Minerar Ethereum: Veja como fazer e se vale a pena

Você sabia que é possível minerar Ethereum? Confira como funciona para minerar a segunda maior criptomoeda do mercado e se ainda vale a pena em 2022.

Por
Equipe Coinext
25/1/2021
Minerar Ethereum: Veja como fazer e se vale a pena
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A mineração de criptomoedas é algo que tem chamado a atenção das pessoas ao redor do mundo, sendo programador ou não. Com a dificuldade da mineração do Bitcoin só aumentando, o interesse em Ether vem se destacando cada vez mais nesse cenário. Veja como funciona o processo, quais são as vantagens, as dificuldades e minerar Ethereum.

Neste artigo você vai entender:

  • O que é mineração de criptomoedas?
  • Como minerar Ethereum?
  • O que são pools de mineração?
  • Qual equipamento usa para minerar Ethereum?
  • Quais são os softwares de mineração de Ethereum?
  • Geth.
  • Minergate.
  • Ethermine.
  • Minerar Ethereum vale a pena?

Tudo pronto? Leia esse conteúdo até o fim e entenda todos os detalhes sobre como minerar Ethereum.

O que é mineração de criptomoedas?

A mineração de criptomoedas é necessária para que ocorra a validação das transações e movimentações financeiras de carteira para carteira de criptos. Ela ocorre dentro do sistema de Blockchain, que acumula blocos de confirmação e validação dessas transações. 

Com o passar do tempo, o processo de mineração foi se tornando popular, pois notou-se que era algo lucrativo a se fazer. Os usuários que realizavam o processo eram recompensados com criptos da mesma moeda que validavam. 

O que antigamente podia ser feito através de uma CPU, foi se tornando mais complexo, começou a exigir mais energia, e hoje existem empresas que trabalham com material especializado para a operação.

Na prática, o processo de mineração consiste na resolução de cálculos matemáticos complexos e aleatórios que são lançados para serem resolvidos o mais rápido possível. E são os usuários que conseguem realizar esses cálculos, ficando com a recompensa e conseguindo minerar o bloco. Essas etapas consomem bastante energia.

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Como minerar Ethereum?

A base do algoritmo da mineração da Ethereum é chamado de Ethash, também chamado de algoritmo de “prova de trabalho”. É ele quem processa os blocos de dados que vão para a Blockchain. Quanto maior o hash, maior a capacidade de mineração do computador.

A recompensa para os mineradores vem em Ether, moeda do Ethereum, por terem cedido seus hardwares, tempo e força computacional para realizar o trabalho de validação de transações na rede.

A Ethereum é ainda, convencionalmente minerada como a maioria das criptomoedas; através do trabalho “Proof of Work”. É um trabalho que exige muita energia, equipamentos e tempo, mas gera lucros aos usuários e pode ser uma maneira de investimento.

É um plano para a rede ETH reformar o sistema de validação e entrar na Ethereum 2.0 ainda em 2022, atualizando o modo de trabalho, saindo do “Proof of Work” e entrando no “Proof of Stake”.

Ao assumir o sistema de “Proof of Stake” ou “prova de participação”, as transações e movimentações no geral passam a ser validadas na Blockchain por usuários aleatórios que simplesmente têm o cripto em contratos inteligentes. A quantia é equivalente, no momento, a 32 ETH.

O que o sistema de rede Ether tem feito é aumentado gradualmente a dificuldade de se minerar as moedas, tornando o processo mais exigente energeticamente. Isso para abrir caminho para a nova forma de validação. 

De qualquer forma, a mineração ainda em vigor é através dos CPUs e GPUs. Abaixo, vamos falar sobre os equipamentos necessário, mas antes, precisamos detalhar como são os lucros desse processo e explicar o que são os pools de mineração.

Lucro de minerar Ethereum

O valor final do lucro que vem da mineração Ethereum varia de acordo com alguns fatores, como a dificuldade da mineração e o valor atual da moeda.

Podemos dizer, minerar é resolver problemas matemáticos necessário para realização de cada transação envolvendo criptomoedas. Dessa forma, a dificuldade da mineração tende a aumentar à medida que mais mineradores vão entrando no processo. Automaticamente os problemas matemáticos vão se tornando mais difíceis de se resolver, acarretando em mais tempo de trabalho, necessidade de computadores mais potentes e recompensas menores.

