Minerar Ethereum: Veja como fazer e se vale a pena

Você sabia que é possível minerar Ethereum? Confira como funciona para minerar a segunda maior criptomoeda do mercado e se vale a pena em 2021.

Por
Equipe Coinext
25/1/2021
Minerar Ethereum: Veja como fazer e se vale a pena

A mineração de criptomoedas é algo que tem chamado a atenção das pessoas ao redor do mundo, sendo programador ou não. Com a dificuldade da mineração do Bitcoin só aumentando o Ethereum vem se destacando cada vez mais nesse cenário. Veja como funciona o processo, quais são as vantagens, as dificuldades e como fazer!

Neste artigo você também vai entender:

  • Como minerar Ethereum?
  • O que são pools de mineração?
  • Qual equipamento usa para minerar Ethereum?
  • Quais são os softwares de mineração de Ethereum?
  • Geth
  • Minergate
  • Ethermine
  • Minerar Ethereum vale a pena?

Tudo pronto?

Como minerar Ethereum?

A mineração da Ethereum se posiciona como uma possibilidade mais acessível, em relação à mineração do Bitcoin, já que computadores normais não estavam conseguindo mais minerar o bitcoin tanto quanto uma máquina da ASIC (um computador mais potente para isso), por exemplo. E isso acaba gerando um problema de centralização do mercado de mineração apenas nas mãos de grandes empresas, com forte poder computacional.

Na Ethereum, apesar de você ter que utilizar um hardware e um software específicos, é possível realizar a atividade com um computador relativamente potente.  O processo ocorre de forma mais descentralizada, impedindo que redes ASIC sejam utilizadas, dando a oportunidade a mineradores com menor poder computacional.

A base do algoritmo da mineração da Ethereum é chamado de Ethash, também chamado de algoritmo de “prova de trabalho”. É ele quem processa os blocos de dados que vão para o blockchain. Quanto maior o hash, maior a capacidade de mineração do computador.

A recompensa para os mineradores vem em Ether, moeda do Ethereum, por terem cedido seus hardwares, tempo e força computacional para realizar o trabalho de validação de transações na rede.

O valor final do lucro que vem da mineração Ethereum varia de acordo com alguns fatores, como a dificuldade da mineração e é claro, o valor atual da moeda.

Podemos dizer, de forma simplificada, que minerar uma criptomoeda nada mais é do que a resolução de problemas matemáticos complexos. É a resolução destes problemas matemáticos que verifica as transações da moeda Ether.

Ou seja, os mineradores são peças-chave para a existência e manutenção das criptomoedas, já que fornecem seu tempo e capacidade computacional para solucionar estes problemas matemáticos, que é a “prova de trabalho”. Os mineradores também são responsáveis por criar novos tokens de Ether, já que recebem as suas recompensas em Ether, pelo sucesso na prova de trabalho.

A dificuldade da mineração tende a aumentar à medida que mais mineradores vão entrando no processo. Automaticamente os problemas matemáticos vão se tornando mais difíceis de se resolver, acarretando em mais tempo de trabalho, necessidade de computadores mais potentes e recompensas menores.

Mas, nem tudo está perdido, pois a Ethereum é uma das altcoins com melhor desempenho e seu valor continua subindo, fazendo com que as recompensas dos mineradores continuem valendo a pena.

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A mineração da Ethereum tem um ponto interessante em relação ao Bitcoin pois a moeda se propõe a resolver um dos problemas da tecnologia do Bitcoin: a demora no processamento entre os blocos de transação.

O Bitcoin precisa de aproximadamente 10 minutos ou mais para verificar e extrair um bloco de transações, enquanto o Ethereum precisa de apenas 12 segundos. Potencialmente, pela perspectiva dos mineradores, é mais vantajoso minerar vários blocos de Ethereum nos mesmos 10 minutos que você levaria para minerar apenas um bloco de Bitcoin.

Além disso, a recompensa paga aos mineradores de Bitcoin cai pela metade, a cada quatro anos aproximadamente, processo conhecido como halving. Isso acontece para não inflacionar a moeda e diminuir a quantidade de bitcoins em circulação. Atualmente existem quase 17 milhões de bitcoins circulando, sendo que o número máximo é de 21 milhões. Enquanto na Ethereum, apenas em seu quinto ano de existência a rede terá metade de sua capacidade total de moedas circulando, sendo que são 92 milhões de moedas no total.

Agora você deve estar se perguntando quanto essa brincadeira pode gerar de lucro, certo?

