Quais as criptomoedas promissoras para fevereiro de 2026? Confira esta análise completa com o top 6 das criptos que podem se destacar ao longo do mês.


Em um cenário ainda marcado por cautela macroeconômica e expectativas em torno da política monetária dos Estados Unidos, a seleção de ativos para fevereiro de 2026 prioriza fundamentos sólidos, tração institucional e potenciais catalisadores regulatórios e tecnológicos.
A seguir, a equipe de Research da Coinext apresenta as criptomoedas que se destacam neste contexto, combinando resiliência, inovação e oportunidades estratégicas para o mês.
Janeiro foi marcado pela continuidade do clima de cautela que já dominava o mercado no fim de 2025. Apesar de sinais técnicos ainda favoráveis, a decisão do Federal Reserve de manter as taxas de juros inalteradas frustrou parte das expectativas e contribuiu para conter o apetite por ativos de risco, incluindo criptomoedas.
O Bitcoin foi o único entre os principais criptoativos a fechar o mês em alta, com um ganho modesto de 0,5%. Já Ethereum (-0,82%), Solana (-0,4%), Aster (-0,4%) e Celestia (-0,8%) registraram pequenas perdas, enquanto Ethena (-21%) e Helium (-22%) lideraram as quedas, refletindo a intensificação da aversão ao risco nas altcoins. Chainlink (-3,2%) e XRP (-0,04%) também terminaram o mês no vermelho.
A manutenção da taxa básica de juros nos Estados Unidos, embora amplamente precificada pelo mercado, foi acompanhada por um discurso mais cauteloso do que o esperado por parte do Fed, indicando que um corte no curto prazo ainda não está garantido. Essa postura reforçou a percepção de que os juros elevados devem persistir por mais tempo, o que pressiona ativos sensíveis à liquidez, como o mercado cripto.
Com isso, o mercado de criptoativos segue em compasso de espera, dependente de maior clareza sobre o ciclo monetário norte-americano para retomar uma trajetória mais firme de valorização.
O primeiro critério para seleção dos ativos em destaque neste mês envolve o debate em torno da Clarity Act, proposta legislativa norte-americana que busca estabelecer diretrizes mais claras para a classificação e regulação de criptoativos. A medida pretende definir com precisão quais tokens devem ser tratados como valores mobiliários (securities) e quais como commodities, trazendo maior segurança jurídica para emissores, investidores e instituições. Essa clareza regulatória é especialmente relevante em um momento de intensos embates entre a SEC e projetos cripto de grande porte. Com sua eventual aprovação, a expectativa é que haja destrave de fluxos institucionais e uma redução dos riscos legais que hoje pairam sobre diversas plataformas.
Diante desse contexto, foram priorizados ativos com maior potencial de se beneficiar diretamente de um ambiente regulatório mais definido. Já o segundo critério de seleção contempla ativos alternativos que vêm se destacando neste início de ano graças a atualizações relevantes, parcerias estratégicas ou avanços técnicos consistentes — projetos com fundamentos sólidos, capazes de gerar valor mesmo em um cenário de mercado lateralizado. Confira a lista de fevereiro:
O Bitcoin segue como pilar estratégico da carteira Coinext em fevereiro, sustentado por três eixos principais: avanço regulatório, cenário macroeconômico e estrutura técnica favorável.
No campo regulatório, o BTC desponta como um dos principais potenciais beneficiados pela eventual aprovação da Clarity Act, proposta legislativa que visa estabelecer critérios claros para a classificação de criptoativos nos Estados Unidos. Como o Bitcoin já é reconhecido pela CFTC (Commodity Futures Trading Commission) como uma commodity, a formalização legal desse status reforçaria seu papel como reserva digital de valor, além de ampliar sua atratividade para investidores institucionais.
Do ponto de vista macroeconômico, os Reserve Management Purchases (RMPs) do Federal Reserve sinalizam um impulso de liquidez no curto prazo, com uma injeção estimada de até US$ 220 bilhões até abril. No entanto, o banco central norte-americano projeta apenas um corte de juros em 2026, com a taxa encerrando o ano em 3,4%. Segundo o próprio Fed, os juros já atingiram a chamada "faixa de neutralidade", o que reduz a margem para novos estímulos — a menos que o mercado de trabalho apresente deterioração significativa.