Mas, nem tudo está perdido, pois a Ethereum é uma das altcoins com melhor desempenho e seu valor continua subindo, fazendo com que as recompensas dos mineradores continuem valendo a pena.

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Comparação com mineração de Bitcoin

A mineração da Ethereum tem um ponto interessante em relação ao Bitcoin pois a moeda se propõe a resolver um dos problemas da tecnologia do Bitcoin: a demora no processamento entre os blocos de transação.

O Bitcoin precisa de aproximadamente 10 minutos ou mais para verificar e extrair um bloco de transações, enquanto o Ethereum precisa de apenas 12 segundos. Potencialmente, pela perspectiva dos mineradores, é mais vantajoso minerar vários blocos de Ethereum nos mesmos 10 minutos que você levaria para minerar apenas um bloco de Bitcoin.

Além disso, a recompensa paga aos mineradores de Bitcoin cai pela metade, a cada quatro anos aproximadamente, processo conhecido como halving. Isso acontece para não inflacionar a moeda e diminuir a quantidade de Bitcoins em circulação. Atualmente existem quase 17 milhões dessa moeda circulando, sendo que o número máximo é de 21 milhões. Enquanto na Ethereum, apenas em seu quinto ano de existência a rede terá metade de sua capacidade total de moedas circulando, sendo que são 92 milhões de moedas no total.

Agora você deve estar se perguntando quanto essa brincadeira pode gerar de lucro, certo?

Bom, com base no algoritmo da rede, o Ethash, a recompensa por cada bloco minerado corretamente é de cerca3 ETH, e os mineradores também recebem recompensas pelas taxas das transações. A transferência é enviada praticamente instantaneamente.

Se você quer saber a renda exata que se pode ter com a mineração de Ethereum, você pode calculá-la com base na taxa de hash do seu hardware, subtraindo os custos gastos com energia elétrica e demais possíveis gastos como manutenção e atualização dos softwares e da sua banda larga. Existem calculadoras online de rentabilidade que fazem o cálculo com base em dados específicos da mineração de Ethereum, como CryptoCompare, CoinWarz, WhatToMine e MyCryptoBuddy.

O que são pools de mineração?

Justamente por ser um processo que consome muita energia, exige poder computacional, mas precisa ter potencial lucrativo, foram desenvolvidos os “pools de mineração”.

Esses “pools”, que aqui significa “conjunto”, são espécies de grupos, pessoas que mineram juntas. Não fisicamente, no mesmo lugar, mas são um conjunto de nós – os nós/nodes são usados no processo de mineração para validar a transação–, trabalhando juntos para aumentar o poder computacional e aumentar a velocidade das transações.

Os pools de mineração contam com um coordenador que é responsável por dividir as recompensas entre os usuários, e tem definido o protocolo de trabalho cooperativo, um servidor e um software de mineração.

A mineração em grupo é uma maneira mais fácil de operar o processo de validação de movimentação de criptos, diferente do mencionado acima, que precisa do sistema ASICS para ocorrer.

Cuidados com pools de mineração de criptos

Antes de decidir entrar em um pool é preciso pensar em alguns pontos, como o poder computacional conjunto que o pool terá, quais são as formas de pagamento, se há taxas ou não, por quanto tempo o pool se manterá ativo, dentre outros detalhes. Sobre as taxas, elas podem variar de zero a dois por centro, e o pagamento pode acontecer diariamente, ou ainda espalhados pelo dia, há pools que realizam pagamento de quatro até seis vezes por dia.

Geralmente, os pools que realizam estes pagamentos frequentes exigem saldo superior ao valor do ETHER, que atualmente gira em torno de R$ 7.885,00.

Entrar em um pool é relativamente fácil. Você só precisa se inscrever em algum site específico. Hoje em dia, o maior pool de mineração da Ethereum são o Ethpool e o Ethermine, com 25%do poder de hashing da rede. Apesar dos sites serem separados, os dois constituem juntos um grande pool de mineração.

Existem outras opções também, como o DwarPoool, que é atualmente o terceiro maior pool de Ethereum com aproximadamente 13% da taxa de hash da rede. E também o Ethfans e f2pool que são o segundo e o quarto maiores pools da rede, respectivamente, porém ambos só estão disponíveis em chinês.

