a partir dessa rápida variação de preço.

Operações como Swing Trade, Day Trade e Scalping Trade são mais utilizadas por aqueles que operam criptomoedas do que estratégias de longo e médio prazo.

E para obter lucros nestas modalidades de operações os traders se baseiam em análises técnicas, uma vez que o interesse é lucrar em pouco tempo.

Estratégias de médio e longo prazo, também chamadas de position trade e buy’n’hold, faz mais sentido usar a análise fundamental, já que você está apostando na empresa ou na instituição como um todo, aguardando uma valorização com o passar do tempo. Se você segura o ativo por muito tempo, notícias sobre a empresa, o setor, a administração do ativo e demais fatores externos, impactam no valor a longo prazo daquele ativo. Ai sim, cabe aqui uma análise fundamentalista.

No entanto, se você quer lucrar no curto prazo, é muito mais recomendável entender fatores que impactam no preço daquele ativo no dia a dia, ou seja, o comportamento da oferta e da demanda. Por isso os traders optam mais por análises técnicas.

Mas ainda, é importante frisar que uma coisa não exclui a outra. Você consegue mesclar as duas análises e obter resultados lucrativos também. Tudo vai depender do seu objetivo e da sua estratégia de investimento.

Entendendo sobre o gráfico

Os gráficos são os principais instrumentos da análise técnica. Eles representam o movimento dos preços negociados pelos ativos em determinado período de tempo.

A periodicidade dos gráficos pode variar entre, diária, semanal, mensal, trimestral anual ou em períodos intraday, quando se alisam intervalos em minutos ou horas. Os gráficos diário e semanal são mais utilizados para operações mais longas. Os intradiários, são mais comuns para operações de curto prazo, como Day trade e Scalping.

Existem 3 principais tipos de gráficos na análise técnica.

  • Gráfico de linhas
  • Gráfico de barras
  • Gráfico Candlestick

Vamos entender melhor cada um deles!

Gráfico de linhas

O gráfico de linhas é o mais básico deles, e geralmente é mais utilizado por investidores iniciantes.

A principal característica do gráfico de linhas é que ele demarca apenas um ponto em cada preço de fechamento do ativo, durante determinado período, e depois traça uma linha ligando estes pontos.

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Representação do gráfico de linhas. (Imagem: Portal do Trader)

Gráfico de barras

Já no gráfico em barras você consegue extrair mais informações que no de linhas.

Além de ele ligar em pontos os preços de fechamento do ativo, ele também informa como foi o movimento do ativo num determinado período de tempo.

No gráfico de barras você consegue extrair o preço de abertura do ativo, fechamento, máxima e mínima que ele atingiu no dia, ou no período que você quer analisar.

Cada barra do gráfico representa esse movimento do ativo no período selecionado (pode ser dia, semana, mês). É nela que você encontra as informações citadas acima.

Pode vir acompanhado também pelo gráfico de volume, que indica a quantidade de transações do ativo no mesmo período.

É mais utilizado por investidores mais experientes, novos investidores podem sentir alguma dificuldade em analisar este gráfico à medida que se amplia a amostragem.

Em comparação com o gráfico de linhas, o de barras consegue te fornecer mais detalhes.

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Representação de um gráfico de barras. (Imagem: Portal do Trader)

Gráfico de Candlestick

O gráfico de Candlestick é bem semelhante ao de barras, ele fornece as mesmas informações porém tem uma visualização mais intuitiva e didática.

Cada candle (ou vela) representa um período determinado do ativo, seu preço de abertura, fechamento, máxima e mínima.

Ainda, as velas podem aparecer sem preenchimento, quando o ativo tem um dia de alta, ou preenchidas, quando o ativo teve um dia de baixa.

Essa representação também pode vir em cores: um candle verde (ou azul) significa que o ativo teve preço de fechamento superior ao preço de abertura, ou seja um dia de alta. Se o candle aparece em vermelho significa que o ativo teve o preço de fechamento inferior que o de abertura, um dia de baixa. Isso pode ser configurado pelo investidor de acordo com seu gosto, para melhorar a visualização do gráfico.

Observe as figuras abaixo para entender melhor:

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Representação de uma vela no gráfico Candlestick quando o ativo está em baixa.
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Representação de uma vela no gráfico de Candlestick quando o ativo está em alta.

Agora observe uma imagem do gráfico de candles:

gráfico-de-candlestick
Representação de um gráfico de Candlestick. (Imagem: Portal do Trader)

Cada candle do gráfico representa o movimento do ativo no período determinado.