Esse cenário, marcado por liquidez temporária e incerteza estrutural, posiciona o Bitcoin como uma opção defensiva. Sua consolidação como ativo líder do mercado e menor exposição a riscos regulatórios o tornam uma escolha resiliente diante de eventuais choques.
No aspecto técnico, o BTC precisa romper com consistência a zona dos US$91,7 no gráfico semanal para sustentar o viés de alta. Acima desse nível, os próximos alvos são: US$95 mil, US$97,7 mil, US$102 mil e US$115 mil. Por outro lado, a perda do suporte em US$91 mil pode reativar a pressão vendedora, com zonas de suporte mais fortes em US$85 mil e US$74 mil.
Outro ponto de atenção é a dominância do BTC, atualmente abaixo de 56,6%. Um avanço consistente acima desse patamar fortaleceria sua retomada estrutural frente às altcoins, reforçando sua posição de liderança no ciclo atual.
Diante desse conjunto de fatores — robustez regulatória, cenário macro desafiador e estrutura técnica
O Ethereum mantém sua posição como um dos ativos centrais do mercado cripto, sustentado por três pilares estratégicos: relevância estrutural no ecossistema, avanço tecnológico contínuo e perspectivas regulatórias em transformação. Como principal plataforma de contratos inteligentes, o Ethereum é protagonista em setores como finanças descentralizadas (DeFi), tokenização de ativos e infraestrutura de dados, funcionando como a espinha dorsal de grande parte da atividade cripto atual.
Sua ampla adoção institucional e participação ativa em diversas verticais tecnológicas consolidam o ETH como um ativo estratégico, mesmo em cenários de correção ou baixa volatilidade. Historicamente, o Ethereum costuma se recuperar mais rapidamente do que outras altcoins, servindo como um indicador do apetite por risco por parte de investidores institucionais.
No campo regulatório, o ETH tem potencial para ser um dos maiores beneficiários da eventual aprovação da Clarity Act. A legislação tende a reforçar o entendimento de que o Ethereum, por sua estrutura descentralizada e modelo de consenso, não se enquadra como valor mobiliário (security). Essa clareza abriria espaço para sua inclusão em ETFs e produtos financeiros regulados, ao mesmo tempo em que reduziria riscos jurídicos no longo prazo.
Em paralelo, a rede passa por um processo de reorganização liderado pela Ethereum Foundation, com foco em melhorias na Layer 1 e uma agenda cada vez mais voltada à privacidade e segurança de longo prazo. Um destaque recente é o esforço em segurança pós-quântica: a fundação criou uma equipe especializada, lançou redes de teste específicas e destinou US$2 milhões em incentivos para pesquisas voltadas ao fortalecimento criptográfico do protocolo.
Do ponto de vista técnico, o ETH segue pressionado abaixo da região dos US$3,1 mil, consolidando-se em uma zona de indefinição. A quebra desse patamar pode destravar alvos intermediários em US$3,3 mil e US$3,5 mil, com possibilidade de extensão até US$4,1 mil. Em caso de perda de momentum, o ativo pode testar zonas de suporte em US$2,7 mil.
Diante de seu papel central na inovação cripto, somado à possibilidade de avanços regulatórios significativos nos EUA, o Ethereum foi mantido como escolha estratégica da carteira Coinext para fevereiro. Sua base sólida e alto potencial de valorização fazem do ETH um ativo essencial em um cenário ainda marcado por incertezas.
A Ripple representa um dos casos mais emblemáticos do setor cripto no que diz respeito ao debate regulatório. Após anos de disputa judicial com a SEC sobre a classificação legal do token XRP, a possível aprovação da Clarity Act pode marcar um ponto de inflexão definitivo. A proposta legislativa busca estabelecer critérios objetivos para definir juridicamente os criptoativos nos EUA, e, se aprovada, pode trazer segurança regulatória duradoura ao XRP. Com esse novo enquadramento, o ativo teria condições mais sólidas para se posicionar como infraestrutura de referência no mercado financeiro institucional, superando o atual vácuo normativo que ainda limita seu uso em larga escala.