Bom, com base no algoritmo da rede, o Ethash, a recompensa por cada bloco minerado corretamente hoje é de 3 ETH, e os mineradores também recebem recompensas pelas taxas das transações. A transferência é enviada praticamente instantaneamente.

Se você quer saber a renda exata que se pode ter com a mineração de Ethereum, você pode calculá-la com base na taxa de hash do seu hardware subtraindo os custos gastos com energia elétrica e demais possíveis gastos como manutenção e atualização dos softwares e da sua banda larga. Existem calculadoras online de rentabilidade que fazem o cálculo com base em dados específicos da mineração de Ethereum, como CryptoCompare, CoinWarz, WhatToMine e MyCryptoBuddy.

O que são pools de mineração?

Os pools de mineração são uma opção para quem pensa em começar a minerar mas não tem muita experiência ainda, ou não dispõe de muito recurso financeiro para investir na mineração. Quem deseja minerar Ethereum precisa de um poder computacional relativamente alto, para conseguir desenvolver as soluções dos problemas matemáticos com eficácia e rapidez.

Os pools funcionam como uma saída para reduzir estes custos com a mineração, pois funcionam como um grupo de mineradores que se unem, unindo também suas forças computacionais e de trabalho, formando os pools. Ao final, os lucros são divididos proporcionalmente ao poder computacional que cada um contribuiu. É uma opção para aumentar suas chances de mineração, reduzir custos e facilitar todo o processo.

Os pools de mineração podem ser uma boa opção para quem está começando a minerar Ethereum, pois significa que você irá aumentar o seu poder de mineração sem necessariamente investir muito dinheiro no poder computacional. Ou seja, entrar em um pool de mineração pode acabar sendo mais lucrativo do que investir em tudo por conta própria.

Porém, antes de decidir entrar em um pool é preciso pensar em alguns pontos, como o poder computacional conjunto que o pool terá, quais são as formas de pagamento, se há taxas ou não, por quanto tempo o pool se manterá ativo, dentre outros detalhes. Sobre as taxas, elas podem variar de zero a dois por centro, e o pagamento pode acontecer diariamente, ou ainda espalhados pelo dia, há pools que realizam pagamento de quatro até seis vezes por dia. Geralmente, os pools que realizam estes pagamentos frequentes exigem saldo superior ao valor do ETHER, que atualmente gira em torno de R$ 7.885,00.

Entrar em um pool é relativamente fácil. Você só precisa se inscrever em algum site específico. Hoje em dia, o maior pool de mineração da Ethereum são o Ethpool e o Ethermine, com 25%do poder de hashing da rede. Apesar dos sites serem separados, os dois constituem juntos um grande pool de mineração.

Existem outras opções também, como o DwarPoool, que é atualmente o terceiro maior pool de Ethereum com aproximadamente 13% da taxa de hash da rede. E também o Ethfans e f2pool que são o segundo e o quarto maiores pools da rede, respectivamente, porém ambos só estão disponíveis em chinês.

Qual equipamento usar para minerar Ethereum?

 Para minerar Ethereum é necessário escolher e instalar um hardware para configurar o computador de modo que a mineração ocorra em tempo integral.

 Existem 2  opções: através de CPUs ou de GPUs.

As CPUs, Unidade Central de Processamento, nada mais são do que o processador comum de seu computador. O poder computacional de um CPU é significativamente menor que um GPU, tornando a mineração por estes dispositivos pouco rentável, e não valendo a pena.

Já o GPU, Unidade de Processamento Gráfico, demanda a compra de uma placa de vídeo com um preço mais elevado. Este é um hardware de mineração que, mesmo o modelo mais simples, é bem mais potente que um CPU.

Antes de investir na placa de vídeo é importante considerar alguns fatores como a taxa de hash, que é a velocidade que o problema matemático será resolvido, e os custos envolvidos na compra, além dos custos com energia elétrica.

Segue abaixo uma tabela comparativa com alguns dos melhores GPUs do mercado:

tabela-comparativa-GPU
Tabela compartiva de GPUs por potência e preço em dólares. (Imagem: Criptofácil)

 

Quais são os softwares de mineração de Ethereum?

Depois de comprar o seu hardware é necessário instalar também um software para operar a mineração. Também pode ser necessário a instalação de drivers para a placa de vídeo, quando já não vem instalado na própria placa.

Feito isso você precisa configurar seu node (nó), baixar toda a blockchain da Ethereum, que atualmente gira em torno de 20 GB, e então conectá-lo à rede.

Depois de configurado, o seu nó será conectado a todos os outros nós e será oficialmente parte da rede, permitindo iniciar a mineração e personalizá-la. Você pode implementar contratos inteligentes, envio de transações, opções para criar aplicativos descentralizados, e etc.