  • No gráfico diário: cada candle representa o movimento do ativo no dia. Ou seja, preço de abertura, fechamento, máxima e mínima.
  • No gráfico semanal: cada candle representa o movimento do ativo naquela semana
  • Nos gráficos intradiários: cada candle representa o movimento do ativo nos últimos 60, 30, 15 ou 5 minutos.

Principais conceitos da análise gráfica

O preço do ativo é um consenso entre oferta e demanda.

Este é um dos conceitos mais simples na análise gráfica. Basicamente ele quer dizer que a precificação dos ativos é um reflexo da relação de compra e venda do mesmo. Seu preço se forma pelo equilíbrio entre a quantidade de investidores interessados em comprar e a quantidade de ativos disponíveis para negociação.

Sendo assim, seguindo a lógica de raciocínio que construímos ao longo do texto, fatores externos como notícias, análises fundamentalistas, de teor político, psicológicos, ou de reputação da instituição emissora da moeda não são considerados.

Preços seguem tendências

Ao analisar um gráfico de investimentos, podemos perceber que os preços se formam dentro de tendências. Identificar qual é a tendência do ativo, é de extrema importância para o investidor saber como agir frente a isso.

Alguns especialistas definem tendências como o movimento dos preços nos gráficos, que acontecem de forma irregular, mas persistentes na mesma direção. Ou seja, o sentido dominante para qual aquele ativo caminha em determinado período de tempo.

Dependendo do período, podem ser tendências de alta, de baixa ou lateral.

Uma tendência e alta é quando se vê no gráfico uma séria de altos e baixos do ativo cada vez mais altos.  Já uma tendência de baixa é quando se vê uma série de pontos altos e baixos cada vez mais baixos. A tendência lateral ocorre quando as ordens de compra e venda praticamente se compensam, fazendo com que o preço do ativo “caminhe de lado” no gráfico, sem subir ou abaixar.

Observe a figura abaixo para entender melhor:

gráfico-tendências
Representação de tendências. (Imagem: Rico Investimentos)

Nesta Figura podemos ver uma tendência de alta: o ponto 2 é o primeiro ponto de alta, seguido por uma pequena baixa no ponto 3, para depois aumentar novamente e assim sucessivamente.

Repare que, apesar das quedas estarem presentes também, uma tendência de alta nunca será linear. Sabemos que é uma tendência de alta pois a cada ponto de alta, superava-se os pontos em baixa.

O mesmo serve para uma tendência de baixa, os pontos sucessivos de baixa precisam ser mais baixos que as altas.

Ainda, as tendências podem ser divididas em 3

  • Primária: quando é um movimento dominante;
  • Secundária: movimentos de altas e baixas de preço, que ao longo do tempo seguem a tendência primária;
  • Terciária: que se forma entre as secundárias.

Observe o gráfico abaixo:

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Representação de tendências simultâneas. (Imagem: Bússola do Investidor)

É importante analisar e entender os 3 tipos para identificar qual a real tendência do ativo. Pode acontecer por exemplo, de que mesmo que um ativo esteja subindo em um dia, ele não esteja em tendência de alta, por apresentar fortes quedas nas últimas semanas, por exemplo.

Topos e fundos

Topos e fundos são basicamente as máximas e mínimas do ativo em um determinado período, são eles que vão indicar também as tendências de alta ou de baixa, respectivamente.

O topo é o ponto mais alto de um movimento de alta do ativo e fundo é o ponto mais baixo de um movimento de baixa.

Exemplo prático: se uma moeda teve em um dia o seu preço mais alto atingindo R$50,00 este é o seu topo. Se ela chegou a R$47,00 como preço mínimo, este é o seu fundo.

É claro que o ativo tem pequenas oscilações dentro desta faixa de preço, mas para traçar seu topo e fundo considera-se apenas a máxima e mínima.

Suporte

Suporte é um conceito que está intimamente ligado aos topos e fundos e à tendência.

O suporte ocorre quando o preço de um ativo está com dificuldade de cair, indicando que o ativo está em suporte. Ou seja, é quando a procura por compras consegue segurar os preços, fazendo com que eles não despenquem.

No suporte, pode ser comum os preços dos ativos ficarem mais baratos e a procura superar a oferta, pois as pessoas entendem como um bom momento para comprar na baixa e vender quando os preços voltarem a subir.

