O Bitcoin não morreu: Veja 4 motivos que provam isso

O Bitcoin não morreu. Descubra neste artigo quais são os 4 motivos que provam isso, mesmo diante de um cenário de baixa que vem se desenhando há meses.

José Artur Ribeiro
Última atualização:
1/8/2023

Em meio à queda do mercado cripto e momentos conturbados na macroeconomia, o Bitcoin perdeu quase 65% do seu valor desde o topo histórico, chegando a ser negociado na faixa dos US$17 mil em alguns momentos. Com isso, não demorou muito até começarem a surgir novas declarações de que o Bitcoin morreu.

Em novembro, a busca por “Bitcoin morto” atingiu um novo pico de pesquisas no Google, conforme dados do Google Trends.

Esse registro reflete a ansiedade dos investidores e pessimismo da mídia após um ano desafiador para o criptomoercado. Diante de tanto medo e incerteza, é importante deixar claro que existem motivos sólidos que evidenciam que o Bitcoin não morreu. Neste conteúdo, vamos apresentar os principais. Descubra quais são!

4 motivos que provam que o Bitcoin não morreu

Quem segue nossos conteúdos sabe que sempre relembramos a importância de olhar para os fundamentos do Bitcoin em momentos de queda. Isso porque as características do BTC relacionadas à escassez, descentralização e segurança permanecem firmes mesmo diante das baixas do mercado.

Desse modo, você passa a entender mais a fundo o ativo, ficando mais fácil avaliar com calma os contextos de queda e filtrar notícias sensacionalistas. Com isso, você também adquire mais confiança para aproveitar oportunidades de comprar na baixa e melhorar seu preço médio.

Tendo isso em mente, confira alguns dos fundamentos mais importantes a serem considerados nesse período de baixa do mercado, que provam que o Bitcoin não morreu:

1. Hashrate do Bitcoin e seu poder de mineração

Hashrate é a medida do poder computacional utilizado para realizar a mineração de Bitcoin, que indica a dificuldade de minerar a criptomoeda. 

Esse é um bom indicador da segurança e saúde da rede, pois quanto maior o hashrate, mais difícil é minerar a criptomoeda, o que significa que o ativo está menos sujeito a ataques.

Trata-se de uma dinâmica técnico-operacional que em si não afeta os preços de mercado, mas ela é influenciada pelos preços e ajuda a entender o sentimento da comunidade sobre o Bitcoin:

Quando os preços do Bitcoin estão mais baixos do que o padrão, a lucratividade da atividade de mineração também reduz, visto que os mineradores são pagos em BTC. Quando isso acontece, é esperado que os mineradores diminuam o consumo de energia desligando algumas máquinas, consequentemente reduzindo o hashrate do Bitcoin e a dificuldade de mineração.

Porém, mesmo com o bear market, a rede Bitcoin atingiu a máxima histórica de hashrate em novembro de 2022 e novamente em janeiro.

A taxa vem apresentando uma tendência ascendente considerada interessante por analistas, porque mostra que o ativo continua atraindo mineradores e que a rede está se tornando cada vez mais segura.

Mesmo com o recuo nos preços do Bitcoin e da receita dos mineradores desde o começo do ano, a emissão de novos bitcoins no mercado continuou o que já estava previsto para a taxa de inflação em seu código, desde 2009, seguindo um aumento linear e programado. Diferentemente das moedas estatais, isso não pode ser alterado.

2. O Bitcoin tem sido cada vez mais adotado

O Bitcoin está crescendo em adoção e podemos perceber isso através de diferentes fatores, por exemplo: o aumento dos ETFs de criptomoedas na nossa bolsa, grandes empresas têm montado reservas de Bitcoin, mais estabelecimentos passaram a aceitar Bitcoin como meio de troca e governos de países e cidades já adotaram o BTC como moeda oficial.

Agora, além de El Salvador, países do G20 já discutem a regulamentação da criptomoeda e mais governos estão suavizando sua postura sobre criptoativos em busca de preparar uma base regulatória para capitalizar a tecnologia advinda do setor cripto e das Blockchains.

Por mais que o tema sobre a regulamentação divida a comunidade cripto, o fato é que à medida que mais países moldam e concretizam ações para regular o Bitcoin e mais empresas adotam a criptomoeda, mais instituições e pessoas passam a ganhar confiança no BTC.

Além disso, vale destacar que o crescimento da adoção e da segurança da Lightining Network, a segunda camada do Bitcoin voltada para micropagamentos, também reforça a maior adesão do Bitcoin, sobretudo para pagamentos do dia a dia.

Isso favorece uma adoção em larga escala e é positivo para a demanda, o que no longo prazo pode ter um impacto positivo no preço do Bitcoin.

