Como minerar Ethereum? Entenda o que mudou

Quer saber como minerar Ethereum? Confira como funciona a recompensa por validação da segunda maior criptomoeda do mercado e se ainda vale a pena em 2023.

Redação Coinext
Última atualização:
14/5/2026
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O Ethereum encerrou definitivamente sua era de mineração em setembro de 2022, com a atualização The Merge, uma das maiores transformações da história das criptomoedas. A rede deixou o modelo Proof of Work, que dependia de poder computacional, e adotou o Proof of Stake, onde quem valida as transações são os próprios detentores de ETH que colocam suas moedas como garantia.

Desde então, o Ethereum continprouou evoluindo. Em maio de 2025, o upgrade Pectra — o maior da rede desde o Merge — trouxe mudanças significativas para o staking: o limite máximo por validador subiu de 32 para 2.048 ETH, as recompensas passaram a ser compostas automaticamente e o tempo de ativação de novos validadores caiu de horas para minutos.

Neste guia, você vai entender por que não é mais possível minerar Ethereum, como funciona o staking hoje e quais são as alternativas para quem quer se expor ao ETH em 2026.

O que é mineração de criptomoedas?

A mineração de criptomoedas é o processo responsável por validar e registrar as transações realizadas entre carteiras digitais dentro do sistema Blockchain. Cada vez que uma transação é feita, ela precisa ser verificada e adicionada a um novo bloco, e é justamente esse trabalho de validação que os mineradores executam, garantindo a segurança, transparência e integridade da rede de uma criptomoeda.

Com o passar do tempo, a mineração se popularizou no mundo todo, principalmente por se mostrar um processo potencialmente lucrativo. Isso acontece porque os usuários que dedicam seu poder computacional para validar blocos são recompensados com criptomoedas da própria rede que estão ajudando a manter, como acontecia com o Ethereum antes da atualização The Merge.

Hoje, entender como funciona a mineração é essencial para compreender as bases da criptoeconomia e as mudanças que vêm ocorrendo com o avanço das tecnologias de consenso Blockchain. Existem dois principais mecanismos de consenso utilizados para validar transações e manter a rede segura:

Proof of Work vs. Proof of Stake na Ethereum

Antes da atualização The Merge, o Ethereum utilizava o mecanismo de consenso Proof of Work (PoW), o mesmo modelo adotado pelo Bitcoin. Nesse sistema, a mineração de criptomoedas exigia equipamentos potentes, alto consumo de energia e muito tempo de processamento, mas recompensava os usuários (os mineradores) com Ether (ETH) por contribuírem com poder computacional para validar e registrar transações na Blockchain.

O Proof of Work, ou Prova de Trabalho, baseava-se no uso de computadores especializados e softwares de mineração que resolviam cálculos complexos para confirmar blocos de transações. No caso do Ethereum, o algoritmo responsável por esse processo era o Ethash, que definia a capacidade de mineração de cada máquina: quanto maior o poder de hash, maior o potencial de ganho. Em troca desse trabalho de validação, os mineradores recebiam recompensas em Ether, a criptomoeda nativa da rede.

Com a atualização The Merge, concluída em setembro de 2022, o Ethereum passou por uma mudança estrutural histórica, migrando oficialmente do modelo Proof of Work (PoW) para o Proof of Stake (PoS), também conhecido como Prova de Participação. Esse novo sistema eliminou a necessidade de mineração tradicional e substituiu os mineradores por validadores, usuários que ajudam a proteger a rede bloqueando ETH em contratos inteligentes.

No Proof of Stake, qualquer usuário pode participar do processo de validação desde que mantenha uma quantia mínima de ETH travada, atualmente 32 ETH, em um contrato inteligente. O protocolo seleciona validadores aleatoriamente para confirmar blocos, recompensando-os com renda passiva em Ether. Esses ETH bloqueados também servem como garantia de bom comportamento: se o validador agir de forma desonesta ou negligente, parte dos fundos pode ser reduzida ou destruída como forma de penalidade.

Essa transição trouxe ganhos significativos para a rede Ethereum, incluindo uma redução de mais de 99% no consumo de energia, maior segurança e melhor escalabilidade, consolidando o projeto idealizado por Vitalik Buterin como uma das plataformas mais sustentáveis e avançadas do ecossistema cripto.

Como funciona o Ethereum depois da atualização The Merge?

Com a implementação da atualização The Merge, o Ethereum passou por uma das transformações mais importantes do mercado cripto. A rede deixou de utilizar o mecanismo de consenso Proof of Work (PoW), que dependia de mineração baseada em poder computacional, e adotou o modelo Proof of Stake (PoS), no qual as transações são validadas pelos próprios detentores de Ether (ETH).

Em outras palavras, não há mais mineração de criptomoedas na rede Ethereum como acontecia antes. Agora, as validações são realizadas pelos chamados stakers, usuários que bloqueiam uma quantidade de ETH para ajudar a manter a segurança e o funcionamento da blockchain. Em troca, esses participantes recebem recompensas em Ether, desempenhando o papel que antes era dos mineradores.