Resistência

A resistência é o momento em que a procura por compras não é forte o suficiente para fazer o preço do ativo em questão continuar subindo. Neste momento, é comum que os investidores busquem mais vender seus ativos do que comprar, por entenderem que os preços estão caros e, depois que passar o momento de resistência, os preços podem voltar a cair.

Apesar de que isto não é uma regra de comportamento e não há garantias que após a resistência os preços sofrerão queda.

Uma resistência rompida pode significar que o mercado esteja forte o suficiente para movimentar novas altas de preços. E ainda, precisamos considerar que após a alta perda resistência, o ativo poderá ser considerado como um novo suporte.

A resistência pode ser também um ponto de entrada de compra, caso haja força dos preços. Uma resistência rompida pode significar uma grande força do mercado em novas altas dos preços. É importante considerar que após a perda da resistência ela poderá ser considerada como um novo suporte.

Observe a figura abaixo para entender melhor como são representadas nos gráficos.

Representação de suporte e resistência.

É importante entender estes conceito pois, dessa forma, consegue-se ainda mais informações sobre o movimento do preço do ativo e tomar decisões ainda mais assertivas.

Linhas de tendência

Linhas de tendência são uma técnica que os traders utilizam identificar se o movimento do ativo é uma tendência de alta, baixa ou lateral, a partir do gráfico. Uma linha é traçada no gráfico conectando dois ou mais pontos de um ativo, no período em que sequer analisar.

A partir do desenho formado por esta linha, consegue-se dizer se o ativo está em baixa, alta ou lateral.

Vamos ver qual a definição de uma tendência altista e baixista agora.

Linha de tendência em alta (Bullish)

Acontece quando há maior pressão por parte dos compradores, ou seja, maior demanda por um determinado ativo, fazendo com que seu preço suba.

O termo bullish vem de bull, quem em português significa touro. Quando se vê um gráfico de tendência em alta, o desenho que aparece nele é semelhante a um chifre de touro. Fazendo uma analogia, o touro ataca com seu chifre de baixo pra cima, por isso o nome da tendência bullish.

A tendência bullish se forma quando vemos pontos de topos e fundos consecutivos ascendentes.

Esse geralmente é o momento que os investidores optam por vender aproveitando os preços altos, o famoso vender na alta que já falamos diversas vezes.

Observe abaixo na imagem uma linha de tendência em alta para entender melhor o comportamento do ativo.

gráfico-tendência-bullish
Representação em gráfico de Tendência Bullish. (Imagem: TradingView)

Linha de tendência em baixa (Bearish)

As linhas de tendência em baixa, chamas de tendência bearish, acontecem quando há maior pressão por parte dos vendedores, ou seja, maior oferta no mercado de um determinado ativo, fazendo com que o preço caia.

O termo bearish tem inspiração na palavra bear, em português significa urso. Deram esse nome à tendência de baixa pois, no gráfico o desenho que ela mostra é uma linha apontando para baixo. Seguindo a linha de raciocínio do bullish, um ataque de urso acontece de cima pra baixo, da mesma forma que a linha aparece no gráfico.

Nesta tendência os traders lutam para comprar os ativos, já que os preços caem e eles querem comprar na baixa para vender quando valorizar.

Representação em gráfico de Tendência Bearish. (Imagem: TradingView)

Gaps

Eventualmente os gráficos podem apontar um evento em que você observa espaços vazios entre os candles, são os gaps.

Esses gaps são ausência de negociação, em outras palavras, falta de interesse tanto por parte dos compradores quanto por parte dos vendedores em negociar um ativo em determinada faixa de preço.

Cria-se no gráfico uma lacuna em branco, intervalor de preços, que mostra que alguma coisa importante aconteceu e fez com que os trader cessassem as negociações. Geralmente são fatos que estão ligados aos fundamentos daquele ativo, análise fundamentalista, podendo ser uma notícia, uma atualização, algo que afetou a psicologia dos investidores que acompanhavam o ativo.

Por essa razão os gaps afetam mais operações de swing trade e operações de média e longo prazo.

É comum que os gaps sejam fechados depois de um certo tempo. Ou seja, os preços voltarão aos patamares normais e o intervalo sem negociação é completado. Basicamente como se aquilo tivesse sido uma pendência a ser resolvida, assim que resolvida, os investidores voltam a operar.

