Utility Token e Security Token: Veja o que são

Já ouviu falar de Utility e Security Token? Veja o que são e qual a finalidade desses ativos digitais. Entre e confira!

Por
Equipe Coinext
20/9/2021
Utility Token e Security Token: Veja o que são

O mercado de criptoativos é tão revolucionário que é preciso algum tempo até entender todas as possibilidades destes ativos digitais. Dentro do universo dos criptoativos, essa classe ainda se divide em muitas outras, como os NFTs, artes digitais, colecionáveis e uma importante classe, que são os tokens.

Dentro da classificação dos tokens, existem ainda subcategorias que afunilam ainda mais os conceitos.Uma dúvida comum é entender o que são utility token e security token, dois termos que são fundamentais para quem quer entender melhor os bens que está negociando.

Mas antes de falar nas diferenças entre os utility tokens e os security tokens, é preciso dar um passo para trás e entender primeiramente o que são os tais tokens de que tanto falamos no mercado dos criptoativos. Leia o artigo completo para saber mais sobre:

  • O que é token?
  • Utility Token
  • Qual a finalidade
  • Mineração
  • Valor
  • Security Token
  • Qual a finalidade
  • Mineração
  • Valor
  • Onde comprar?

O que é token?

O mercado de criptoativos ainda é muito recente e muitos termos ainda causam confusão entre as pessoas que estão entrando neste mundo agora. Um dos principais conceitos é o de token, que são essencialmente diferentes de criptomoedas.

Uma criptomoeda pode ser definida como uma moeda digital, descentralizada e cujas transações são protegidas pela criptografia, além de serem, geralmente, emitidas por um protocolo de blockchain.. O exemplo mais famoso é o próprio Bitcoin, o primeiro ativo digital descentralizado. Eles são utilizados para pagar fins de investimentos e reserva de valores,  e são usados como incentivo para manter a força computacional da rede, sendo paga para os mineradores e validadores de rede.

A palavra token possui dois conceitos principais que se diferem quanto à alguns detalhes específicos sobre a funcionalidade do token e também sobre o contexto em que se encaixam.

O token, fora do meio de investimentos, representa um sistema gerador de senhas para quando os usuários recorrem à serviços do banco digitalmente, ou e-banking. Neste sentido, o token é um código numérico instantâneo e auto deletável. Sua principal função é proteger o cliente contra fraudes e aumentar sua segurança de um modo geral. Neste caso, ele também pode ser chamado de token de direito de acesso, ou one time password (senha descartável), com a sigla de OTP.

Esse código gerado será a senha instantânea do cliente, para que ele acesse os serviços requisitados. É semelhante à tecnologia de autenticação em dois fatores, como por exemplo, no qual a tecnologia precisa confirmar que quem está ali colocando os seus dados pessoais para ter acesso à sua conta no banco e à serviços é realmente você.

No entanto, o conceito de token que vamos aprofundar hoje é relacionado ao universo dos investimentos e criptoativos, quando a palavra é usada para representar algum ativo financeiro, ou seja, um bem que possua valor de mercado, podendo ser um objeto, um contrato, uma moeda ou até mesmo uma propriedade. Praticamente quase tudo pode ser transformado em token, ganhando uma representação de seu valor digitalmente. Inclusive, esta prática tem se tornado muito comum e ganhou o nome de Tokenização de Tudo.

E também, há a possibilidade de um token funcionar como um criptoativo, quando ele é inserido em uma blockchain e adquire um funcionamento descentralizado. Dentro da blockchain os tokens funcionam como uma espécie de “contratos”, que passam a custódia de algum ativo para aquele que possui o token. Ou seja, tais tokens assumem o papel de ter um poder de propriedade sobre algo ou podem ainda representar o desbloqueio do acesso à algum benefício, produto ou serviço.

Eles são desenvolvidos sobre blockchains públicas, como a Ethereum por exemplo, a primeira rede descentralizada a permitir a implementação de smart contracts.  Estes tokensrepresentam um tipo de ativo que pode ser negociado pelo mercado cripto e que possuem alguma utilidade específica no meio em que estão inseridos (os utility tokens), ou ainda, que representam algum ativo tokenizado (os security tokens) e que normalmente utilizam um contrato inteligente auto executável. Alguns exemplos famosos de tokens da rede Ethereum são Axie Infinity (AXS), ChainLink (LINK) e Uniswap (UNI).

Ainda confuso? Calma, que como falamos anteriormente estes tokens se dividem em dois grandes grupos, os utility tokens e os security tokens (e muitas outras subclasses podem surgir à medida que novas possibilidades são exploradas dentro da blockchain). E entendendo as aplicações desses dois tipos, as coisas ficam mais claras.

Utility token

Como o próprio nome sugere, os utility tokens são ativos pensados para determinada utilidade. Estes tokens podem ser trocados por um produto, benefício ou serviço digital, permitindo a interação e utilização de aplicações descentralizadas (dApps) e acesso a serviços de finanças descentralizadas (DeFi), por exemplo.

