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O que é DeFi? Conheça as Finanças Descentralizadas!

Você conhece o termo DeFi? Também chamado de finanças descentralizadas, esses produtos e serviços do mundo cripto estão transformando a economia. Entenda!

Equipe Coinext
Última atualização:
16/4/2024

Provavelmente você já deve ter se deparado com essa sigla em algum momento da sua jornada no universo cripto: DeFi. Esse termo é usado para se referir às Finanças Descentralizadas, um conjunto de novos serviços e produtos digitais da nova economia.

As DeFi são uma reconstrução do sistema financeiro tradicional, que adaptou alguns serviços já existentes, como empréstimos, seguros, sistemas de pagamentos. Também foram responsáveis pelo impulsionamento de vários outros criptoativos que até alguns anos atrás não existiam, como tokens sintéticos, NFTs, derivativos, e é claro, criptomoedas. 

Pelo contrário, tudo que se relaciona com a criptoeconomia são conceitos amplos, que abrem um leque de oportunidades inovadoras a serem exploradas nos investimentos, além de soluções para problemas financeiros do dia a dia das pessoas.

Confira o que você vai aprender no artigo de hoje:

  • O que é DeFi?
  • Como surgiram as DeFi
  • O que são as criptomoedas DeFi?
  • Para que servem as DeFi?
  • Como DeFi funciona?
  • DeFi e o mercado cripto
  • DeFi e a Ethereum

O que é DeFi?

DeFi é uma sigla para Finanças Descentralizadas, ou Decentralized Finance, em inglês. É basicamente um novo sistema financeiro que envolve construir e oferecer produtos e serviços de modo descentralizado, a partir de uma Blockchain.

Ou seja, estes produtos e serviços financeiros seriam independentes de unidades centrais reguladoras, como instituições financeiras, bancos e até mesmo governos.

Como surgiram as DeFi

O Bitcoin foi a primeira criptomoeda que trouxe o conceito de descentralização e de uma moeda com funcionamento 100% digital. Depois dele, vários estudiosos e empreendedores pensaram que, a partir da tecnologia Blockchain, seria possível descentralizar outras coisas também. 

O desenvolvimento desse novo sistema financeiro abriu muitas portas, não só para criptomoedas, mas para todos os criptoativos. Com isso, esse mercado se expandiu sobretudo nos anos de 2020 e 2021, quando foi fortemente impactado pelas últimas valorizações expressivas das criptos.

Assista ao vídeo e entenda em apenas 3 minutos o conceito de finanças descentralizadas:

O que são as criptomoedas DeFi?

A relação entre a popularização das DeFi e o crescimento do mercado cripto ocorre porque os produtos e serviços financeiros descentralizados precisam de uma plataforma de Blockchain para funcionar e também de uma criptomoeda DeFi, um ativo que vai manter sua rede de transações funcionando.

Consequentemente, à medida que mais instituições e até pessoas físicas vão aderindo aos serviços e produtos oferecidos pelas DeFi, mais a criptomoeda da rede de Blockchain que está sendo utilizada se valoriza perante o mercado. 

Uma importante métrica para mensurar o crescimento do mercado de Finanças Descentralizadas é o valor total bloqueado (TVL), que corresponde ao valor investido naquele mercado. De acordo com uma publicação da Valor Investe, o valor total bloqueado das DeFi passou de 652 milhões para 14,7 bilhões de dólares somente em 2020.

Algumas das principais moedas DeFi, incluem:

Nesse vídeo nos aprofundamos em alguns dos principais tokens DeFi que você precisa conhecer:

Para que servem as DeFi?

As Finanças Descentralizadas foram uma recriação do sistema financeiro tradicional. No nosso sistema financeiro habitual, para qualquer serviço ou produto que você deseje adquirir, existem centenas de profissionais trabalhando por trás da cortina.

Isso acontece porque o sistema é centralizado, altamente burocrático e conta com vários intermediários no processo, que encarecem os serviços e os tornam pouco práticos.

Foi pensando justamente nessas limitações do serviço tradicional que surgiu o desejo de descentralizar tal segmento. Na prática, isso quer dizer que os serviços seriam muito mais acessíveis, consideravelmente mais rápidos, já que eliminam a participação destes intermediários, e mais baratos também. 

Como DeFi funciona?

As DeFi estão intrinsecamente relacionadas aos contratos inteligentes, ou smart contracts. Estes contratos são como programas de computador nas Blockchains. São como acordos de contratos comuns, nos quais são inseridas as condições das partes envolvidas.

Uma vez em que se atinge tais condições do contrato, ele se autoexecuta, de maneira automática, sem necessidade de nenhum órgão intermediando ou regulando a execução dos contratos.  

Estes contratos podem ser de diversas naturezas. Os mais comuns são voltados ao mercado financeiro de fato, como seguros, empréstimos, conversão de moedas fiduciárias, derivativos e etc.