Volume

O volume indica o número de negociações que um ativo teve ao longo de um período determinado que se quer analisar. Geralmente ele é representado na parte inferior do gráfico, chamadas de “barras de volume” e mostram quantas vezes um ativo foi negociado naquele período. Em caso de criptomoedas, indica quantas moedas foram negociadas!

Assim como o preço, o volume do ativo também indica qual a tendência que ele está demonstrando ter e é importantíssimo para compreender o ativo como um todo.  

Se há um certo ativo com movimento de alta ou de baixa e um volume relativamente alto pode indicar maior relevância para este ativo em comparação com os demais. Em outras palavras, o volume indica a popularidade do ativo.

Pensa comigo: se um ativo está indicando movimento de alta mas seu volume esta baixo, é um sinal de alerta para o investidor. Por que os demais investidores não estão apostando nesse ativo, mesmo em uma subida? Há que se analisar a situação com mais profundidade.

Já se o movimento é de subida e o volume acompanha, ou seja também está alto, indica que os traders estão confiando no ativo e o movimentando. É uma maneira dos trader se resguardarem e terem mais confiança no ativo em que estão apostando. O volume confirma a tendência do preço.

Quando o volume e o preço do ativo contam histórias diferentes tem-se uma divergência, pois os indicadores estão em contradição. Da mesma forma, o volume ajuda a identificar uma inversão de tendência.

Vamos a um exemplo prático:

Digamos que uma moeda D estava enfrentando um longo período de tendência de baixa e do dia para a noite seu preço sobe 5%.

Como saber se essa situação é uma inversão de tendência? Usando o volume!

Se o volume de trades dessa moeda D for alto, em comparação com o volume médio diário da moeda, provavelmente é uma inversão de tendência mesmo.

Porém, se o volume de trades da moeda está abaixo da média diária, a subida no preço pode não ser suficiente para sustentar uma real mudança na tendência.

Quais são os indicadores da análise técnica?

Existem alguns elementos que são mais assertivos ao fazermos uma análise técnica e também há alguns mecanismos essenciais para quem quer operar trading com mais segurança e se resguardando de potenciais situações de risco alto.

Vamos entender os conceitos?

Médias Móveis

A média móvel é um indicador da análise técnica de ativos financeiros que pode ser aplicada em qualquer ativo passível de negociação

Como seu próprio nome já diz a média móvel indica a evolução da média dos preços do ativo em questão no período em que o investidor quiser analisar, o intervalo de tempo fica a seu critério. O preço geralmente é o de fechamento do ativo.

Esse indicador também é utilizado para confirmar a tendência do ativo em relação ao seu comportamento no mercado.

Ao calcular a média móvel uma nova linha é formada no gráfico indicando os números da média dos preços. Essa média pode ser calculada com uma fórmula simples ou exponencial.

Como dito antes, a média móvel é mais uma maneira de confirmar a tendência e o desempenho de um ativo e o trader ajusta a fórmula de acordo com sua estratégia de investimento.

Por exemplo, se ele operarem curto prazo, day trade ou scalping trade, é interessante que ele calcule a média do ativo com poucos dias, como 5 ou 10 dias. Mas, se ele pretende avaliara tendência a longo prazo, é só reajustar a fórmula e colocar um número maior de períodos (dias) na análise.

Volume

Conforme já vimos antes, o volume indica a popularidade do ativo e é de suma importância para o trader entender se a tendência se confirma ou não.

O volume nada mais é que a quantidade em que o ativo está sendo negociado. No universo cripto, um alto volume indica uma alta quantidade de moedas sendo negociada.

O volume e o preço do ativo geralmente conseguem nos dizer qual o caminho que o ativo tomará. Um preço alto e volume alto, indicam possível tendência de alta. Assim como um preço baixo e volume alto indicam possível tendência de alta.

Por outro lado, quando o volume o volume está baixo pode indicar ou uma inversão na tendência do ativo ou pode ser simplesmente reflexos dos fatores fundamentalistas do ativo impactando na sua aceitação na comunidade.

Existem 2 principais técnicas para analisar o volume de um determinado.

  • OBV

Significa On-Balance Volume, é uma das técnicas mais conhecidas e tenta mensurar como o volume pode afetar o preço e o momento de um ativo. Ele é usado para medir fluxo positivo e negativo de um volume de um ativo, em relação ao seu preço ao longo do tempo.

É uma medida que visa calcular o total acumulado de volume, somado ou subtraído o volume de cada período. Basicamente, esta fórmula aprofunda a medida básica de volume, combinando-o com o movimento dos preços.

