Você sabe o que é Proof of Stake? Descubra quais criptomoedas usam esse sistema e qual a diferença para o Proof of Work. Clique e entenda os detalhes!

Você sabe o que é Proof of Stake? Se investe ou tem interesse em investir em criptoativos, saber sobre o processo de mineração de criptomoedas e sobre o Proof of Stake pode ser interessante e importante para o seu processo individual de investimento e evolução no mercado.
Afinal, sempre que falamos sobre a operação de criptoativos ou mesmo sobre minerar criptomoedas, a dúvida sobre as diferenças entre Proof of Stake e Proof of Work aparecem.
Pensando nisso, neste conteúdo sobre Proof of Stake vamos tratar sobre os seguintes tópicos:
Proof of Stake (PoS) é o nome dado a um algoritmo de consenso para prevenção do gasto duplo, usado no processo de validação na rede de determinadas criptomoedas.
Na tradução para o português, Proof of Stake significa "Prova de Participação", e também é uma maneira de incentivar os usuários do universo de criptoativos a comprarem e negociarem as moedas que usam esse tipo de validação dentro de seu sistema de Blockchain.
Isso porque, através do Proof of Stake, os usuários que possuem as moedas na carteira virtual são necessários para a operação de validação das transações, e chegam a ser recompensados por isso.
Alguns protocolos que funcionam com o PoS são:
Como mencionado anteriormente, o estilo de trabalho Proof of Stake (PoS) pode ser um incentivo de negociação da moeda que o utiliza.
Seu funcionamento consiste na escolha aleatória de usuários que possuem a moeda operante neste formato, para que estes validem transações de outros negociadores.
São vários usuários escolhidos ao mesmo tempo, e existe uma quantia mínima necessária em carteira para que os indivíduos sejam selecionados para as operações, de acordo com as regras de cada rede. No Ethereum, por exemplo, o mínimo exigido é de 32 ETH para operar um nó validador próprio.
Embora ainda seja comumente chamado de "mineração", dentro desse sistema, o bloco não é minerado, ele é construído.
Para participar, o tempo em que a moeda está na carteira é considerado, além de ser necessário que os proprietários dos ativos os mantenham bloqueados na carteira por um determinado período, definido pela rede.
Vale ressaltar que cada vez que um usuário é escolhido e sua carteira utilizada para a validação, a "idade das moedas" é "reiniciada".
Um mecanismo importante do PoS moderno é o slashing: validadores que agem de forma desonesta ou negligente. como tentar validar transações inválidas, têm parte do ETH bloqueado destruído permanentemente. Isso torna o ataque à rede economicamente inviável.
O sistema de Proof of Stake é consideravelmente mais recente quando comparado ao sistema de Proof of Work (PoW). O sistema de Proof of Work é o que está por trás do popular formato de mineração dos usuais criptoativos, como o Bitcoin.
Da tradução livre "Prova de trabalho", o Proof of Work consiste no resultado coletivo de usuários que, de fato, trabalham em conjunto na mineração dos criptos.
Essa operação é baseada no uso dos computadores — que no início podiam ser convencionais e mais simples, mas atualmente precisam ser mais arrojados e com placas de vídeo potentes —, e softwares que são responsáveis por resolver problemas matemáticos complexos, trazidos durante o processo.
Cada computador é chamado de "nó" (node), e quanto mais rápido os problemas são resolvidos, mais rápido se forma o bloco de moedas mineradas, para, assim, os usuários serem recompensados.
Esse processo se tornou popular muito rápido, por ser considerado lucrativo aos mineradores. Essa popularização também tornou a mineração mais competitiva e, agora, recebe maior recompensa quem minera mais rápido. Por isso é mais vantajoso ter um equipamento arrojado, embora já existam empresas especializadas exclusivamente em mineração.
Por mais que os equipamentos com maior poder computacional ajudem a acelerar o processo de mineração de Bitcoin e de outras criptos, ele ainda é consideravelmente pesado e lento, quando comparado à operação do Proof of Stake. Além disso, o PoW exige não apenas maior poder computacional, como também mais energia elétrica.
Por isso, o Proof of Stake surgiu justamente como uma forma de compensar essas barreiras do PoW, e essa também é uma das razões pelas quais o PoS se tornou dominante em valor de mercado, sendo adotado pelas principais redes do setor, com exceção do Bitcoin.
Explore também o mecanismo de Proof of History (PoH).
Esse processo se tornou popular muito rápido, por ser considerado lucrativo aos mineradores. Essa popularização também tornou a mineração mais competitiva e, agora, recebe maior recompensa quem minera mais rápido. Por isso é mais vantajoso ter um equipamento arrojado, embora já existam empresas especializadas exclusivamente em mineração.
Entenda os detalhes sobre a mineração de criptomoedas, assista ao vídeo abaixo:
Por mais que os equipamentos com maior poder computacional ajudem a acelerar o processo de mineração de Bitcoin e de outras criptos, ele ainda é consideravelmente pesado e lento, quando se comparado à operação do Proof of Stake. Além disso, o PoW exige não apenas maior poder computacional, como também mais energia elétrica.
Por isso, muitos mineradores recorrem à utilização de uma placa de vídeo para mineração.
O Proof of Stake surgiu justamente como uma forma de compensar essas barreiras do PoW e essa também é uma das razões pelas quais o PoS tem se tornado popular, e planejado como sistema operacional padrão para diversos criptos.
A seguir, apresentamos alguns fatores que têm colaborado para a adesão ao mecanismo de Proof of Stake:
O fator segurança também tem potencial de melhora com o PoS, uma vez que esse sistema sem minerador elimina o risco do gasto duplo.
O gasto duplo pode ocorrer quando o usuário tenta realizar duas negociações ao mesmo tempo, utilizando a mesma criptomoeda e o mesmo código. No PoW, o usuário malicioso pode tentar montar uma corrente maior do que o convencional, dando início ao ataque conhecido como "ataque 51%".
Com o Proof of Stake, a segurança da validação é muito maior. Além do slashing — mecanismo que destrói parte dos tokens do validador desonesto —, um ataque à rede exigiria controlar a maioria de todo o ETH em staking, o que custaria bilhões de dólares e tornaria o ataque economicamente inviável.
O Ethereum foi o primeiro sistema de criptoativo com grande valor de mercado a adotar o Proof of Stake. Em setembro de 2022, o The Merge concluiu a transição completa do Ethereum de Proof of Work para Proof of Stake, reduzindo o consumo de energia da rede em aproximadamente 99,95%.
Para operar um nó validador no Ethereum, o mínimo exigido é de 32 ETH. Quem não tem esse valor pode participar por meio do liquid staking — plataformas como Lido e Rocket Pool permitem fazer staking com qualquer quantidade de ETH, recebendo um token que representa a posição e pode ser usado em outros protocolos DeFi. O rendimento atual do staking de Ethereum gira em torno de 3% a 4% ao ano.
A Cardano usa Proof of Stake desde seu lançamento, com um protocolo próprio chamado Ouroboros, desenvolvido com base em pesquisa acadêmica e revisões científicas rigorosas. A equipe afirma que o Ouroboros é tão seguro quanto o Proof of Work, com a vantagem de ser significativamente mais eficiente em consumo de energia e mais escalável.
O objetivo da Cardano é ser uma grande rede que reúne sub-redes que adotam o PoS, com foco em segurança, sustentabilidade e governança descentralizada.







