9 tipos de criptomoedas: como funcionam, vantagens e diferenças

Quais são os tipos de criptomoedas disponíveis para você investir? Conheça 9 ativos e veja as diferenças e detalhes sobre cada um deles.

Denio Grossi
Última atualização:
20/2/2026
Criptomoedas
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Criado em 2008, o Bitcoin abriu as portas para que mais tipos de criptomoedas e um número cada vez maior de ativos digitais fossem desenvolvidos, promovendo uma verdadeira transformação na economia digital.

Hoje em dia, com o avanço da tecnologia Blockchain, surgiram novas categorias de criptomoedas que servem aos mais diversos propósitos e possuem diferentes aplicações. Para se ter uma ideia, segundo o CoinMarketCap, hoje existem mais de 20 mil criptoativos em circulação no mercado.

Consequentemente, as possibilidades de uso das soluções trazidas pelas criptomoedas no dia a dia também aumentaram, assim como as alternativas de investimento.

Se você está buscando novas opções de renda passiva com criptomoedas quer diversificar seu portfólio ou deseja entender mais a fundo o universo cripto antes de comprar criptomoedas, continue a leitura porque hoje vamos apresentar 9 tipos de criptomoedas que você precisa conhecer.

Confira o que vamos falar hoje:

  • O que é uma criptomoeda?
  • Quais tipos de criptomoedas existem?;
  • Qual a diferença entre criptomoeda e token?;
  • Quais são as principais criptomoedas do mercado?;
  • 9 criptomoedas para conhecer agora mesmo.

O que é uma criptomoeda?

Uma criptomoeda é um tipo de dinheiro digital (ou ativo digital) que usa criptografia para garantir segurança e funciona, na maioria dos casos, em uma rede descentralizada chamada blockchain. Em vez de depender de um banco ou governo para registrar transações, a própria rede valida e registra tudo em um “livro-caixa” público e difícil de alterar.

Na prática, criptomoedas servem para diferentes finalidades, como:

  • Transferir valor entre pessoas, sem intermediários;
  • Pagar taxas e usar serviços dentro de uma blockchain (o “combustível” da rede);
  • Guardar valor (em alguns casos);
  • Acessar aplicações como DeFi, games, NFTs e outros serviços Web3.

Vale lembrar que nem toda cripto é igual: algumas são feitas para ser “moeda” (como as nativas de certas redes), outras são stablecoins (pareadas ao dólar), e outras são tokens de utilidade ou governança dentro de projetos.

Quais tipos de criptomoedas existem?

As criptomoedas não são todas iguais. No mercado cripto, “token” pode significar desde uma moeda usada para pagar taxas de rede até um ativo criado para dar acesso a serviços, votar em decisões de um protocolo ou manter valor estável como o dólar.

Por isso, entender os principais tipos de criptomoedas ajuda a identificar para que cada cripto serve, quais riscos fazem mais sentido em cada caso e como avaliar melhor antes de comprar, vender ou transferir para uma carteira.

Moedas nativas de blockchain

São os ativos principais de uma rede e funcionam como o “combustível” da blockchain. Em geral, servem para pagar taxas de transação, remunerar validadores/mineradores e manter a segurança do sistema. Normalmente são as criptos mais diretamente ligadas ao crescimento do uso da rede, já que mais atividade costuma significar mais demanda pelo token para taxas e incentivos.

Stablecoins

As stablecoins são criadas para manter o valor pareado a um ativo estável, normalmente o dólar. Por isso, são muito usadas como “porto seguro” em momentos de volatilidade, para guardar capital temporariamente, facilitar entradas e saídas do mercado e fazer transferências com mais agilidade. 

Apesar de estáveis no preço, ainda exigem atenção a riscos como confiança no emissor, liquidez e segurança de custódia.

Tokens de utilidade

Os tokens de utilidade  dão acesso a funcionalidades e serviços dentro de um ecossistema. Eles podem servir para pagar taxas de um aplicativo, desbloquear recursos, obter descontos, participar de programas e acessar produtos dentro de plataformas. 

O valor desses tokens costuma depender da demanda real pelo serviço, do crescimento de usuários e do quanto o token é necessário para a economia daquele projeto.