Sua interpretação também é bem tranquila, sendo que um OBV crescente é sinal de um volume que está aumentando, enquanto um OBV negativo indica que o volume está decrescendo.

  • ADL

ADL, significa Accumulation Distribution Line, em português Linha de Acumulação Distribuição. É um indicador de momento bem famoso que também se baseia em volume e oscilação do preço de um ativo para detectar potenciais tendências e mudanças de tendências em determinado intervalo de tempo.

Um dos princípios da ADL é de que, quanto maior o volume de um ativo negocio no período, mais relevante serão as alterações no preço. A linha confirma as mudanças nas tendências de alta ou baixa dos preços, mensura a oferta e a demanda implícitas por meio de divergências do preço com o volume.

Portanto, se os investidores estão comprando muito um ativo, há um acumulo do mesmo, e a Linha do ADL move-se para cima, proporcionalmente à quantidade de dinheiro que entrou. Sendo assim, a mudança da ADL para cima, juntamente de uma tendência de baixa no preço, indica uma reversão e, consequentemente, um movimento de altano preço.

Da mesma forma acontece na situação inversa. Quando o indicador se move para baixo, representa uma grande saída de dinheiro do ativo. Quando isso ocorre em uma tendência de alta, há uma reversão seguida por um movimento de baixa.

Ou seja, na prática é um indicador utilizado para encontrar especificamente situações em que o volume move-se na direção contrária ao preço. Identificando-se a divergência, o trader consegue realizar suas operações com mais assertividade.

Momento

Momento é o indicar da análise técnica que mede o quanto o preço de uma ação mudou em um período de tempo. O momento mensura a diferença entre o preço de fechamento do dia atual e o preço de fechamento de x dias atrás do ativo em questão.

Então, para traçar o momento de algum ativo a primeira coisa é definir quantos dias você quer analisar.

Na fórmula fica:

Momento = preço de fechamento – preço de fechamento de n dias atrás

Este indicador também pode ser útil para entendermos a velocidade do mercado e também ajuda a identificar possíveis pontos de reversão.

Uma das estratégias mais famosas de mensurar o momento é o IFR, Índice de Força Relativa, uma linha com variação de 0 a 100.

O IFR vai funcionar como um termômetro do ativo, que vai nos dizer se o mercado está “saturado” , ou seja, medindo se ele já subiu, ou caiu, tudo que podia, fazendo com que o mercado precise parar para recuperar o fôlego, antes de continuar na mesma tendência.

É uma estratégia que pode indicar ótimos pontos de compra ou vendas, no momento em que a tendência perde força.

Volatilidade

A volatilidade de um ativo, diz respeito à sua facilidade em oscilar seus preços em um determinado período de tempo.

Assim, quanto mais volátil um ativo é, mais ele tende a variar os preços em um mesmo espaço de tempo. E quanto menos volátil o ativo, mais ele tende a se estabilizar, ou seja, menos os seus preços variam num período de tempo.

Por exemplo, as criptomoedas são ativos com alta volatilidade pois têm a capacidade de oscilar seus preços diversas vezes em um curto espaço de tempo. Essa oscilação pode ser tanto uma valorização quando depreciação e vai depender dos diversos outros fatores que vimos ao longo deste artigo que também interferem na precificação deste ativo.

Já os ativos de renda fixa são bons exemplos de ativos com baixa volatilidade, por exemplo títulos do Tesouro Selic ou menos investimentos ações da Bolsa de Valores.

Os ativos com baixa volatilidade tendem a constituir investimentos menos arriscados, pois você estará menos sujeito à um prejuízo alto, em caso de desvalorização. E poderá operar investimentos à longo prazo, que são mais compatíveis com este tipo de ativo, com menor volatilidade.

Os ativos com alta volatilidade geralmente fazem parte dos investimentos com riscos maiores, já que você fica exposto à oscilações bruscas em curtos espaços de tempo. Por essa razão os investidores optam por operações de médio, curto e curtíssimo prazo para estes ativos, como Swing Trade, Day Trade e Scalping Trade. É justamente nas variações de preços que os investidores conseguem lucrar.

Em outras palavras, a volatilidade de um ativo e também uma maneira de mensurar seu risco, bem como sua rentabilidade.

