O que é criptomoeda

O que são criptomoedas? Além do Bitcoin quais existem? Veja como elas surgiram e como funcionam. Saiba quais as principais vantagens e como minerar.

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Equipe Coinext
Aug 1, 2020

Criptomoeda é um ativo digital que pode ser transferido livremente entre pessoas, sem a intermediação ou controle de nenhuma entidade central. Nesse sentido, não há nenhuma lei ou empresa que estabeleça ou garanta um valor de mercado. Dessa forma, sua cotação é determinada única e exclusivamente pela livre oferta e demanda do mercado.

As criptomoedas funcionam de forma descentralizada, sem a necessidade das moedas convencionais. De maneira similar, os aplicativos de Torrent para baixar (download) filmes ou músicas, trabalham sem um servidor central. Desta forma, cada usuário da rede é um ponto, conhecido como “nó” (node), mantendo sua própria cópia dos arquivos.

Blockchain

Como surgiram as criptomoedas?

Um grupo de anarquistas digitais, conhecidos como Cypherpunks, tentava desde a década de 80 criar alguma forma de transferir valores de forma digital, independente dos governos e bancos. Para isto, contavam com a criptografia, a codificação via algoritmo de chaves, ou senhas digitais.

No entanto, foi somente o Bitcoin no início de 2009 que finalmente conseguiu resolver o problema do gasto-duplo. Ou seja, pela primeira vez na história passou a existir um registro digital que só poderia ser enviado uma única vez.

O que é mineração de criptomoedas?

Manutenção em equipamento industrial de mineração

Manter uma cópia descentralizada do banco de dados não resolve o problema do gasto-duplo. Afinal, como saber se uma transação foi autorizada pelo dono da conta, ou se havia saldo disponível no momento?

A forma proposta pelo criador do Bitcoin para resolver este problema foi a “prova de trabalho” ou Proof of Work. Nesse sentido, um computador busca pela solução de um quebra-cabeça criptográfico, cuja solução é tão complexa, que só é possível obtê-la através da tentativa e erro.

Esta figura ficou conhecida como minerador, ou mineiro, numa analogia à exploração do ouro. No início um simples notebook conseguia encontrar a solução, mas com o aumento da competição ao longo dos anos, atualmente máquinas especializadas são necessárias. O objetivo desta disputa? As criptomoedas que são emitidas como bonificação pela solução que interliga os novos blocos à rede blockchain.

Quem define a cotação das criptomoedas?

O valor de cada criptomoeda é conhecido como capitalização de mercado. Primeiramente, deve-se pegar a cotação unitária da criptomoeda e multiplicar pelo total em circulação. Ou seja, o fato de uma unidade do Litecoin (LTC) custar mais de R$ 300 não significa que seja mais cara que o Ripple (XRP), cuja unidade é negociada por menos de R$ 2.

A cotação de cada criptomoeda é determinada única e exclusivamente pela oferta e demanda em cada local de negociação. As corretoras (exchanges) atuam apenas na intermediação entre usuários compradores e vendedores. De qualquer modo, por negociarem de forma simultânea em diferentes países e moedas, é normal existir diferenças entre cada mercado.

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Qual a vantagem das criptomoedas?

O blockchain é este banco de dados descentralizado que mantêm o registro de todas as transações de forma sequencial e facilmente verificável. Dessa maneira, impede que alguém crie ou transfira moedas indevidamente.

Qualquer pessoa com acesso à internet consegue transferir suas criptomoedas, livremente, sem possibilidade de ser bloqueado ou censurado. Em seguida, entra a questão da escassez. Enquanto as moedas emitidas por governos podem ser impressas indefinidamente, no caso das criptomoedas há regras claras e bem definidas.

Dessa maneira, quem decide as “regras do jogo” são os próprios usuários, através do mecanismo conhecido como consenso. De tal maneira, foram criadas aplicações que só poderiam existir utilizando este banco de dados descentralizado. Nesse sentido, destacam-se os contratos inteligentes (smart contracts) e as organizações digitais autônomas (DAO).

É seguro investir em criptomoedas?

Sim. O Bitcoin possui 11 anos praticamente ininterruptos, e nenhuma transação fora das regras foi validada. O mecanismo de controle de chaves privadas, ou senhas, é protegido por algoritmos até o momento invioláveis.

A segurança das criptomoedas é a mesma utilizada por bancos, agências do governo e empresas de tecnologia, portanto considerada extremamente segura. Existem, no entanto, casos de usuários, ou de corretoras (exchanges), que foram hackeados.

