Relatório Cripto 2026.
Baixe agora

Melhores criptomoedas para outubro de 2025

Confira quais são as melhores criptomoedas para outubro escolhidas pela equipe de Research da Coinext, liderada por Taiamã Demaman.

Redação Coinext
Última atualização:
4/12/2025
Criptomoedas
O jeito mais seguro e prático de comprar cripto
Abra sua conta e invista agora
Cadastre-se

Resultados da lista de setembro

Na lista de setembro, a Coinext destacou protocolos do setor DeFi, em um cenário de queda da dominância do Bitcoin e de expectativa de cortes de juros nos EUA que vieram em setembro. O mês trouxe ajustes: Aave (AAVE) e Uniswap (UNI) recuaram cerca de 19%, enquanto o Lido DAO (LDO)  caiu 15% e a dYdX 5,5%. Já a Sky Finance avançou 2%, sustentada pela consolidação após a transição de MakerDAO.

Apesar da volatilidade de curto prazo, os fundamentos seguem firmes: alto TVL, relevância institucional e inovação constante. Por isso, o DeFi permanece como uma das frentes mais promissoras para o médio e longo prazo.

Critérios para seleção de outubro

A seleção da Coinext para outubro prioriza blockchains de primeira camada (Layer 1), que formam a infraestrutura essencial de todo o ecossistema cripto. Esses protocolos funcionam como a base das redes descentralizadas, responsáveis pela geração de blocos, mecanismos de consenso e validação de transações,  elementos que garantem segurança, descentralização e escalabilidade para o setor.

As blockchains de primeira camada não apenas suportam o funcionamento de aplicações descentralizadas, mas também determinam a direção estratégica de segmentos como DeFi, NFTs e DAOs, além de abrir caminho para integrações com a economia real. Seu papel como “espinha dorsal” da Web3 as coloca no centro do desenvolvimento do mercado, atraindo milhões de usuários e desenvolvedores globalmente.

Apesar de desafios como a concorrência e a pressão regulatória, essas redes continuam a evoluir, explorando soluções de escalabilidade como sharding, sidechains e integrações de Camada 2 (Layer 2). O resultado é um setor com alto potencial de crescimento, onde projetos sólidos tendem a captar liquidez e manter relevância de longo prazo.

Diante desse cenário, nossa escolha para outubro recai sobre blockchains de primeira camada que se destacam por inovação técnica, crescimento em adoção e importância estratégica na sustentação do mercado cripto como um todo.

Bitcoin (BTC)

O Bitcoin é a primeira blockchain de primeira camada (Layer 1) do mercado, criada em 2009 por Satoshi Nakamoto. Sua inovação foi histórica: ao introduzir um sistema descentralizado de registros públicos, o Bitcoin inaugurou a indústria das criptomoedas e estabeleceu o modelo que serviria de base para milhares de projetos posteriores.

Como Layer 1, o Bitcoin concentra em sua própria rede as funções essenciais de uma blockchain, validação de transações, geração de blocos e segurança via consenso descentralizado. Para isso, utiliza o mecanismo de Proof of Work (PoW), no qual mineradores competem para resolver cálculos matemáticos complexos. Esse processo não apenas valida as transações, como também garante a integridade e a imutabilidade da rede, tornando o BTC uma das tecnologias mais seguras e resilientes já criadas.

Esse papel estrutural explica o interesse crescente de investidores institucionais. Na segunda semana de setembro, os ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos registraram um fluxo líquido positivo de US$2,34 bilhões, elevando os ativos sob gestão para US$153,18 bilhões. Como esses fundos precisam manter BTC  para lastrear suas cotas, geram uma pressão de compra consistente, que sustenta o mercado à vista e reforça a tendência de valorização.

Esse movimento ocorre em um ambiente macroeconômico mais favorável. No dia 17, o Federal Reserve realizou o primeiro corte de juros em um ano, reduzindo a taxa em 25 pontos-base. A decisão amplia a liquidez global e aumenta o apetite por ativos de risco. Em paralelo, o crescimento do agregado monetário (M2) das dez maiores economias em dólar reforça essa tendência, indicando que ainda há espaço para que os índices financeiros e o próprio Bitcoin avancem.

Mesmo nesse contexto positivo, o BTC sofreu um ajuste técnico após rejeitar a resistência em US$117,5 mil, recuando para a região de US$113 mil. Ainda assim, o cenário segue construtivo: a entrada robusta e constantes nos ETFs, somada à expansão da liquidez global e a uma estrutura técnica sólida, sustenta um viés altista no curto e médio prazo. Do ponto de vista gráfico, fechamentos semanais acima de US$113,2 mil seriam cruciais para abrir espaço a uma nova tentativa de rompimento em US$117,5 mil e de recorde histórico em US$124,5 mil.

Por todos esses fatores, o Bitcoin é considerado um ativo indispensável: ele não pode faltar em nenhuma carteira de investimento em criptomoedas. Mais do que proteção contra inflação, diversificação de portfólio ou exposição ao crescimento da economia digital, o BTC, o alicerce sobre o qual todo o ecossistema cripto foi construído e continua a evoluir.

Ethereum (ETH)

O Ethereum é a segunda maior criptomoeda do mercado e a principal blockchain de primeira camada (Layer 1) programável, responsável por sustentar contratos inteligentes e aplicativos descentralizados (dApps). Desde seu lançamento em 2015, tornou-se a base de setores inteiros como DeFi, NFTs, DAOs e Web3, expandindo a utilidade da blockchain para além das transações financeiras.