Existem 3 tipos de volatilidade diferentes no mercado financeiro

  • Volatilidade histórica: mede a variação de preço de um ativo em um determinado período no passado.
  • Volatilidade implícita: é calculada com base na volatilidade história e em demais análises de cotação do ativo. É usada para estimar a volatilidade do preço de um ativo no futuro
  • Volatilidade real: representa a variação efetiva do preço do ativo no futuro. Porém, quando a volatilidade deixa de ser uma estimativa e se torna conhecida ela se torna uma volatilidade histórica.

E ainda, um ativo pode ter sua volatilidade mensurada por mais 3 maneiras:

  • Volatilidade da cotação: em caso de renda fixa, há situações que a rentabilidade do ativo pode não variar, mas o preço de sua cotação varia. Muito comum em investimentos em imóveis por exemplo, quando o valor do aluguel não altera mas o imóvel é valorizado com o tempo, ou desvalorizado.
  • Volatilidade da rentabilidade: em caso e ações, e de criptoativos, a variação da cotação é a mesma da rentabilidade
  • Volatilidade da empresa: você mensura a volatilidade da empresa responsável por emitir o investimento. Observa-se risco de falência e demais aspectos da análise fundamentalista
  • Bandas de Bollinger

As Bandas de Bollinger é uma das técnicas mais utilizadas para tentar mensurar a volatilidade um ativo. Sua principal função é é prever o comportamento do ativo de acordo com a oscilação do preço.

Primeiro, determinam-se preços médio, mínimo e máximo do ativo em um período. A partir disso, as bandas criam uma “área” no gráfico m no qual é possível entender se o o preço será valorizado ou sofrerá uma queda, de acordo com o histórico que ele apresentou no período  determinado.

É como se tivesse definido um mapa no gráfico, que te ajuda a entender, juntamente de outras métricas, qual é o melhor momento para entrar ou sair de um investimento, prever topos e fundos e entender a intensidade da valorização (ou desvalorização) do ativo.

Tendências

Acho que nesse momento você já entendeu que a tendência é a melhor amiga do investidor e que tudo acaba voltando à ela.

Identificar, seguir e adentrar tendências é o modo mais seguro de se realizar operações lucrativas no mercado financeiro. Mas, para isso você precisa ter um controle rígido de diversos outros indicadores e saber mesclar as informações para tirar uma conclusão mais assertiva sobre a tendência.

Existem alguns indicadores mais específicos que te ajudam a identificar as tendências.

  • SAR Parabólico

A sigla SAR vem da própria função do indicador – Stop and Reverse – no português significa Parar e Reverter.

É um indicador de análise técnica que foi desenvolvido em 1978 por J. Welles Wilder, que publicou sua tese no livro New Concepts In Technical Trading Systems.

O objetivo principal deste indicador é determinar uma tendência predominante em determinado ativo.

Seu conceito é relativamente fácil de compreender:

Quando a linha do SAR Parabólico é traçado no gráfico, ela fica abaixo dos preços quando o ativo está em tendência de alta, e ficar acima dos preços quando o ativo está em tendência de queda.

Ou seja, em uma tendência de alta, o SAR está sempre abaixo do preço do ativo no gráfico. O valor do indicador também continua aumentando, junto com a tendência. Se este indicador para e reverte, o ativo muda de tendência.

Do outro lado, se estiver em uma tendência de queda, o valor do SAR não aumenta, ele tende a continuar caindo.

Numa tendência de alta, o SAR sempre se posicionará abaixo do gráfico da ação. E o valor do SAR também continuará aumentando, não diminuirá. Quando o indicador para e reverte (stop and reverse – SAR), a ação deve mudar de tendência.

Como uma técnica que identifica tendências, o SAR também ajuda a definir valores de entrada e de saída e, caso necessário, o SAR mostra o momento de inverter a estratégia.

Em geral, se recomenda uma compra quando os pontos se movem abaixo das barras de preço, em que se prever uma tendência de alta. E se recomenda uma venda quando a tendência for de baixa, ou seja, os pontos se movem acima dos preços.

A fórmula do SAR pode ser um tanto quanto confusa para traders iniciantes, mas vamos deixá-la aqui caso você já queira ir praticando para depois ficar craque:

 SARi+ 1  = SARi + α(PE – SARi)   

Legenda:

SARi= valor do preço do ativo hoje

SARi+1= valor do preço do ativo amanhã

PE= Ponto Extremo. Numa tendência de alta, é o preço mais alto que o ativo atingiu, numa tendência de baixa é o preço mais baixo que o ativo atingiu

α=fator de aceleração. Geralmente é usado o valor de 0,02 já diretamente na fórmula. Determina a sensibilidade do indicador

  • MACD

O MACD é um outro indicador de tendência. A sigla significa Moving Average Convergence Divergence e é um dos indicadores mais utilizados e mais confiáveis pelos traders de análise técnica.