Uma comparação comum de se fazer são os pontos em programas de milhas ou programas de fidelidade, mas suas possibilidades vão muito além. Imagine que um app de serviço de delivery crie o próprio utility token, que pode ser utilizado dentro do aplicativo para pagar taxas mais baratas, receber bonificações, recompensas e muito mais.

Muitos dos principais tokens são do tipo ERC-20, um padrão dentro da rede Ethereum que pode ser facilmente adaptável para criar um token com contratos inteligentes. Este é um futuro que se desenha aos poucos, à medida que mais e mais negócios abraçam a transparência e segurança das blockchains para entregar um serviço melhor.

Qual a finalidade

Assim como as criptomoedas, os utility tokens guardam um valor, e apesar de, muitos utility tokens serem chamados de criptomoedas, tecnicamente não podem ser considerados moedas no melhor sentido. Na verdade, os tokens utilitários têm uma aplicação muito mais diversa, permitida pelos contratos inteligentes registrados em blockchain. Eles podem ser entendidos como criptoativos digitais que podem ser trocados por serviços.

Vamos tomar como exemplo o Axie Infinity, jogo que escancarou para o mundo uma forma revolucionária de entretenimento, o play-to-earn (do inglês, jogue para ganhar), em que se cria uma economia em que o jogador ganha recompensas dentro do game que podem ser revertidos em ganhos financeiros.

Os tokens do game, AXS, são utilizados no marketplace do jogo para comprar monstrinhos, que são os personagens principais do jogo, poções, terrenos virtuais, procriação dos monstrinhos e outros itens,(que são outros tipos de tokens, os NFTs) que são utilizados para criar uma espécie de ecossistema do próprio jogo, mantendo a comunidade engaja e o jogo sendo autossustentável.Outro exemplo é o token da Filecoin (FIL), usado para pagar pelo serviço de armazenamento descentralizado, uma espécie de DropBox ou Google Cloud, que não depende de um servidor ou empresa central. Os tokens também são dados como recompensa para os mineradores, que cedem poder computacional para validar a rede e armazenar os arquivos.

Outros exemplos bem fortes no mundo cripto de tokens de utilidade são aqueles voltados, sobretudo, para a governança. Ou seja, o benefício que é concedido para os detentores destes tokens é justamente a governança, geralmente com poder de voto em importantes  decisões a respeito do projeto. A exemplo disso temos o token Chiliz (CHZ), o SUSHI, o UNI, dentre muitos outros. 

Normalmente estes tokens são criados por startups e outras empresas de tecnologia que buscam na blockchain não só uma forma de trazer tecnologia e transparência para as suas atividades, mas também como uma forma de conseguir um retorno financeiro para o seu trabalho, oferecendo as moedas em ICOs (sigla do inglês initial coin offer, ou oferta inicial de moeda) para pessoas que acreditem na viabilidade daquele negócio ou serviço para trocarem algum outro ativo pelo token emitido, ajudando a financiar o projeto e tendo em troca a possibilidade de atuar como um investidor de um token que pode valorizar e render bons lucros.

Lembre-se que, antes de investir em qualquer tipo de oferta inicial é muito importante que você estude profundamente o projeto, conheça sua equipe de desenvolvedores e conheça os riscos. Por ser um ambiente descentralizado, qualquer pessoa pode criar um token e ofertá-lo em redes como a Ethereum e Binance Smart Chain, dando abertura para vários tipos de golpes.

Mineração

Como são criados por contratos inteligentes, os utility tokens não precisam necessariamente ser minerados, bastando os desenvolvedores por trás do token definir no momento da criação do smart contract a quantidade total de tokens do contrato.

No entanto, alguns dos projetos podem criar formas análogas de extração dos tokens,que podem servir tanto como uma forma de gerar força computacional para validação da rede, como para aplicações mais intrínsecas do próprio serviço oferecido, como é o caso da Filecoin que citamos acima. Quando você se torna um minerador da rede, você estará dedicando tempo e energia através da força computacional para rodar a blockchain e armazenar os arquivos do serviço, recebendo o token FIL como uma recompensa.

O ponto principal sobre a  extração destes tokens, que pode ou não ser um processo similar à mineração, é o fato de que ela precisa ser um processo que faça sentido para aquele ecossistema. A mineração faz total sentido para o Bitcoin e outras criptos, no entanto para alguns tokens, os desenvolvedores precisam estudar maneiras de realizar essa extração e manter a comunidade e os investidores engajados no projeto. Sendo assim, existem diversas outras formas de se criarem Protocolos de Consenso, com diferentes técnicas e prioridades. 

Existem protocolos baseados na recompensa da força computacional emprestada para validar transações, outros baseados na recompensa do staking, outros baseados na construção de liquidez para o token, pelos pools de liquidação, e por aí vai.

Valor

Os tokens de utilidade não guardam um valor intrínseco em si, tendo seu preço definido pelo mercado. Isso quer dizer que o preço de cada token é quanto o mercado está disposto a pagar por ele naquele momento.

Esse preço tende a subir quando as pessoas ou instituições enxergam os fundamentos por trás do token, principalmente pela sua usabilidade. Quanto mais usuários, mais eles buscarão o token, aumentando a demanda e, consequentemente, elevando os preços. Projetos mais sólidos e bem fundamentados tendem a manter seu preço ao longo do tempo e sofrer menos volatilidade de preços.