Tokens de governança

São tokens que permitem participar das decisões de um protocolo ou projeto, como votar em propostas, alterar parâmetros, direcionar verbas de tesouraria e definir rumos do desenvolvimento. 

Em muitos casos, quanto maior a adoção do protocolo, mais relevante se torna a governança. Ainda assim, o peso do voto e o nível de descentralização variam bastante, então vale observar como as regras são definidas e quem realmente influencia as decisões.

Tokens de DeFi

São criptos ligadas a protocolos de finanças descentralizadas (DeFi), usados em atividades como empréstimos, pools de liquidez, staking e estratégias de rendimento. Podem representar participação em taxas do protocolo, incentivos de liquidez ou funções específicas dentro do sistema. 

Como DeFi envolve smart contracts, esses tokens normalmente carregam riscos adicionais, como falhas de contrato, mudanças de parâmetros e períodos de alta volatilidade em momentos de estresse do mercado.

Tokens de jogos e metaverso

Os game tokens são ativos usados em economias de games e mundos virtuais, geralmente ligados a recompensas, moedas internas, itens, upgrades e participação em experiências digitais. O desempenho desse tipo de token costuma depender muito do engajamento do jogo, retenção de usuários e utilidade real dentro do ecossistema. Por isso, eles podem ser bastante voláteis, principalmente quando o projeto perde tração ou quando a narrativa do mercado muda.

NFTs e ativos digitais colecionáveis

NFTs são tokens únicos, criados para representar propriedade e autenticidade de itens digitais, como artes, colecionáveis, ingressos, itens de jogos e outros ativos. Eles diferem de tokens comuns porque não são “intercambiáveis” como moedas. 

O valor de um NFT geralmente é determinado por raridade, demanda, utilidade e força da comunidade, o que pode gerar grande variação de preços e liquidez mais limitada em comparação com criptomoedas tradicionais.

Tokens de infraestrutura e interoperabilidade

São projetos focados em “peças” essenciais do ecossistema cripto, como oráculos (dados externos), pontes entre redes, soluções de escalabilidade e ferramentas que conectam blockchains diferentes. Em geral, esses tokens ganham relevância conforme mais aplicações dependem da infraestrutura para funcionar. Como estão no “meio do caminho” de muitos sistemas, também exigem atenção extra a segurança, já que falhas em infraestrutura podem afetar vários protocolos ao mesmo tempo.

Qual a diferença entre criptomoeda e token?

Após falarmos tanto nesses conceitos, você deve estar se perguntando qual a diferença entre token e criptomoeda. Os dois termos são comumente usados como sinônimos, mas tecnicamente falando, token e criptomoeda são coisas diferentes.

As criptomoedas são moedas digitais criadas para funcionar como meio de pagamento e reserva de valor, que possuem uma Blockchain própria.

Já um um token é a representação digital de algum bem ou serviço que possui valor de mercado, podendo ser criado a partir da Blockchain de uma criptomoeda já existente. Existem vários tipos de tokens e eles podem representar diferentes coisas, como um objeto, um direito, um imóvel ou até mesmo uma obra de arte.

Quais são as principais criptomoedas do mercado?

O Bitcoin (BTC) é amplamente reconhecido como a criptomoeda mais relevante do mercado e, em muitos períodos, lidera em valor e liquidez. A Ethereum (ETH) costuma aparecer logo em seguida, por ser a principal plataforma de contratos inteligentes e aplicações descentralizadas.

Como o mercado cripto é cíclico e volátil, os preços variam bastante ao longo do tempo, com fases de alta e de correção. Por isso, em vez de fixar valores e datas, faz mais sentido acompanhar a cotação atual e observar como o ativo se comporta em diferentes ciclos.

Além de BTC e ETH, existe um grupo de projetos que frequentemente aparece entre as maiores criptomoedas por capitalização de mercado. Segue abaixo as 10 maiores criptos conforme a sua capitalização:

  1. Bitcoin (BTC): US$1,3 bilhão;
  2. Ethereum (ETH): US$238  bilhões;
  3. Tether (USDT): US$183,6 bilhões;
  4. Ripple (XRP): US$87,3 bilhões;
  5. BNB (BNB): US$85,4 bilhões;
  6. USD Coin (USDC): US$74,3 bilhões;
  7. Solana (SOL): US$48,3 bilhões;
  8. Tron (TRX): US$27 bilhões;
  9. Dogecoin (DOGE): US$17,1 bilhões;
  10. Bitcoin Cash (BCH): US$11,2 bilhões.