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É possível minerar Ethereum em casa?

É possível minerar Ethereum em casa, sim. Isso porque o processo de mineração ocorre em equipamentos computacionais ainda convencionais.

Como os mencionados CPUs e GPUs. O detalhe importante é que se o usuário deseja lucrar com a mineração, é importante ter em mente que o CPU não dará conta do processo. E para isso, é necessário investir em um equipamento mais arrojado, como o GPU ou até mesmo como o sistema ASISC, especial para mineração.

Como minerar Ethereum no PC?

Usando o computador convencional, é possível baixar o software de mineração, mas para lucrar, é preciso instalar o hardware no GPU.

A instalação do hardware vai garantir que a mineração ocorra em tempo integral, e isso exige, também, que o usuário invista em uma placa de vídeo que dê conta da exigência energética do processo. 

Qual a melhor placa de vídeo para minerar Ethereum?

As placas de vídeo para mineração são diversas e vão de U$100 a U$12.000. 

Para lucrar com a mineração, o investimento inicial pode ser alto, mas pode passar a valer a pena, quando bem escolhido o equipamento.

As placas da marca “NVIDIA”, por exemplo, possuem um retorno alto quando se compara o gasto de energia, 250W. O preço da Titan V, por exemplo, fica entre U$2.000 a U$3.000, com ganho de 70MH/S.

A NVIDIA GTX 1060 é mais barata, com média de U$ 300, gasto energético de 60W e o ganho de 18 MH/S. 

Boa para iniciantes, a placa da marca AMD, a Radeon AMX 5700 XT tem o gasto de energia de 255W, potência de ganho de 55 MH/S e custa, em média, U$1.300.

Qual equipamento usar para minerar Ethereum?

Para minerar Ethereum é necessário escolher e instalar um hardware para configurar o computador de modo que a mineração ocorra em tempo integral.

Como mencionado anteriormente, o processo de mineração do cripto ainda é através do trabalho Proof of Work. O que significa que a mineração pode ser feita pelos usuários através de seus equipamentos.

O CPU, Unidade Central de Processamento, e o GPU, Unidade de Processamento Gráfico, são os equipamentos acessíveis que podem realizar as operações.

Vale ressaltar, porém, que usar o CPU de um computador convencional para minerar Ethereum pode valer ainda menos a pena, tendo em vista que a dificuldade de se minerar tem aumentado para abrir caminho para a reforma de trabalho de mineração em 2022.

E o GPU, é um hardware de mineração que, mesmo o modelo mais simples, é bem mais potente que um CPU. Para usar o GPU, é importante comprar uma placa de vídeo.

E antes de investir na placa de vídeo é importante considerar alguns fatores como a taxa de hash, que é a velocidade que o problema matemático será resolvido, e os custos envolvidos na compra, além dos custos com energia elétrica.

tabela-comparativa-GPU
Tabela compartiva de GPUs por potência e preço em dólares. (Imagem: Criptofácil)

 

Quais são os softwares de mineração de Ethereum?

Junto do hardware, também é necessário instalar um software para operar a mineração. E se não houver um driver instalado na placa de vídeo, é necessário fazer isso.

Após a preparação do software, hardware e da placa, é preciso configurar o node (nó), baixar a blockchain da Ethereum, que atualmente gira em torno de 20 GB, e então conectar à rede.

Depois de configurado, o nó é conectado a todos os outros nós e é oficialmente parte da rede, permitindo iniciar a mineração e personalizá-la.É permitido implementar contratos inteligentes, enviar  transações, criar aplicativos descentralizados, e etc.

Os principais softwares para fazer isso são: Geth, MinerGate e Ethermine. 

Abaixo vamos discutir um pouco sobre cada um deles. 

Geth

Geth é o software que foi desenvolvido pela própria equipe da Ethereum. Então, é uma das melhores opções para quem quer minerar por conta própria. Além de ser simples e fácil de usar, o usuário consegue criar soluções distribuídas e descentralizadas.

É possível criar uma carteira a partir dele, e, para aqueles que preferem uma opção com interface gráfica de usuário, há a carteira Mist Ethereum Wallet.

