ETF de Ripple (XRP) pode ser aprovado em breve! Entenda o status regulatório e saiba como comprar XRP na Coinext enquanto aguarda.

Por anos, a pergunta foi "quando o ETF de Ripple vai ser aprovado?". Em novembro de 2025, essa pergunta foi respondida. Os ETFs à vista de Ripple atraíram US$1,06 bilhão nos primeiros 24 dias após o lançamento, ultrapassando US$1,4 bilhão até o final do ano, representando 2,3% do fornecimento total de XRP em circulação.
A aprovação não foi surpresa para quem acompanhava o mercado. Foi o resultado de uma combinação de fatores que se acumularam ao longo de 2024 e 2025: a resolução do processo da SEC contra a Ripple Labs, a mudança de liderança no regulador americano com a saída de Gary Gensler e a entrada de Paul Atkins, e a aprovação bem-sucedida dos ETFs de Bitcoin e Ethereum como precedente regulatório.
Neste guia, você vai entender o que é o XRP, como funcionam os ETFs da criptomoeda, quais estão disponíveis hoje, quais são as vantagens e limitações desse produto, e como investir em XRP no Brasil agora.
Um ETF de XRP é um fundo negociado em bolsa que oferece exposição ao preço do XRP sem que o investidor precise comprar, guardar ou gerenciar a criptomoeda diretamente. O fundo adquire XRP real, e o investidor compra cotas que refletem o desempenho do ativo, da mesma forma que um ETF de ouro ou de ações.
Em agosto de 2025, a SEC encerrou definitivamente o processo contra a Ripple, abrindo caminho para o lançamento dos ETFs spot de XRP. Os primeiros fundos foram aprovados em novembro de 2025.
Os ETFs à vista de Ripple não registraram um único dia de saída líquida no primeiro mês após o lançamento. Em dezembro de 2025, os aportes acumulados cruzaram US$1 bilhão, tornando o XRP o ativo digital mais rápido a atingir esse marco desde o lançamento do ETF de Ethereum.
Em março de 2026, o Goldman Sachs divulgou uma posição de US$153,8 milhões em ETFs à vista de XRP, tornando-se o maior detentor institucional conhecido de cotas de XRP nos Estados Unidos.
Atualmente existem cinco ETFs spot de XRP negociados nos EUA, com estruturas competitivas entre si:
O ETF à vista compra XRP real e o mantém em custódia. O preço da cota acompanha diretamente o preço do ativo no mercado. É o modelo aprovado em novembro de 2025 e o mais relevante para investidores de longo prazo.
O ETF futuro oferece exposição por meio de contratos derivativos, sem comprar o ativo diretamente. Pode apresentar diferenças em relação ao preço real do XRP ao longo do tempo, o chamado "tracking error", e custos adicionais de rolagem dos contratos. Para a maioria dos investidores, o ETF spot é a forma mais direta e eficiente de exposição.
Para quem quer apenas exposição ao preço, o ETF é a opção mais simples. Para quem quer usar o ativo de forma ativa, comprar XRP diretamente em uma exchange faz mais sentido.
A aprovação dos ETFs de Ripple em novembro de 2025 foi o resultado de um processo que durou quase cinco anos, e que envolveu uma batalha judicial, mudança de liderança regulatória e uma sequência de precedentes que precisavam ser estabelecidos antes que o XRP pudesse chegar ao mercado de fundos regulados.
Em dezembro de 2020, a SEC processou a Ripple Labs acusando a empresa de ter realizado vendas não registradas de valores mobiliários por meio do XRP, essencialmente argumentando que o token era um título financeiro e, portanto, deveria ter sido registrado como tal.
O processo criou uma nuvem de incerteza sobre o XRP que afastou investidores institucionais e impediu qualquer gestora de avançar seriamente com um pedido de ETF. Enquanto o status regulatório do ativo não estivesse definido, o risco era alto demais.
Em julho de 2023, uma juíza federal decidiu que as vendas programáticas de XRP em exchanges não constituíam ofertas não registradas de valores mobiliários. Foi a primeira virada, mas o processo continuou.
Em agosto de 2025, a SEC encerrou definitivamente o caso contra a Ripple, removendo o principal obstáculo regulatório para o lançamento dos ETFs spot.
