O que é o Halving do Bitcoin

Você sabe o que é o Halving do Bitcoin? De vez em quando o número de moedas produzidos é cortado. Saiba como isso afeta o btc e seus investimentos.

Por
Equipe Coinext
Jul 16, 2020

O Bitcoin, a primeira criptomoeda do mundo, criada por Satoshi Nakamoto, nasceu no final de 2008, com o objetivo de devolver o poder financeiro para o povo e tirá-lo das mãos dos governos e dos bancos. Mas o único jeito de garantir que o projeto não cometesse o mesmo erro do setor financeiro tradicional foi através do Halving do Bitcoin.

De nada adiantaria criar um novo sistema se um pequeno grupo tivesse o poder de alterar a quantidade em circulação conforme seu próprio interesse, como acontece com os bancos centrais.

Além disso, o Bitcoin tem como sua principal base o fundamento da oferta e demanda, que por sua vez depende da escassez para que o preço seja sempre crescente. De certa forma, o halving do Bitcoin é uma arma contra a inflação.

O halving do BTC é, de forma bem simples, a diminuição pela metade de novas moedas criadas pela mineração de novos blocos. Essa diminuição acontece a cada 210 mil blocos mineiras, o que acontece em média a cada 4 anos.

Curiosidade: Seja por coincidência ou ironia proposital de Satoshi, o Halving do Bitcoin sempre coincide com ano eleitoral nos Estados Unidos.

Mas porque limitar a produção de moedas dessa maneira?

Para que serve

A ideia do halving do Bitcoin é simples: Manter a emissão de moedas sempre controlada para evitar a inflação.

Uma moeda inflacionária, como as fiduciárias, podem continuar criando valor “do nada”, sempre imprimindo mais cédulas quando julgarem necessário. O BTC vai no caminho oposto e tem um limite (hard cap) de 21 milhões de moedas para serem mineiradas no total.

Diminuir o número de moedas criadas através da mineração de blocos evita que todas sejam criadas em poucos anos. Como isso é algo que não pode ser alterado no protocolo do Bitcoin, o último BTC só será minerado em 2140.

Enquanto isso, a lei de oferta e demanda (em teoria) continua sendo aplicada a criptomoeda, o que acaba elevando o seu preço no longo prazo.

Halvings passados

O Bitcoin está nos primeiros meses do seu 3º halving (que aconteceu em maio de 2020), quando a emissão de moedas por bloco minerado caiu de 12.5 para 6.25. Mas além da diminuição das moedas em circulação, os halvings passados sempre trouxeram grandes movimentos de valorização para o Bitcoin.

Esse evento é muito aguardado pelos investidores que apostam em um aumento de demanda para a catalização de novos valores históricos para o “ouro digital.”

Gráfico dos halvings passados do Bitcoin

Os halving de 2012 e 2016 tiveram um resultado similar, o que deixou muitos animados para o halving de 2020. Através do gráfico é possível notar os movimentos de alta que o mercado apresentou após alguns meses da diminuição da emissão de moedas.

Gráfico dos halvings anteriores

O halving de 2020 ainda é bem “recente”, no entanto, já tivemos momentos de queda na hashrate (poder computacional) total da rede, recuperação dessa mesma métrica, aumentos e quedas.

No entanto, até agora, o BTC está apresentando os mesmos sinais que anteriormente, ainda apresentando uma preparação para uma possível alta.

Durante o Halving de 2020, o Bitcoin estava flutuando na casa dos US$ 8 mil. Por volta de agosto, a moeda apresentava um forte suporte na casa de US$ 10 mil.

Como o halving afeta seus investimentos

Claro, como é de se imaginar, o halving afeta diretamente o investimento feito em Bitcoin, já que ele pode movimentar consideravelmente o preço. Até agora todas as movimentações foram positivas para quem está investindo a longo prazo.

Impactos na mineração

Os mineradores são os um dos principais impactados pelo halving do Bitcoin. Como o número de moedas distribuídas é cortado pela metade, a dificuldade aumenta, assim cada minerador receberá menos moedas e isso pode não ser bom.

Primeiro porque, caso uma mineradora não consiga minerar BTC o suficiente, a máquina será desligada, o que consequentemente diminui o poder computacional, o que é essencial para a segurança e escalabilidade da blockchain.

Segundo, com menos lucro os mineradores precisam capitular seus ganhos mais rapidamente. Ou seja, muito mais BTC são vendidos, criando uma pressão de venda no mercado geral e derrubando o preço da moeda.

Felizmente, mesmo com um período inicial problemático, os mineradores parecem estar bem positivos com uma possível alta do BTC no futuro.

Possível impacto no preço

Como falamos, há a possibilidade de um impacto negativo no preço do Bitcoin por causa da pressão de venda gerada pela capitulação dos mineradores. Mas isso costuma a ser um momento passageiro, antes da oferta e demanda começarem a se regular e o preço voltar a subir.

A aposta da maioria é que sim, o BTC vai entrar em um bom momento alguns meses após o seu halving, principalmente para os holders que se prepararam antes do Halving e ainda estão comprando.

O que acontece depois do halving?

A diminuição da recompensa por bloco minerado não é nenhum evento cataclísmico que faz o preço explodir do dia para o outro. No entanto, há algumas teorias que vem chamando muito a atenção dos compradores, com certeza a mais popular é a do trader conhecido como PlanB e o seu modelo de stock-to-flow.

Baseado completamente na demanda e oferta do Bitcoin, PlanB e a sua análise estimam que o Bitcoin pode chegar a US$ 1 milhão por volta de 2028.

O mais curioso é que até o momento, a linha traçada por PlanB está acompanhando a movimentação do BTC.

Gráfico preço do BTC x Halving

Preço do Bitcoin é apresentado pela linha colorida (nível da cor representa os dias até o próximo halving), a linha vermelha é o preço esperado pelo modelo Stock-To-Flow.

Mas vale lembrar que isso é apenas uma especulação baseada em um modelo. Apesar de ser bem famoso e estar em discussão entre os traders, é sempre bom não realizar investimentos com base em uma única fonte.

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