Depois de instalado, é possível testar o geth help para visualizar todos os comandos. Ao digitar “geth”, ele se conecta à rede principal e disponibiliza os blocos para download na máquina.

MinerGate

O MinerGate é uma opção recomendada para quem pretende fazê-la de seu próprio CPU ao invés de um GPU.  Existem 2 formas de utilizar o MinerGate: fazendo o download ou fazendo a mineração na nuvem.

O download do software é de graça, e a interface gráfica de usuário é simples e fácil de usar. Depois de instalado, é possível começar a minerar imediatamente.

O software passou por uma atualização recente que permite pagar ou comprar energia para minerar na nuvem, o que pode valer a pena, já que não precisaria ter um dispositivo ligado 24 horas para minerar as moedas.

Entretanto, essa modalidade só está disponível para Bitcoin e Monero, por enquanto. A ideia é de, futuramente, se estender para as demais moedas.

Outra vantagem é que o MinerGate identifica automaticamente qual a melhor versão do programa de acordo com a capacidade do computador  

Ethermine

O Ethermine é um software capaz de adicionar 66 blocos por hora, e o usuário pode escolher qual dos quatro servidores quer operar: asiático, europeu, norte-americano e sul-americano.

Tem suporte para placas de vídeos de dois fabricantes, Nvidia e AMD; e dois sistemas operacionais, o Windows e o Linux.

No Ethermine também é possível definir um limite mínimo para sacar moedas. Então, se o minerador decidir que quer receber pagamentos com menos frequência, pode definir um limite de 10 ETH, e se decidir que é melhor receber com mais frequência, pode definir o limite para o valor mais baixo possível, como 0,05 ETH, por exemplo.

Com o software é possível realizar a  mineração de forma anônima; não é necessário se registrar no pool; os relatórios de hash são precisos; as transferências de ativos ganhos são instantâneas e ele possui um bom suporte profissional.


Minerar Ethereum vale a pena?

A mineração da Ethereum pode ser uma atividade interessante, uma vez que a moeda constantemente aparece na lista das melhores criptomoedas para investir e a rede é a escolha de projetos envolvendo DeFi, metaverso e outras inovações.

Portanto, a minerar Ethereum pode oferecer uma proposta chamativa.

É certo que, se compararmos a rentabilidade da Ethereum de agora com alguns anos atrás, veremos que antes era muito mais vantajoso tal atividade, uma vez que tinham menos mineradores interessados e os problemas matemáticos também eram menos complexos.

Ainda vemos um aumento considerável do número de mineradores ativos na rede da Ethereum, fazendo com que o processo se torne mais difícil e mais caro. Porém, o Ether continua com tendências de alta constituindo um cenário promissor, especialmente para quem pensa em longo prazo.

Também vale considerar um fato muito importante: o hard fork que o Ethereum sofreu e está em processo de lançamento da nova versão da moeda o Ethereum 2.0.

Esta nova versão não mais utilizará o algoritmo “prova de trabalho”, mas vão adotar uma estrutura de “prova de participação”. Ou seja, a rede não precisará mais de mineradores para realizarem o trabalho de solucionar os problemas matemáticos e confirmarem a transação, isso será feito pelos proprietários dos tokens. Estes novos mineradores são escolhidos de forma determinística, ou seja, por sua riqueza. E não receberão mais recompensas por bloco, mas sim pelas taxas de transação.

As pessoas que desejarem, ainda vão poder continuar minerando a versão antiga, pois as duas versões co-existirão. Não se sabe exatamente qual será a data em que o Ethereum 2.0 estará funcionando plenamente, mas a atualização está prevista para ser concluída até o final de 2022.

Minerar Ethereum é a única alternativa?

Existe ainda uma opção bem mais segura e acessível para investir no Ethereum: na Coinext, claro!

Fizemos um vídeo explicando todos os detalhes dessa moeda. Veja abaixo:

Aqui na Coinext, você consegue operar essa e diversas outras criptomoedas e com um depósito de apenas R$25,00 você já está pronto para começar sua estratégia de investimentos. Além disso, é importante destacar que você não paga nada para abrir sua conta.

Dessa forma, consegue dar os primeiros passos no mercado de criptomoedas e entender como funciona esse universo. Assim, entenderá os detalhes e terá mais experiência quando, e se, decidir minerar Ethereum ou outras criptos.

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