Gary Gensler, presidente da SEC durante o governo Biden, era conhecido por sua postura agressiva em relação às criptomoedas, tendo iniciado dezenas de processos contra empresas do setor. Sua saída, em janeiro de 2025, e a posse de Paul Atkins, executivo favorável ao mercado cripto indicado por Donald Trump, mudaram completamente o tom do regulador.
Com Atkins à frente da SEC, o ritmo de aprovações acelerou. A SEC introduziu novos padrões genéricos de listagem para ETPs de criptomoedas baseados em commodities, comprimindo o processo de revisão de 240 dias para aproximadamente 75 dias.
O Bitcoin levou mais de dez anos para ter seu ETF spot aprovado nos EUA,em janeiro de 2024. O Ethereum veio logo depois, em maio de 2024. Esses dois precedentes foram essenciais: provaram que o modelo funcionava, que havia demanda institucional real e que o mercado conseguia absorver esses produtos sem problemas estruturais.
Sem o Bitcoin e o Ethereum como precedentes, dificilmente o XRP teria chegado ao mercado de ETFs em 2025. A sequência importou tanto quanto a resolução do processo judicial.
O ETF não é a única forma de ter exposição ao XRP, e não é necessariamente a melhor para todos os perfis. Entender o que ele oferece e o que ele não oferece é o que define se faz sentido para você.
As principais vantagens envolvem:
Comprar cotas de um ETF de XRP é tão simples quanto comprar qualquer ação em bolsa. Não é necessário criar conta em exchange, gerenciar chaves privadas ou entender como funciona o XRP Ledger. Para investidores que já operam em corretoras tradicionais, é o caminho de menor atrito.
ETFs são produtos regulados pela SEC nos EUA e pela CVM no Brasil. Isso traz segurança jurídica, contábil e tributária que a compra direta de criptomoedas ainda não oferece de forma padronizada. Para investidores institucionais e pessoas jurídicas, essa clareza é frequentemente decisiva.
O XRP que lastreia o fundo é guardado por uma empresa especializada em custódia institucional. O investidor não precisa se preocupar com segurança de chaves privadas, carteiras físicas ou riscos operacionais de autocustódia.
Os ETFs spot de XRP tornaram o ativo acessível a investidores que nunca haviam interagido com criptomoedas, capital de fundos de pensão, family offices e gestoras que operam exclusivamente em estruturas reguladas.
No entanto, como todo investimento não está isento de riscos, como:
Todo ETF cobra uma taxa anual sobre o patrimônio investido. As taxas dos ETFs de XRP variam entre 0,19% e 0,50% ao ano — valores baixos em termos absolutos, mas que se acumulam no longo prazo. Na compra direta, a única taxa é a de transação no momento da compra.
Quem investe via ETF não pode usar o XRP para pagamentos internacionais, transações no XRP Ledger ou participação em protocolos DeFi do ecossistema Ripple. O ETF oferece exposição ao preço — não ao ativo em si.
O XRP fica na custódia do fundo. Se a gestora ou a custodiante enfrentar problemas operacionais, o investidor depende dos mecanismos regulatórios para proteção. Quem valoriza soberania total sobre os próprios ativos vai preferir a compra direta.
Ao vender cotas de um ETF, o valor é resgatado em reais ou dólares — nunca em XRP. Quem quiser acumular o ativo em si precisa comprar diretamente em uma exchange.
Essa é a decisão prática que a maioria dos investidores enfrenta depois de entender o que é o ETF de Ripple. Não existe resposta universal, depende do que você quer fazer com o ativo e de como você já investe.
Investir um ETF pode ser interessante em alguns casos, como:
Por outro lado a compra direta pode ser um opção, se:
Independentemente da forma escolhida, o risco de mercado é o mesmo. O preço do XRP pode cair 50%, 70% ou mais em ciclos de baixa, e tanto o ETF quanto a compra direta refletem isso integralmente. O ETF não protege da volatilidade do ativo. Ele apenas simplifica a forma de acessá-lo.
Antes de comprar Ripple em qualquer formato, avalie seu perfil de risco e acompanhe a cotação do XRP em tempo real. Nunca invista mais do que está disposto a perder integralmente.
Não deixe de conferir nossa previsão para Ripple (XRP).







