Entenda a atualização Fusaka do Ethereum (ETH), lançada em dezembro de 2025. Veja o que mudou em escalabilidade, segurança e os impactos no preço do ETH.
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A atualização Fusaka marcou um novo capítulo na evolução do Ethereum, trazendo melhorias fundamentais em escalabilidade, segurança e eficiência. Lançada oficialmente em 3 de dezembro de 2025, essa foi a 17ª grande atualização do protocolo e representa um passo estratégico dentro do roadmap de longo prazo da rede.
Ao preparar o terreno para avanços como o Danksharding e a execução paralela, Fusaka reforça a posição do Ethereum como a principal infraestrutura para aplicações descentralizadas. Neste artigo, você vai entender o que é a atualização Fusaka, o que ela muda na prática e como isso impacta usuários, desenvolvedores e o preço do ETH no médio e longo prazo.
A 17ª grande atualização do Ethereum, chamada Fusaka, foi implementada com sucesso em 3 de dezembro de 2025 — apenas sete meses após a significativa atualização Pectra, que transformou amplamente o protocolo. Com a Fusaka, o Ethereum, então com uma década de existência, entrou em uma nova fase de maturidade. Os desenvolvedores principais da rede passaram a mirar um ritmo mais acelerado de atualizações, com a meta de realizar dois hard forks por ano.
A atualização manteve a tradição de nomenclatura: a camada de execução recebeu o nome de uma cidade da Terra (Osaka), enquanto as melhorias na camada de consenso foram batizadas com o nome de um corpo celeste (a estrela Fulu). Diferentemente da Pectra, Fusaka não trouxe mudanças drásticas para o usuário final ou no sistema de staking, mas focou em otimizações de infraestrutura — fundamentais para viabilizar avanços futuros em escalabilidade.
Essas melhorias de backend foram consideradas essenciais para preparar o terreno para algumas das maiores evoluções da rede desde a Fusão (The Merge), em 2022. A Fusaka marcou mais um passo dentro da fase “The Surge” do roteiro do Ethereum, voltada à ampliação da escalabilidade por meio de rollups, aumento do volume de transações e melhora na disponibilidade de dados. O objetivo era garantir que operadores de nós tivessem acesso confiável às informações necessárias para validar a rede de forma eficiente.
A atualização marcou um avanço técnico importante na evolução do Ethereum. Embora não tenha trazido mudanças visíveis para o usuário final, como ocorreu na atualização Pectra, ela se concentrou em melhorias estruturais fundamentais que fortalecem a rede em três frentes principais:
Confira cada uma desses pontos com mais detalhes a seguir:
O destaque da atualização está na introdução do PeerDAS (Peer Data Availability Sampling), uma inovação que aumenta significativamente a capacidade de escalabilidade do Ethereum. Com essa mudança, os nós da rede não precisam mais baixar e armazenar todos os dados blob (um tipo de dado temporário introduzido anteriormente) o que melhora a distribuição de informações e reduz drasticamente a sobrecarga nos validadores.
Essa otimização representa um passo fundamental rumo à implementação do Danksharding, tecnologia que permitirá o processamento de volumes muito maiores de transações com custos de rede significativamente menores.
A atualização também trouxe avanços em eficiência e segurança. O pacote elevou o limite de gás por bloco, ao mesmo tempo em que introduziu um novo teto para o consumo de gás por transação.
Essa combinação permite uma execução mais fluida, melhora a largura de banda disponível e fortalece a rede contra ataques de negação de serviço (DoS), garantindo que mesmo com o aumento da atividade, o sistema permaneça estável e protegido.
A atualização também lançou as bases para uma transformação ainda mais ambiciosa: a execução paralela de transações, prevista para a próxima atualização chamada Glamsterdam. Ao tornar a composição de blocos mais previsível e ampliar a disponibilidade de dados, Fusaka prepara o terreno para que o Ethereum lide com um volume crescente de informações sem comprometer a descentralização, um dos pilares do ecossistema.
Com todas essas melhorias, Fusaka consolida o Ethereum como uma infraestrutura robusta e pronta para escalar, sustentando seu papel como a principal plataforma para aplicações descentralizadas e inovação no universo das criptomoedas.
A atualização Fusaka trouxe ganhos concretos para a experiência do usuário na rede Ethereum, mesmo sem mudanças visuais diretas. As melhorias foram resultado de um trabalho colaborativo entre desenvolvedores, pesquisadores, validadores e a comunidade global, com cada proposta submetida a múltiplas rodadas de teste e validação.
Os doze EIPs que compõem a Fusaka passaram por três etapas de teste bem-sucedidas, sendo a última na rede de testes Hoodi, no final de outubro. A ativação na mainnet foi concluída em 3 de dezembro de 2025.
Os benefícios diretos para os usuários, envolvem:
Esses avanços representam um passo importante na direção de uma rede mais escalável, eficiente e segura, consolidando o Ethereum como uma plataforma robusta para aplicações descentralizadas.
A atualização Fusaka não provocou um movimento de preço imediato e expressivo no ETH, diferentemente de outras atualizações mais visíveis ao mercado. Isso ocorreu porque Fusaka focou principalmente em melhorias estruturais de infraestrutura, escalabilidade e eficiência, aspectos que geralmente são absorvidos gradualmente pelo mercado.
Inicialmente, o preço do ETH manteve-se relativamente estável nas semanas seguintes à sua ativação. Parte disso se deve ao fato de que eventos técnicos como Fusaka, sem mudanças diretas na experiência do usuário ou benefícios financeiros imediatos, tendem a ter impacto mais fundamental e de longo prazo do que respostas instantâneas de preço.
No curto prazo, os movimentos do ETH foram mais influenciados por fatores macroeconômicos e pelo fluxo geral de capital no mercado cripto (como liquidez global, sentimento de risco e dados econômicos), do que pela atualização em si. Investidores geralmente precificam atualizações de infraestrutura ao longo de semanas ou meses, conforme:
Portanto, o impacto da Fusaka no preço do ETH tende a ser cumulativo e de médio a longo prazo. Os benefícios em eficiência, escalabilidade e capacidade de dados provavelmente serão refletidos no preço à medida que essas melhorias forem efetivamente utilizadas pelo ecossistema.
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