Neste sentido, houve descuido em armazenar as chaves privadas (senhas), ou utilização de arquivos corrompidos, usualmente obtido em sites falsos. Mesmo nos casos de ataques utilizando o poder de mineração, conhecido como “ataque 51%”, a rede blockchain e as chaves privadas permanecem seguras. Nesse caso, só é prejudicado quem não aguardou um número suficiente de confirmações dos mineradores em suas transações.

Em suma, investir em criptomoedas é seguro, porém, não há nenhuma garantia ou previsibilidade de retorno. Pelo contrário, quanto menos tempo de existência tiver uma criptomoeda, maiores as probabilidades de se encontrar falhas.

Principais criptomoedas

Embora inicialmente criptomoedas tenham surgido como dinheiro, elas acabaram dando origem a uma nova classe de ativos. Estas criptomoedas que não possuem uma rede blockchain própria são conhecidas como criptoativos.

Bitcoin (BTC)

  • apesar de seu lançamento no início de 2009, sua primeira transação com valor monetário registrado ocorreu em maio de 2010;
  • trata-se das duas pizzas que o programador Laszlo Hanyecz comprou por 10.000 Bitcoins; um total de 21 milhões de moedas vão ser emitidos até o ano 2140, através de um calendário decrescente;
  • seu blockchain é bem limitado e simples, porém trata-se da rede mais segura;
  • líder absoluta de mercado, possui derivativos listados na Bolsa de Valores de Chicago - CME;
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Ethereum (ETH)

  • é uma rede descentralizada criada para executar contratos inteligentes (smart contracts) de forma automatizada;
  • ao invés de manter seus próprios servidores, são os usuários da rede que armazenam e processam essa informação;
  • a rede mantém os saldos de todos os endereços de Ether (ETH), sua moeda nativa;
  • além disso, a rede controla as movimentações dos inúmeros criptoativos (tokens) que se aproveitam dessa estrutura;
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Litecoin (LTC)

  • embora seu código-fonte seja um clone do Bitcoin, se trata de uma criptomoeda completamente independente;
  • buscou reduzir o tempo entre os blocos do Bitcoin, agilizando confirmações de transações menores;
  • tentou utilizar um algoritmo mais simples de mineração, porém atualmente também é necessário um equipamento especializado e caro;
  • seu argumento de venda é a baixa taxa de mineração cobrada nas transações;
  • busca implementar mecanismos de privacidade através do protocolo MimbleWimble.

Ripple (XRP)

  • por ter sido financiada e apoiada por bancos e instituições financeiras desde o princípio, trata-se de uma criptomoeda centralizada, diferentemente das anteriores;
  • a empresa Ripple emitiu as moedas antes do lançamento da rede, logo não há mineração, e tampouco um blockchain propriamente dito;
  • por conta disso, suas transações são rápidas e baratas, já que um grupo é selecionado como validador das transações;
  • busca integração com o sistema financeiro tradicional, especialmente nas remessas internacionais.

Bitcoin Cash (BCH)

  • este sim pode ser considerado um clone (fork), pois no ato de sua criação foram copiados os saldos de todas as carteiras existentes no Bitcoin;
  • o código-fonte sofreu pequenas alterações, aumentando a capacidade de dados em cada bloco, além de ter reduzido a dificuldade de mineração;
  • trata-se de uma dissidência que acredita ser possível colocar todas as micro-transações no blockchain;
  • desta forma, não veem necessidade de segunda-camada, como ocorre na Lightning Network do Bitcoin (BTC);
  • por conta de seu baixo poder computacional de mineração frente ao Bitcoin (BTC), foi obrigada a implementar travas de segurança, tornando-a um pouco mais centralizada.

USD Tether (USDT)

  • Criptomoeda pareada à cotação do Dólar (stablecoin), controlada pela empresa iFinex, dona da exchange Bitfinex;
  • Possui mais de 13 bilhões de moedas emitidos, lastreados por moedas fiduciárias, outros ativos, recebíveis, e empréstimos da empresa Tether Co;
  • Surgiu originalmente na rede Omni, porém atualmente o criptoativo Tether está dividido também entre tokens Ethereum, Tron, EOS, Liquid, Algorand, e BCash SLP;
  • Ultrapassou o Bitcoin em volume negociado, pois além de seu uso nas criptomoedas, funciona muito bem para remessas internacionais.
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