No campo tecnológico, o XRP Ledger entra em uma nova etapa de evolução, com foco no desenvolvimento de aplicações financeiras automatizadas. A Ripple começou a integrar inteligência artificial (IA) em seus fluxos de liquidação, otimizando rotas de transações e decisões operacionais em tempo real. Essa combinação entre IA e tecnologia descentralizada melhora significativamente a eficiência do sistema, aumentando sua atratividade para bancos e instituições financeiras globais.
Do ponto de vista institucional, a Ripple deu um passo importante ao firmar uma parceria estratégica com a DXC Technology, gigante global de infraestrutura bancária. O objetivo é integrar a tecnologia da Ripple à plataforma Hogan, que movimenta mais de US$5 trilhões em depósitos e atende aproximadamente 300 milhões de contas no mundo inteiro. A iniciativa permitirá que bancos ofereçam serviços com ativos digitais, como pagamentos e custódia, sem a necessidade de modificar suas arquiteturas centrais — fator que pode acelerar a adoção institucional da blockchain de forma significativa.
Tecnicamente, o XRP é negociado em torno de US$1,90, em uma zona de neutralidade entre médias móveis relevantes. De acordo com o portal Blockchain News, o ativo apresenta um cenário construtivo, com potencial de avanço rumo à faixa de US$2,20 a US$2,40, desde que mantenha fechamentos consistentes acima dos suportes técnicos intermediários.
Combinando avanço regulatório, inovação tecnológica e tração institucional, o XRP foi incluído na carteira Coinext de fevereiro como uma aposta estratégica em um ativo com alto potencial de valorização e integração no sistema financeiro tradicional.
A Chiliz é uma plataforma blockchain voltada ao setor esportivo e de entretenimento, desenvolvida para fortalecer o vínculo entre clubes e torcedores por meio de fan tokens. Esses ativos permitem que os fãs participem de decisões simbólicas dos times, tenham acesso a recompensas exclusivas e interajam em plataformas como a Socios.com. Além do engajamento, a rede também oferece uma infraestrutura eficiente para transações digitais dentro desse ecossistema.
Com a aproximação da Copa do Mundo FIFA de 2026, a Chiliz voltou a ganhar relevância no mercado, impulsionada pela expansão dos fan tokens por meio das plataformas Socios e Locker Room. Desde meados de dezembro de 2025, o ativo apresenta valorização consistente, com capitalização de mercado acima de US$565 milhões e forte volume de negociação. O lançamento de tokens de seleções nacionais como Argentina, Portugal e Itália elevou a demanda por CHZ, impulsionada pelo crescente interesse dos torcedores por experiências digitais exclusivas.
No campo da inovação, a Chiliz também tem se destacado pela integração de Real World Assets (RWAs) ao financiamento esportivo. Por meio do protocolo Decentral, clubes agora podem tokenizar receitas futuras, como direitos de mídia e transmissão, e utilizá-las como colateral para captar stablecoins em ambiente on-chain. Essa solução representa um avanço relevante no chamado SportFi, ao aplicar a infraestrutura blockchain para resolver desafios financeiros reais enfrentados por organizações esportivas.
Segundo o portal Changelly, após a análise dos preços históricos da Chiliz, projeta-se que, em 2026, o token CHZ tenha um valor mínimo de US$0,0436, podendo atingir até US$0,0543, com média anual de US$0,0448. Por esses fatores: inovação, tração institucional e sensibilidade a grandes eventos esportivos, a Chiliz foi incluída na carteira Coinext de fevereiro como uma aposta temática estratégica.
A Hyperliquid consolidou-se como uma das exchanges descentralizadas mais relevantes do mercado cripto, especialmente no segmento de derivativos perpétuos on-chain. Construída sobre uma blockchain Layer 1 própria e personalizada, a plataforma se destacou em 2025 como líder de infraestrutura para derivativos descentralizados, acumulando mais de US$3 trilhões em volume negociado, 25% de market share e US$911 milhões em receita, segundo dados do DeFiLlama.