O MACD foi desenvolvido por Gerald Appel e é formado pela linha de sinal e pela linha MACD, que por sua vez é derivada da diferença de duas médias móveis exponenciais.

Este indicador serve para apontar pontos de reversão de tendência do mercado. Além disso, os traders buscam no gráfico sinais de compra e venda a partir do cruzamento entre o MACD, a linha central (zero) e divergências. Tornando ainda mais claro para os traders os melhores momentos para entrar ou sair do mercado.

Quando as duas médias móveis em questão movem-se para mais perto uma da outra indica a convergência. Quando as médias móveis se afastam indica a divergência.

  • Índice de Movimento Direcional

Esse indicador é utilizado para mensurar a força e o poder de uma tendência a partir de um conjunto de demais indicadores: ADX, D+ e D-.

Sendo que, DI+ mensura o aumento acumulado do indicador e D- mensura o decréscimo acumulado do indicador, e na fórmula, conseguem medir o equilíbrio entre compradores e vendedores.  E ADX é simplesmente a sigla do IMD em inglês, Average Directional Index.

Quando o DI+ e o DI- se sobrepõem em duas curvas no gráfico, o posicionamento delas em relação uma à outra, é o que permitirá ver se o mercado está com mais compradores ou mais vendedores.

A curva do ADX atua semelhante a um filtro, para identificar se a tendência realmente existe ou não.

Ela segue uma escala em que, se o indicador ADX está acima do limite de 20, o mercado indica uma tendência acentuada, de alta. Quando o indicador está abaixo do nível 20, ou o mercado está caminhando de lado, quando compradores e vendedores estão em quantidades equivalentes, ou o mercado está em baixa, sem uma tendência real, constituindo um mal momento para assumir uma posição sobre o ativo.

  • Aroon

O Aroon foi uma solução encontrada para que os traders iniciantes pudessem também identificar e mensurar a força de uma tendência, caso não se adequassem à fórmula do ADX.

Em 1995, um renomado trader chamado Tshar Chande criou o Arron. Aroon significa “a primeira luz do amanhecer” em sânscrito, uma das línguas oficiais da índia.

O indicador também é baseado em duas linhas, uma de alta – Aroon Up- e uma de baixa – Aroon Down. Ambas as linhas se movem exclusivamente em função do período de tempo utilizado e a máxima (Arron Up) e a mínima (Arron Down), neste mesmo período de tempo determinado.

O Aroon também é considerado um oscilador de momento, apesar de a sua fórmula usar o tempo em relação ao preço.

Sendo assim, sua fórmula é:

Arron Up

{[(nº de períodos ) – (nºde períodos desde a máxima no tempo determinado)]/(nº de períodos)}*100

Normalmente representado por uma linha verde no gráfico.

Arron Down

 {[(nº de períodos ) – (nº de períodos desde a mínima no tempo determinado)]/(nº de períodos)}*100

Exemplo prático:

Se um trader está analisando um ativo B, em um período de 10 dias num gráfico diário, e o ativo atingiu seu preço máximo no 8º dia, então seu Arron Up será:

[10-8/10]*100 = 20

A mesma coisa com o Arron Down, substituindo o preço máximo pelo mínimo e seu dia correspondente.

De uma forma bem resumida, podemos interpretar os valores do Arron da seguinte maneira:

O valor de 50 divide o período de análise exatamente ao meio. Assim, se uma das linhas no gráfico estiver acima de 50, indica que a máxima ou a mínima do ativo em questão ocorreu na metade mais recente do período em questão.

Se os valores estiverem dando acima de 50, significa que os preços estão regularmente atingindo novas máximas ou novas mínimas no período especificado.

Em contra partida ,valores baixos podem ou não indicar queda ou subida de preços, é necessário acompanhar o comportamento do ativo por demais indicadores para chegar à essa conclusão.

Você também precisa ficar atento aos sinais de tendência: quando as linhas de arron se cruzam, quando as linhas de aroon cruzam para cima ou para baixo de 50, e quando uma das linhas alcança o valor 100. Para identificar qual tendência é, utiliza-se de mais indicadores simultaneamente.

Para os traders que operam em curto prazo, o Arron é importante indicador para determinar quando um ativo está perdendo força compradora e ou vendedora, principalmente no cruzamento das linhas.