3. Histórico e perspectiva de valorização no longo prazo

Quando fazemos uma comparação histórica da performance do Bitcoin, podemos ver que as baixas acabam sendo ofuscadas por grandes valorizações. Mais do que isso, no longo prazo, o horizonte de ganhos se mantém.

Sobretudo de 2017 para cá, a visão dos investidores sobre o Bitcoin mudou muito. Até então, o BTC era visto como uma aposta, mais restrita aos entusiastas da comunidade cripto.

Desde então, com o aumento de informação sobre a criptomoeda e o surgimento de outros projetos sólidos no setor de criptoativos, o Bitcoin tem sido cada vez mais visto com um olhar natural e melhor aceito na sociedade. Já a partir de 2020, vimos uma entrada maior de investidores institucionais no mercado cripto, mudando por completo esse cenário.

E muito ainda há para mudar. Analistas reforçam que um dos motivos da queda do Bitcoin em 2022 é a leitura equivocada que investidores institucionais ainda fazem sobre o criptoativo, levando o mercado de cripto a ser visto como uma continuação do mercado de tecnologia americano.

Como consequência, desde 2020, o criptomercado tem apresentado uma movimentação muito similar ao mercado acionário. Com isso, vimos a postura de aperto monetário do FED afetar também o preço do Bitcoin e dos demais critptoativos.

Logo, a queda recente do Bitcoin está mais relacionada a uma interpretação equivocada do mercado tradicional. Enquanto isso, o mercado cripto e a tecnologia empregada segue sendo desenvolvida e amadurecida, e a perspectiva de adoção, crescimento e valorização desse mercado no longo prazo segue de pé.

Sabemos que é impossível dizer se novas quedas vão acontecer, porém, é possível tentar entender o cenário. Para saber mais sobre isso, assista ao vídeo abaixo:

4. Não é a primeira vez que o Bitcoin é declarado morto…

O Bitcoin já foi declarado morto mais de 460 vezes, de acordo com o obituário do 99Bitcoins, site que reúne as notícias e declarações de figuras públicas que decretam o fim do Bitcoin toda vez que o ativo enfrenta quedas. Só em 2022, foram 27 mortes declaradas.

De fato, este não é um bom momento para o mercado cripto. Mas como acabamos de ver, as principais características do Bitcoin e sua perspectiva de crescimento não sofreram uma alteração grande o suficiente para causar toda essa queda no seu preço.

Há fatores macroeconômicos que têm afetado o preço do Bitcoin, como a correlação com o mercado de ações, a postura mais agressiva do FED no aumento das taxas de juros, a quebra de importantes projetos do mercado cripto, sem contar uma guerra em andamento e o risco de uma recessão mundial.

Todos esses são fatores mais prováveis para explicar a queda de preço atual. Já os fundamentos relacionados à rede do Bitcoin estão se tornando melhores ao longo do tempo, enquanto a adoção da criptomoeda só cresce.

Sendo assim, os aspectos discutidos aqui indicam que, na verdade, o Bitcoin não está morto. Pelo contrário, mesmo em outros momentos em que foi decretado não haver mais chances para o Bitcoin, o ativo se recuperou.

Afinal, vale a pena comprar Bitcoin hoje?

Olhando para os altos preços do Bitcoin em 2021 e para a perspectiva promissora a longo prazo, em um cenário em que o BTC se mantém na faixa dos US$20 mil, como nas últimas semanas, podemos dizer que na verdade o criptoativo está barato demais.

Para quem investe em Bitcoin, essa pode ser vista como uma oportunidade de aproveitar os preços mais baixos para fazer mais aportes parciais do ativo, melhorar seu preço médio e ampliar a carteira. Esses são fatores que levam analistas a entender que vale a pena comprar Bitcoin hoje.

Mas, claro, isso tudo deve ser analisado em conjunto com seu perfil de investimento e com sua própria estratégia. Abra sua conta Coinext e invista com segurança em Bitcoin e nas principais criptomoedas do mercado!

Com esses 4 motivos, fica mais fácil entender que o Bitcoin não morreu. O ativo continua sendo um dos mais promissores do mercado financeiro e importante para quem deseja buscar alternativas de investimentos. Então, comece agora mesmo a investir nessa cripto.

Sobre o autor
José Artur Ribeiro
Um dos fundadores e CEO da Coinext. Economista formado pela Università di Roma (Itália) e investidor em criptomoedas desde 2014. Possui mais de 15 anos de experiência em cargos de liderança. Foi CFO da Hexagon Mining e CFO da Vodafone Brasil. Trabalhou também em multinacionais como Airbus Industries (França) e PricewaterhouseCoopers (Itália e Brasil).
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