Na prática, para se tornar um validador da rede Ethereum, o usuário precisa enviar 32 ETH para um contrato inteligente oficial. Esse valor fica travado por um período determinado, e o sistema seleciona os validadores de forma aleatória para confirmar blocos de transações. Cada vez que o validador é escolhido e executa corretamente sua função, ele recebe uma recompensa em ETH.

Segundo estimativas da comunidade, os rendimentos anuais do staking de Ethereum variam entre 3% e 4% ao ano — uma redução em relação aos anos anteriores, reflexo da entrada massiva de novos validadores após o upgrade Shapella (abril de 2023), que liberou os saques de ETH em staking pela primeira vez. Esse rendimento depende do volume total de ETH em staking e da performance da rede, e pode variar ao longo do tempo.

Para participar do staking com segurança, é essencial entender o funcionamento da blockchain, as regras de validação e as condições de bloqueio dos fundos. Ler a documentação oficial e utilizar plataformas seguras para o envio de ETH ao contrato inteligente são passos fundamentais para participar com segurança e evitar perdas financeiras.

Como funciona o staking de Ethereum?

O staking é a forma de participar ativamente da rede Ethereum após o The Merge. Em vez de minerar, o usuário bloqueia ETH como garantia e passa a ajudar a validar transações — recebendo recompensas em ETH em troca. É uma forma de renda passiva dentro do próprio ecossistema, sem depender de hardware especializado.

Validação direta

Exige no mínimo 32 ETH depositados em um contrato inteligente oficial da rede. O sistema seleciona seu validador aleatoriamente para confirmar blocos, e a cada confirmação correta você recebe ETH. Exige infraestrutura técnica própria e o computador precisa ficar online de forma estável.

Liquid staking

Para quem tem menos de 32 ETH ou não quer gerenciar infraestrutura de validador. Plataformas como Lido (stETH) e Rocket Pool (rETH) agrupam ETH de vários usuários, fazem o staking em conjunto e distribuem as recompensas proporcionalmente. Em troca, você recebe um token representativo que pode ser usado no ecossistema DeFi enquanto o ETH original permanece bloqueado.

Rendimento atual

Em 2026, o APY do staking de Ethereum está na faixa de 3% a 4% ao ano. Esse rendimento é variável e depende do volume total de ETH travado na rede — quanto mais validadores participam, menor o rendimento individual.

O risco do slashing

Se o validador agir de forma desonesta ou negligente, parte do ETH bloqueado pode ser reduzida ou destruída. Após o upgrade Pectra (maio de 2025), a penalidade inicial de slashing foi reduzida em 128x — tornando o risco de erros acidentais muito menor do que nos primeiros anos do PoS.

O que mudou com o Pectra (maio de 2025)

O Pectra foi o maior upgrade do Ethereum desde o The Merge e trouxe melhorias diretas para quem faz staking:

  • Limite máximo por validador: de 32 ETH para 2.048 ETH;
  • Recompensas com auto-compounding — rendem sobre si mesmas automaticamente;
  • Ativação de novos validadores: de ~13 horas para ~13 minutos;
  • Saques podem ser iniciados diretamente pelo validador, sem depender de operador.
Saiba mais: Conheça o Ethereum 2.0.

Como conseguir Ethereum hoje?

Atualmente, existem diversas formas de obter Ethereum (ETH), e cada uma delas se adapta a diferentes perfis de usuários. É possível comprar o ativo por meio de uma corretora de criptomoedas, receber pagamentos em ETH, participar de programas de recompensas ou ainda integrar o processo de staking, contribuindo para a validação da rede e recebendo Ether como retorno.

Confira as principais maneiras de adquirir Ethereum:

  • Pagamento por serviços: se você já possui uma carteira digital e presta serviços para empresas ou pessoas familiarizadas com o mercado cripto, pode solicitar o pagamento em ETH. Essa prática tem se tornado cada vez mais comum em trabalhos remotos e freelancers globais;
  • Programas de recompensas: algumas plataformas oferecem pequenas quantias de Ethereum como incentivo para testar produtos, participar de pesquisas, executar tarefas simples ou integrar comunidades cripto. É uma forma de aprender sobre o ecossistema enquanto acumula pequenas frações da moeda;
  • Staking: como mencionado anteriormente, o staking de Ethereum é o mecanismo que substituiu a mineração tradicional. Nele, os usuários bloqueiam uma quantia de ETH em contratos inteligentes e, ao contribuir para a validação de transações, recebem recompensas em Ether. É uma alternativa atrativa para quem busca renda passiva com segurança;
  • Corretoras de criptomoedas: a forma mais prática e segura de investir em Ethereum é por meio de uma exchange confiável. Nessas plataformas, você pode converter reais em ETH com poucos cliques, acompanhar as cotações do Ether em tempo real e manter seus ativos em uma carteira digital protegida por tecnologia blockchain.

Independentemente do método escolhido, é essencial avaliar a reputação da plataforma, entender os custos envolvidos nas transações e adotar boas práticas de segurança digital. Assim, você garante que sua jornada ao investir em criptomoedas como o Ethereum seja segura, consciente e estratégica.

Este conteúdo é informativo e não constitui indicação de investimento. Sempre faça sua própria pesquisa antes de investir.
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