Fonte: Dados do CoinMarketCap em janeiro de 2026

9 tipos de criptomoedas para conhecer agora mesmo

Agora que você já conhece os principais tipos de criptomoedas, reunimos alguns exemplos que representam diferentes categorias de ativos digitais. Assim, você terá uma visão mais clara das diversas aplicações do mercado cripto.

Vale a pena conhecer os principais projetos em diferentes categorias de criptomoedas:

1. Bitcoin (BTC)

O Bitcoin é a maior criptomoeda do mercado, criada para permitir que pessoas em qualquer lugar do mundo façam transações rápidas e seguras com mais liberdade e privacidade. Seu criador permanece anônimo, conhecido apenas pelo pseudônimo de Satoshi Nakamoto. 

Por ser uma moeda 100% digital, o Bitcoin não tem um Banco Central e suas transações são verificadas por meio de uma rede mundial de computadores, mantida pelos próprios usuários. Por isso, dizemos que o Bitcoin é descentralizado.

Graças à tecnologia Blockchain, ao seu sistema com criptografia de ponta e a um código complexo e único, o Bitcoin consegue manter seu funcionamento digital sem ser interrompido ou alterado, e por isso é tão seguro.

2. Ethereum (ETH)

A segunda maior criptomoeda do mercado é o Ether (ETH), a moeda da rede Ethereum.

A Ethereum é uma Blockchain descentralizada para a criação e execução de contratos inteligentes. Esses contratos são códigos de computador que permitem criar diferentes tokens e aplicativos descentralizados.

Na Ethereum, qualquer pessoa pode fazer transações com moedas digitais, criar e interagir com esses aplicativos, chamados DApps. A rede impulsionou a expansão das Finanças Descentralizadas e abriga a maior parte das criptomoedas DeFi, como são conhecidas as moedas digitais desse setor.

3. Tether (USDT)

O Tether é um tipo de criptomoeda conhecido como stablecoin. Stablecoins são criptomoedas lastreadas em algum outro ativo, como moedas fiduciárias ou metais preciosos.

No caso do Tether, para cada 1 USDT criado, a empresa gestora da stablecoin precisa ter US$1 em suas reservas bancárias, garantindo que existem os recursos necessários para os investidores da moeda.

Além disso, diferentemente das criptomoedas como BTC e ETH, o preço do USDT deve ser sempre igual ou o mais próximo de 1 dólar norte-americano.

O Tether é a principal stablecoin do mercado, muito usada para tornar mais simples a compra do dólar por investidores do varejo e para facilitar transações entre grandes empresas.

4. Binance Coin (BNB)

A BNB é a criptomoeda nativa da Blockchain chamada Binance Smart Chain (BSC). Tanto a criptomoeda quanto sua rede foram desenvolvidas e são mantidas pela exchange estrangeira Binance.

Assim como a Ethereum, a BSC está focada em oferecer uma infraestrutura para contratos inteligentes e DApps.

Seu desenvolvimento relativamente mais centralizado permitiu que a BSC crescesse rapidamente, trazendo maior escalabilidade para sua Blockchain. Segundo o projeto, o modelo “semi-descentralizado” é justamente o que permite que a BSC ofereça taxas de transação mais baixas enquanto mantém sua segurança.

5. Ripple (XRP)

A Ripple é uma plataforma que oferece infraestrutura para pagamentos rápidos, seguros e de baixo custo entre pessoas e instituições financeiras. XRP é o nome do token nativo da XRP Ledger, como é conhecida a plataforma.

O XRP foi criado para fornecer liquidez para bancos e agentes financeiros, funcionando como uma rede global de liquidação adotada por centenas de empresas.