Security token

Já os security token são ativos digitais que refletem um valor mobiliário do “mundo real”, podendo representar uma vasta gama de ativos. Eles surgiram depois do boom de ICOs de diversas empresas e startups, que começaram a chamar a atenção de órgãos reguladores, que proibiram a prática, já que estes tokens representavam valores mobiliários sendo negociados em mercados não regulamentados como as exchanges.

Assim, os security tokens foram criados para atender a todas essas legislações de órgãos como a SEC, correspondente dos Estados Unidos à nossa CVM, Comissão de Valores Mobiliários. para destravar todo esse investimento para empresas em estágio inicial, que não conseguiriam acessar essa grana através dos mercados tradicionais. Uma das restrições impostas é quanto aos mercados nos quais podem ser ofertados, o que acaba levando à necessidade de utilização de KYC (sigla em inglês para Know Your Costumer, ou conheça seu cliente em tradução livre) para identificar os compradores.

Por isso, os security tokens se tornaram uma maneira muito simples e acessível de captação de recursos. Imagine que uma startup buscando aceleração e crescimento oferte um tokens que represente ações dessa empresa, fazendo com que seus detentores lucrem com a valorização das suas cotas.

Outro tipo de security token são fundos de investimentos, dos mais variados mercados que decidem tokenizar sua oferta de valores mobiliários. Assim, uma gestora de ativos do Brasil consegue oferecer seu produto de forma global, a usuários de todo o mundo, com a facilidade e transparência da blockchain.

Foi isso que fez o banco BTG com o lançamento do ReitBZ, seu próprio security token lastreado em um fundo que investe na compra de imóveis comerciais e industriais de empresas em recuperação judicial. No próprio contrato inteligente do token, é possível criar gatilhos para o pagamento de dividendos e outras formas de renda para seus investidores, criando uma forma eficiente e segura de investimento.

O lançamento dos security tokens são chamados de STO, sigla do inglês para oferta de security token, e segue legislações pré-determinadas de acordo com o país onde a oferta é registrada, dando mais segurança para quem busca este tipo de investimento.

Qual a finalidade

Os security token são o próximo passo na integração entre mercados tradicionais e os mercados de Finanças Descentralizadas, utilizando o melhor da tecnologia blockchain como descentralização, transparência, segurança e contratos inteligentes auto executáveis para oferecer produtos financeiros ligados à economia real ou para representar a posse sobre qualquer outro bem físico.

Através dos security tokens, qualquer pessoa que atenda à legislação da oferta dos tokens pode ter acesso a produtos financeiros complexos que antes tinham oferta muito restrita. O próprio caso do ReitBZ é um bom exemplo, ofertando uma fatia de um fundo de investimento com estratégia sofisticada através de tokenização.

Outro exemplo bem palpável é o da empresa canadense de blockchain Blockstream, que criou o security token Blockstream Mining Note (BMN). Cada token representa 2.000 terahashs por segundo da produção de mineração da empresa. Os bitcoins emitidos por essa força computacional serão armazenados por três anos e o valor da liquidação após este período será dividido entre os detentores do token.

Este é um promissor caso de uso da tecnologia blockchain, já que deve servir como uma importante porta de entrada para novos investidores, desde o pequeno investidor de varejo até os institucionais, oferecendo acesso a investimentos em diversos setores da economia do futuro.

Mineração

Assim como nas ofertas iniciais dos tokens de utilidade, os security tokens são emitidos já no momento de criação do seu contrato inteligente, sendo depois ofertados através de um STO, a oferta inicial, que segue um valor já pré-determinado inicialmente.

Por seguirem um maior controle e serem lastreados por bens da economia real, os security tokens não são emitidos livremente, respeitando todos os limites estabelecidos na criação do contrato inteligente.

Valor

Como os security tokens são ativos que devem seguir regulamentações de órgãos fiscalizadores, por terem uma ligação direta a bens da economia centralizada, esse tipo de ativo é lançado a um preço pré-estabelecido.

Por serem ativos de liquidez mais baixa, não é tão simples encontrar todos os projetos nas principais exchanges centralizadas, sendo necessário recorrer a plataformas específicas para este tipo de ativo.

Onde comprar?

Por seguirem menos restrições, os utility tokens são bem mais acessíveis a qualquer pessoa. Muitos deles estão disponíveis nas principais exchanges. Aqui na Coinext você pode começar a investir em tokens como AXS, CHZ, e SUSHI a partir de R$ 25,00 com total segurança.

Outra forma, essa mais arriscada, de investir nos utility tokens é recorrer às exchanges descentralizadas para investir em ICOs e projetos de menor liquidez que ainda estão fora do radar do mercado. Ao mesmo tempo em que representam uma oportunidade de ganho exponencial, este é um investimento de alto risco pela desregulamentação do setor.

Já os security tokens são ofertados em mercados e plataformas específicas, que sejam regulamentadas em seus mercados e que façam a correta verificação de identidade dos investidores, como STO Market, Stokr e STO Global X.

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