Para quem prefere operarem longo prazo, o indicador ajuda a entender o comportamento do mercado como um todo, fazendo com que a decisão do trader seja mais precisa e identifique se a tendência está enfraquecida.

Stops

Os stops são mecanismos que você pode encontrar em algumas corretoras de investimentos. Eles são muito úteis para resguardar os investidores e fornecem um grau a mais de segurança, especialmente para aqueles que operam em curto prazo.

Existem stops de ganhos –stop gain – e os stops de perdas – stop loss. Ambos são ferramentas para o trader determinar a venda, ou a compra, automática de um determinado ativo, caso ele atinja um certo valor. Esse valor é o que o trader entende como o limite em que ele poderia atingir para evitar um prejuízo muito grande com a venda ou a compra de algum ativo.

Por exemplo:

Um trader investiu em uma criptomoeda C na parte da manhã e ele adquiriu 10  moedas por um valor de R$100,00.

No decorrer do dia, acompanhando os gráficos e as movimentações da moeda C ele viu que seu preço estava decaindo, e foi passando pelos valores de R$98,00, depois R$96,00, alcançando às 18h o valor de R$95,00, com um alto volume de negociações de vendas.

Ou seja, ele identificou uma tendência de queda na moeda. Para se resguardar e não tomar um prejuízo irrecuperável, ele determina uma operação comum stop loss no preço de R$94,50. Isso significa que no momento em que as moedas atingirem esse valor, a quantidade em que ele determinar serão vendidas automaticamente.

O mesmo serve para venda. Se o trader identificou que há uma tendência de alta confirmada, ele pode programar para vender suas moedas (parcial ou totalmente) quando elas atingirem o preço X que o trader entende que é um lucro bom.

Esse lucro ou prejuízo são valores estimados, pré-determinados de acordo com o que o trader já calculou que está de acordo com sua estratégia de investimento.

OBS: esse recurso não se encontra em toda e qualquer corretora de investimentos. Se você se identificou com o mecanismo e gostaria de testá-lo aqui na Coinext, você consegue!

Análise técnica com criptomoedas

Depois deste artigo, eu tenho certeza que ficou bem claro para você que realizar um bom estudo de mercado e uma boa análise técnica pode ser a diferença entre um ótimo lucro e um prejuízo pesado, que te faça até desistir do mercado.

Você provavelmente deve estar pensando:

“Beleza, mas eu consigo aplicar todas estas técnicas em criptomoedas?”

E a resposta é sim, dá pra fazer análise técnica com criptomoedas. O que deve estar presente em sua mente sempre é que você deve considerar:

  1. As características das criptomoedas são diferentes dos demais ativos, portanto, muita atenção à isso, sobretudo à alta volatilidade das moedas.
  2. É mais comum vermos operações de médio, curto e curtíssimo prazo nas criptos, justamente pela volatilidade das moedas. Este tipo de operação faz muito mais sentido para os criptoativos, portanto considere isso também, principalmente nas técnicas que contam com períodos de tempos em suas fórmulas.
  3. É muito importante realizar diferentes análises, com diferentes técnicas, para que uma comprove o resultado da outra. Escolhe estratégias que sejam complementares. Por exemplo, se você está analisando o volume de alguma criptomoeda , é interessante também realizar uma técnica de análise do momento e do preço.
  4. Estabeleça números de metas para lucros e prejuízos, de acordo com o seu valor de entrada.
  5. Diversifique sua carteira de investimentos! Aposte em diferentes moedas, com características diferentes para conseguir entender qual está performando bem e qual não está.
  6. Por último, mas não menos importante: análise técnica não funciona sozinha! Uma das principais estratégias que você precisa manter em mente para operar investimentos em criptomoedas é gestão de risco! Essa gestão de risco vai envolver analisar coisas muito além de somente o ativo, inclui também o seu perfil de trader, sua realidade e sua estratégia de investimentos,

Concluindo, investir em criptoativos requer tempo, dedicação, conhecimento e prática! E claro, você não consegue fazer isso sozinho, então também requer uma corretora de confiança, com tecnologia de ponta que te ofereça os melhores recursos para te dar segurança e conforto na hora de operar.

Precisa de uma corretora? Aqui na Coinext você lida com taxas mínimas, diversidade de moedas, facilidade para operar e conteúdos para te guiar nessa nova jornada. Comece com um depósito de apenas R$25,00 e conheça nossa plataforma.

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