6. Cardano (ADA)

A Blockchain da Cardano é mais uma plataforma para criar contratos inteligentes e DApps. Seu objetivo é o de integrar serviços financeiros descentralizados e facilitar transações com criptomoedas entre pessoas e empresas. Seu token ADA funciona como um combustível para a rede.

A Cardano se destaca por seu desenvolvimento pautado em pesquisas científicas e forte tecnologia. Por implementar novas funcionalidades às Blockchains públicas e de código aberto, a Cardano é por vezes chamada de “terceira geração de criptomoedas”.

7. Solana (SOL)

Solana é uma Blockchain descentralizada, desenvolvida para oferecer maior escalabilidade e facilitar a criação de DApps.

Assim como ocorre na rede Ethereum e nas demais Blockchains que comentamos aqui, os DApps são construídos na Solana por meio dos contratos inteligentes.

Mas o diferencial da Solana é seu foco na alta performance: a rede é capaz de alcançar alta velocidade de transação a um baixo custo, o que a torna mais escalável e de melhor usabilidade para usuários e desenvolvedores do que as redes Blockchains mais antigas.

8. Polygon (MATIC)

A Polygon é uma solução de segunda camada construída na rede Ethereum. Isso significa que a Polygon possui sua própria Blockchain separada da Blockchain principal da Ethereum, mas ainda está vinculada a ela.

Esse modelo foi criado para oferecer uma estrutura que permite construir aplicativos e conectar redes compatíveis com a Ethereum, proporcionando conexão e comunicação entre elas.

Dessa forma, a Polygon é um projeto que contribui para a escalabilidade de aplicativos construídos na Ethereum, um dos problemas de usabilidade enfrentados pela rede, que por vezes sofre com o congestionamento por abrigar tantos DApps.

Já a POL é a moeda que serve como base para as transações dentro da Polygon.

9. Tron (TRX)

A TRON possibilita o desenvolvimento de projetos como jogos, universos virtuais, aplicativos e protocolos utilizando tecnologia Blockchain, com o propósito de contribuir para a descentralização da internet, com base nos princípios da Web 3.0.

A plataforma é bastante voltada para produtores de conteúdo, que são recompensados por sua atividade diretamente com os tokens TRX. Dessa forma, a interferência de plataformas centralizadas como Meta e Youtube são removidas.

Essas foram algumas das principais criptomoedas do mercado que vale a pena conhecer, se seu objetivo é entender melhor o que o universo cripto pode oferecer.

Mas lembre-se que este conteúdo não se trata de uma recomendação de investimentos. Caso tenha interesse em investir nesses diferentes tipos de criptomoedas, identifique seu perfil de investidor e faça sua própria pesquisa sobre cada projeto antes de comprar uma criptomoeda.

Vale a pena comprar criptomoedas?

Criptomoedas podem valer a pena, sim, mas não são para todo mundo e exigem uma visão realista sobre risco e prazo. Para quem busca diversificação, quer exposição a novas tecnologias e consegue lidar com oscilações fortes, o mercado cripto pode oferecer oportunidades interessantes. Porém, é fundamental lembrar que a volatilidade é parte do jogo: os preços podem subir rapidamente, mas também podem cair com a mesma intensidade, e nem todo projeto consegue sobreviver a diferentes ciclos.

Por isso, a melhor forma de encarar criptomoedas é como uma parcela estratégica do portfólio, e não como “aposta” ou atalho para enriquecer. Em geral, faz mais sentido para quem tem horizonte de médio a longo prazo, estuda os ativos antes de comprar e define regras claras de entrada e saída. Além disso, o investidor precisa considerar fatores como segurança (custódia e carteira), liquidez, mudanças regulatórias e o próprio comportamento do mercado, que pode alternar períodos de euforia e de correção prolongada.

No fim, criptomoedas podem valer a pena quando você investe com gestão de risco, sem comprometer dinheiro essencial do dia a dia, e com consciência de que ganhos não são garantidos. Este conteúdo tem caráter informativo e não é recomendação de investimento; antes de investir, identifique seu perfil e faça sua própria pesquisa.

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Denio Grossi
Diretor de Growth na Coinext, especialista em tecnologia, criptomoedas, Blockchain e entusiasta do universo cripto como um todo.
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