ETF de Solana (SOL): tudo o que você precisa saber antes de investir
Brasil foi o primeiro país do mundo a aprovar o produto. Veja quais fundos existem, como funcionam, vantagens, desvantagens e como comprar SOL no Brasil.
Os ETFs spot de Solana começaram a ser negociados nos EUA em 28 de outubro de 2025, tornando a Solana a terceira criptomoeda a receber aprovação de ETF spot pela SEC, depois de Bitcoin e Ethereum.
A aprovação não foi surpresa. Foi o resultado de uma sequência de mudanças regulatórias aceleradas: a saída de Gary Gensler da SEC, a entrada de Paul Atkins, a aprovação de novos padrões genéricos de listagem para ETFs de criptomoedas e o precedente aberto pelos ETFs de Bitcoin e Ethereum.
No Brasil, o movimento chegou antes mesmo dos EUA: a CVM aprovou o primeiro ETF de Solana do país ainda em 2024, posicionando o Brasil como pioneiro na adoção de produtos regulados de cripto na América Latina.
Neste guia, você vai entender como funcionam os ETFs de SOL, quais estão disponíveis, as diferenças em relação à compra direta e como investir em Solana no Brasil hoje.
O que é o ETF de Solana e como funciona?
Um ETF de Solana é um fundo negociado em bolsa que oferece exposição ao preço do ativo sem que o investidor precise comprar SOL, guardar ou gerenciar a criptomoeda diretamente. O fundo adquire SOL real, mantém em custódia especializada, e o investidor compra cotas que acompanham o desempenho do ativo.
Em setembro de 2025, a SEC aprovou novos padrões genéricos de listagem para ETFs spot de criptomoedas, eliminando a necessidade de revisão caso a caso e reduzindo o processo de aprovação de mais de 240 dias para aproximadamente 75 dias. Esse foi o gatilho que permitiu que múltiplas gestoras lançassem seus fundos de SOL praticamente ao mesmo tempo.
Quer saber como funciona Solana? Confira no vídeo:
Quais ETFs de Solana estão disponíveis?
Entre as gestoras que lançaram ETFs spot de SOL nos EUA estão Bitwise, Grayscale, VanEck, Fidelity e outras, com taxas de administração competitivas entre si.
Nos EUA, os principais fundos incluem:
Bitwise Solana ETF: uma das primeiras gestoras focadas em cripto a lançar o produto;
Grayscale Solana Trust convertido em ETF: seguindo o mesmo modelo adotado com Bitcoin e Ethereum;
VanEck Solana ETF: gestora com histórico em produtos de criptomoedas institucionais;
Fidelity Solana ETF: entrada de uma das maiores gestoras do mundo no mercado de SOL.
Além dos ETFs spot, a Chicago Mercantile Exchange lançou futuros de Solana em março de 2025, abrindo uma via adicional de exposição para traders institucionais.
Um diferencial relevante do mercado de ETFs de SOL em relação ao Bitcoin e Ethereum: a SEC sinalizou abertura para ETFs de Solana com staking embutido, o que permitiria que os fundos gerassem rendimento adicional sobre o SOL em custódia, uma funcionalidade que os ETFs de Bitcoin e Ethereum não têm.
ETF de SOL com staking: o que isso significa na prática?
O staking é o mecanismo pelo qual validadores bloqueiam SOL para participar da validação da rede Solana e receber recompensas. Em um ETF tradicional de criptomoeda, o ativo fica parado em custódia sem gerar rendimento.
Um ETF de SOL com staking permitiria que o fundo colocasse o SOL em staking e distribuísse parte do rendimento gerado aos cotistas, potencialmente na forma de menor taxa de administração ou valorização adicional das cotas.
Esse modelo ainda está em processo de aprovação definitiva para os produtos americanos, mas representa uma evolução significativa em relação aos ETFs de Bitcoin e Ethereum, e um argumento adicional para quem avalia exposição ao SOL via fundo regulado.
O Brasil não apenas aprovou o ETF de Solana, foi o primeiro país do mundo a fazê-lo.
Em 7 de agosto de 2024, a CVM aprovou o primeiro ETF spot de Solana das Américas, da gestora QR Asset Management. O fundo estreou na B3 em 29 de agosto de 2024 sob o ticker QSOL11, com cota inicial de R$10. Os EUA só aprovariam seus ETFs de SOL mais de um ano depois, em outubro de 2025.
Poucos dias depois, a CVM aprovou também um segundo ETF de Solana no Brasil, da Hashdex em parceria com o BTG Pactual, ampliando as opções disponíveis para o investidor brasileiro.
Os ETFs de Solana disponíveis na B3 são:
QSOL11: QR Asset Management, administrado pela Vortx, referenciado pelo CME CF Solana Dollar Reference Rate;
ETF Hashdex/BTG Pactual: referenciado pelo índice Nasdaq para Solana.
Além dos ETFs spot, a CVM aprovou em maio de 2025 contratos futuros de Solana na B3, com tamanho de contrato de 5 SOL, expandindo ainda mais as formas de exposição ao ativo no mercado regulado brasileiro.
Para o investidor brasileiro, isso significa que é possível ter exposição à Solana de três formas distintas dentro do mercado regulado:
ETF spot na B3;
Contratos futuros;
Compra direta em exchange autorizada pelo Banco Central.
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