Esse desempenho notável se deve a uma combinação de tecnologia de ponta e modelo de execução eficiente. A Hyperliquid adota um Central Limit Order Book (CLOB) totalmente on-chain, algo raro entre DEXs, aliado a melhorias constantes como o HIP-3, que aumenta a velocidade e a eficiência na execução das ordens. A plataforma também se destaca pelas margens competitivas e pela distribuição significativa de lucros aos detentores do token HYPE, que receberam US$420 milhões ao longo do último ciclo.
Esse sucesso está inserido em um contexto mais amplo: a evolução estrutural do DeFi, marcada por maior robustez nas infraestruturas, amadurecimento de produtos e crescimento do capital institucional. Neste novo cenário, a descentralização deixou de ser apenas um ideal e passou a representar uma vantagem operacional tangível — e a Hyperliquid soube capitalizar como poucas.
Entre dezembro de 2024 e janeiro de 2026, grandes carteiras (baleias) acumularam HYPE de forma estratégica, com foco em staking e preservação de preço. Uma dessas carteiras chegou a realizar um lucro de US$7 milhões em janeiro, após meses de rendimento com APY de 2,3%. No mesmo período, a TVL (Total Value Locked) atingiu o pico de US$6 bilhões, estabilizando-se entre US$4 e 5 bilhões, sustentada por uso ativo do protocolo e taxas consistentes.
Para fevereiro, o portal CoinDCX projeta um leve aumento na volatilidade do HYPE, com o preço reagindo a realizações de lucro e novas fases de acumulação. Se o sentimento de mercado continuar positivo, o ativo pode avançar entre 8% e 10%, com potencial de atingir US$33,50 até o fim do mês.
Por reunir alta tração institucional, desempenho técnico robusto e inovação em infraestrutura DeFi, a Hyperliquid permanece como uma escolha estratégica da carteira Coinext, posicionada para capturar valor em um ambiente de crescente profissionalização do setor cripto.
O BNB atravessa um momento institucional relevante, impulsionado tanto pelo avanço de produtos financeiros regulados quanto por melhorias estruturais em sua infraestrutura tecnológica. Nos Estados Unidos, a Grayscale protocolou junto à SEC o pedido para lançar o Grayscale BNB Trust, um ETF à vista que acompanha o desempenho do token sob o ticker GBNB. O produto permitiria exposição ao BNB sem a necessidade de custódia direta, embora ainda dependa do registro na Nasdaq e da aprovação regulatória.
A proposta segue movimento semelhante ao iniciado pela VanEck e, assim como outras iniciativas recentes, exclui o staking, refletindo as incertezas jurídicas que ainda cercam essa prática no mercado norte-americano. Caso aprovado, o ETF pode representar um passo importante na ampliação do acesso institucional ao BNB, hoje majoritariamente concentrado em ETPs fora dos EUA.
Na Europa, esse processo já está mais avançado. A gestora sueca Virtune lançou o Virtune BNB ETP na Nasdaq Estocolmo, oferecendo exposição 1:1 ao BNB, com taxa de administração de 1,95% e custódia realizada pela Coinbase. Totalmente lastreado no token, o produto reforça o portfólio cripto da gestora e contribui para a consolidação do BNB como ativo institucional no continente europeu.
Do ponto de vista técnico, a BNB Chain iniciou 2026 com a implementação do hard fork Fermi na BNB Smart Chain. A atualização reduziu o tempo de bloco de 0,75 para 0,45 segundo, aumentando significativamente a velocidade e a confiabilidade da rede. A adoção de uma arquitetura combinando camadas focadas em estabilidade e desempenho, aliada à introdução das Super Instructions — otimizações na máquina virtual — tornou a execução de transações e contratos inteligentes mais rápida e eficiente em custos.
Esses avanços reforçam a BNB Chain como uma infraestrutura escalável para aplicações de DeFi, trading em tempo real, jogos on-chain e tokenização de ativos.
Segundo o portal MEXC, o BNB apresenta uma estrutura técnica construtiva, negociando acima das principais médias móveis e com o RSI em zona neutra. A faixa entre US$ 955 e US$ 980 atua como resistência relevante, enquanto o suporte em US$ 906 é decisivo para a manutenção do viés altista.
Diante da combinação de tração institucional, avanços tecnológicos e leitura técnica favorável, o BNB foi selecionado para integrar a carteira Coinext de fevereiro de 2026.