Os principais softwares que você pode usar para fazer isso são são: Geth, MinerGate e Ethermine. Abaixo vamos discutir um pouco sobre cada um deles.

Geth

Geth é o software original que foi desenvolvido pela própria equipe da Ethereum. É uma das melhores opções para quem quer minerar por conta própria, além de ser simples e fácil de usar. Sendo parte da blockchain da Ethereum você vai conseguir criar soluções distribuidas e descentralizadas.

É possível criar uma carteira a partir dele, mas para aqueles que preferem uma opção com interface gráfica de usuário há a carteira Mist Ethereum Wallet.

Depois de instalado, você pode testar o comando geth help para visualizar todos os comandos. Se você digitar geth, ele vai se conectar à rede principal e disponibilizar os blocos para download na sua máquina.

MinerGate

O Miner Gate é uma opção mais recomendada a quem pensa na mineração como um passatempo ou um hobbie e pretende fazê-la de seu próprio CPU. Portanto, especialistas não recomendam o MinerGate se você for fazer a mineração de maneira mais profissional, utilizando um equipamento específico, como um GPU.  

 Existem 2 formas de utilizar o MinerGate, fazendo o download ou fazendo a mineração na nuvem.

O download do software é de graça e a interface gráfica de usuário também é simples e fácil de usar. Depois de instalado você pode começar a minerar imediatamente.

Recentemente o software passou por uma atualização que permite pagar ou comprar energia para minerar na nuvem, que pode valer a pena já que não precisaria ter um dispositivo ligado 24 horas para minerar as moedas. Infelizmente, por enquanto essa modalidade só esta disponível para Bitcoin e Monero, mas futuramente a tendência é de se extender para as demais moedas.

Outra vantagem é que o MinerGate identifica automaticamente qual a melhor versão do programa de acordo com a capacidade do computador

Ethermine

O Ethermine é um software igualmente interessante pela sua capacidade de adicionar 66 blocos por hora, e por você poder escolher qual dos quatro servidores você quer operar: asiático, europeu, norte-americano e sul-americano. Ele suporta placas de vídeos de dois fabricantes, Nvidia e AMD, e dois sistemas operacionais o Windows e o Linux.

No ethermine você também consegue definir um limite mínimo para sacar moedas você mesmo. Por exemplo, se você decidir que quer receber pagamentos com menos frequência, pode definir um limite de 10 ETH. Se você decidir que é melhor receber com mais frequência, pode definir o limite para o valor mais baixo possível, como 0,05 ETH, por exemplo.

Outras vantagens do ethermine são sua mineração anônima, o fato de que você não precisa se registrar no pool, relatórios precisos de hash, transferência instantânea de ativos ganhos e bom suporte profissional.

Minerar Ethereum vale apena?

A mineração da Ethereum pode ser uma atividade bem chamativa, uma vez que a moeda tem tido um ótimo desempenho e valorização com o tempo, e é a segunda maior em termos de capitalização de mercado. Portanto, a mineração dessa moeda oferece uma proposta chamativa.

É certo que, se compararmos a rentabilidade da Ethereum de agora com alguns anos atrás, veremos que antes era muito mais vantajoso tal atividade, uma vez que tinham muito menos mineradores interessados e os problemas matemáticos também eram menos complexos.

Ainda vemos um aumento considerável do número de mineradores ativos na rede da Ethereum, fazendo com que o processo se torne mais difícil e mais caro. Porém, o ether continua a seguir tendências de alta constituindo um cenário promissor, especialmente para quem pensa em minerar a longo prazo.

Também temos que considerar um fato muito importante: o hard fork que o Ethereum sofreu e está em processo de lançamento da nova versão da moeda o Ethereum 2.0. Esta nova versão não mais utilizará o algoritmo “prova de trabalho”, mas vão adotar uma estrutura de “prova de participação”. Ou seja, a rede não precisará mais de mineradores para realizarem o trabalho de solucionar os problemas matemáticos e confirmarem a transação, isso será feito pelos proprietários dos tokens. Estes novos mineradores são escolhidos de forma determinística, ou seja, por sua riqueza. E não receberão mais recompensas por bloco, mas sim pelas taxas de transação.

As pessoas que desejarem, ainda vão poder continuar minerando a versão antiga, pois as duas versões co-existirão. Não se sabe exatamente qual será a data em que o Ethereum 2.0 estará funcionando plenamente, mas a atualização está prevista para ser concluída até o final de 2022.

Existe ainda uma opção bem mais segura e acessível para investir no Ethereum: na Coinext, claro!

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