Mas, na prática, seria possível criar contratos inteligentes para várias outras finalidades, das mais superficiais às mais revolucionárias. Especialmente quando se usa tal tecnologia integrada à alguma outra, como inteligência artificial, internet das coisas ou outras aplicações descentralizadas, os dApps.

Por este motivo, as criptomoedas que contam com Blockchains que suportam contratos inteligentes estão intimamente relacionadas às Finanças Descentralizadas. A principal delas é a rede Ethereum, que comporta smart contracts e foi a pioneira ao inaugurar este tipo de serviço financeiro descentralizado, não é a toa que é chamada de segunda geração de criptomoedas.

Depois da Ethereum, vários projetos de plataformas foram sendo desenvolvidos, com propostas inovadoras, como a Cardano (ADA), Chainlink (LINK) e Stellar (XLM).

DeFi e o mercado cripto

Como esse é um mercado em plena expansão, a cada momento nos deparamos com uma novidade diferente, diante dacriação de ativos para funcionar dentro deste novo sistema financeiro.

A Messari, multinacional especialista em dados e inteligência de mercado sobre o universo cripto, construiu uma explicação para facilitar o entendimento do que são os ativos financeiros descentralizados. 

De acordo com a gigante Messari, existem alguns requisitos que ativos financeiros precisam cumprir para serem considerados como descentralizados:

  1. Uso claramente voltado à aplicações financeiras: Entram aqui todos os produtos que já mencionamos, como empréstimos, taxas de conversão entre moedas, ativos sintéticos, aplicações financeiras, derivativos, gestão de ativos e mercados de previsão.
  2. Código-fonte aberto: qualquer pessoa deve conseguir acessar o código e usá-lo como quiser, ou desenvolver demais projetos a partir deste código, sem que seja necessário pedir permissão de um intermediário.
  3. Sem custódia de terceiros e você pode utilizar um pseudônimo: Isso significa que você não precisa se identificar na plataforma, caso não queira, e você deve ter a custódia completa, ou seja, a posse e manutenção dos seus próprios ativos.
  4. Governança descentralizada: qualquer decisão, melhorias, ou mesmo alterações administrativas que o ativo ou a rede em que está inserido sofrerá não podem partir de uma única entidade. Geralmente ocorrem por meio de um consenso entre os usuários, investidores e todos aqueles parte da comunidade do ativo. 

Quando falamos em criptoativos, basta aplicar tais condições sobre aqueles ativos que utilizam tecnologias criptografadas. Os criptoativos mais promissores atualmente nas DeFi são realmente as criptomoedas e os tokens que são desenvolvidos dentro dos aplicativos descentralizados da rede, que muitas vezes servem para remunerar os usuários dos aplicativos. 

O impacto que esta releitura do nosso sistema financeiro tradicional teve na sociedade foi muito grande e repercute em diferentes sentidos. Para os criptoativos, isso significou serviços financeiros mais fáceis de serem acessados, mais rápidos, com taxas bem menores.

Consequentemente, aumenta-se a liquidez, pois toda a burocracia e tempo que os sistemas centralizados utilizam em seus serviços interferem na facilidade que você tem para sacar o seu dinheiro.

DeFi e a Ethereum

A rede Ethereum foi a grande pioneira que inaugurou o uso da tecnologia Blockchain para descentralizar outras coisas além de transferência de valores.

Vitalik Buterin, seu criador, foi quem percebeu que seria possível oferecer outros serviços financeiros digitalizados, que se autoexecutam e que são descentralizados, ou seja, não possuem uma instituição central regulamentando seu funcionamento. A ideia por trás do conceito é trazer cada vez mais o controle do nosso próprio dinheiro para nós mesmos.

Entenda como a Ethereum funciona nesse vídeo:

A Ethereum é uma grande plataforma computacional e sua Blockchain também suporta o desenvolvimento de dApps e serviços financeiros descentralizados.

Seu criptoativo, ou token, é chamado de Ether e possui uma função fundamental de manter a rede Ethereum funcionando, como um combustível da mesma. À medida que mais players do mercado foram aderindo ao uso de serviços dentro da plataforma, mais a criptomoeda conseguiu se valorizar no mercado, pelo aumento na sua demanda. 

Por isso, a Ethereum foi reconhecida como a segunda geração de criptomoedas e é hoje a maior altcoin em termos de capitalização de mercado, já com um montante de 190 bilhões de dólares em outubro de 2022, de acordo com o CoinMarketCap.

No entanto, já estamos vendo o desenvolvimento de novas plataformas de Blockchain que fornecem tais serviços descentralizadores de finanças e será interessante assistir a corrida entre a grande Ethereum contra tais novas redes.

Nesse vídeo, falamos sobre outras importantes Blockchains do mercado cripto. Confira:

De qualquer forma, é fundamental acompanhar o que ocorre no ecossistema das Finanças Descentralizadas, pois não há dúvidas que tudo reflete nas criptomoedas e nos criptoativos ligados ao sistema.

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