Diferente do Bitcoin, que atua como reserva de valor, o Ethereum foi projetado como uma plataforma flexível, permitindo a criação de contratos inteligentes e aplicações descentralizadas em diversos segmentos. Essa capacidade programável foi reforçada com a migração para o Proof of Stake (PoS) em 2022, que reduziu drasticamente o consumo energético da rede e abriu caminho para melhorias de escalabilidade, como sharding e integração com soluções de Layer 2 (Optimism, Arbitrum, Base).

Em setembro, durante a Japan Developer Conference, Vitalik Buterin apresentou um novo roadmap para o protocolo. As metas incluem ampliar a interoperabilidade, reduzir o tempo de finalização de blocos, aumentar em até 10 vezes a usabilidade e o desempenho da rede até 2025 e expandir a privacidade on-chain por meio de provas de conhecimento zero. A longo prazo, o plano prevê ainda resistência quântica e verificação formal, medidas que reforçam a segurança e a robustez do Ethereum como infraestrutura central da Web3.

Outro sinal da sua força veio do mercado de stablecoins. Após meses atrás do Tron, o Ethereum recuperou a liderança como principal rede do USDT, atingindo US$80 bilhões em fornecimento. Com quase 1 milhão de transações diárias, o uso ativo da stablecoin mostra que o Ethereum continua sendo a infraestrutura preferida de instituições e usuários para pagamentos, liquidações e operações em DeFi, mesmo diante das taxas mais baixas oferecidas por concorrentes como Tron. Essa reversão reforça a dominância do ETH no ecossistema e fortalece a tese de valorização do token, já que maior atividade on-chain gera mais demanda por ETH como “combustível” da rede.

No campo técnico, o ativo sofreu uma correção, rompendo os US$4,3 mil e invalidou a formação de triângulo equilátero, um padrão gráfico que sinalizava consolidação antes de uma possível alta. Com isso, o ativo passou a testar o suporte crucial em US$4 mil.

Dessa maneira, as regiões de US$4,5 mil e US$4,8 mil despontam como resistências-chave para a retomada do viés altista. 

No entanto, mesmo estando em um momento de retração, o Ethereum segue sendo um ativo essencial para qualquer portfólio. Como a Layer 1 programável líder do mercado, ele sustenta o ecossistema de finanças descentralizadas e inovação cripto, posicionando-se entre os tokens com maior potencial estratégico de valorização no médio e longo prazo. Apesar da correção atual, o ETH permanece fundamentalmente e tecnicamente sólido. 

As mudanças em andamento, do fortalecimento da escalabilidade às melhorias de privacidade e à retomada da dominância no mercado de stablecoins, reforçam sua relevância e devem ampliar a demanda pelo token. Assim, o Ethereum continua sendo não apenas uma aposta importante para outubro, mas também para todos que desejam uma carteira sólida.

Solana (SOL)

A Solana é uma blockchain de primeira camada (Layer 1) lançada em 2020 com o objetivo de oferecer uma rede altamente escalável, rápida e de baixo custo. Criada por Anatoly Yakovenko, diferencia-se pela capacidade de processar milhares de transações por segundo com taxas mínimas, graças à combinação do Proof of Stake (PoS) com o inovador Proof of History (PoH), um “relógio criptográfico” que organiza as transações antes da validação e aumenta a eficiência do sistema.

Esse modelo consolidou a Solana como uma das blockchains mais rápidas do mercado, atraindo projetos de DeFi, NFTs, stablecoins, jogos blockchain e micropagamentos. O token SOL, por sua vez, funciona como combustível da rede, sendo utilizado no pagamento de taxas e no staking, com parte das taxas queimada, o que confere ao ativo um caráter deflacionário.

Nos últimos meses, a Solana também vem se destacando como ponte entre o mercado tradicional e o universo cripto. A Forward Industries (NASDAQ: FORD), empresa norte-americana de design e fabricação de produtos eletrônicos e soluções de tecnologia para o varejo e o setor médico, anunciou a tokenização de suas ações na rede em parceria com a fintech Superstate, permitindo que investidores convertam papéis tradicionais em tokens digitais para negociação 24/7 com liquidação quase instantânea.

Mais do que isso, esses ativos tokenizados poderão ser integrados ao ecossistema da Solana, com protocolos como Drift, Kamino e Jupiter Lend já se preparando para aceitá-los como colateral em operações de crédito descentralizadas. Esse avanço posiciona a Solana como infraestrutura estratégica para a tokenização de ativos tradicionais, tendência capaz de atrair novos fluxos institucionais e ampliar a demanda por SOL.

O fortalecimento do ecossistema também foi impulsionado pela Raiku, startup que captou US$13,5 milhões em rodadas de investimento com fundos como Pantera Capital, Jump Crypto e Lightspeed Faction. A empresa desenvolve soluções para viabilizar transações garantidas na Solana, assegurando confirmações previsíveis mesmo sob congestionamento da rede. Ao coordenar o espaço de blocos com validadores, a Raiku busca resolver um dos principais desafios técnicos da blockchain, contando inclusive com apoio do próprio Yakovenko, o que aumenta a competitividade da Solana como base confiável para aplicativos avançados de DeFi.

Além dos avanços técnicos, a Solana conquistou espaço também no campo regulatório e institucional. A aprovação pela SEC do ETF do Índice de Criptoativos Hashdex Nasdaq EUA permite que o fundo inclua o SOL ao lado de Bitcoin e Ethereum, ampliando sua exposição regulada a investidores institucionais. Esse marco fortalece a legitimidade da Solana no mercado tradicional e tende a potencializar a demanda pelo token no médio e longo prazo.

Do ponto de vista técnico, segundo o portal Brave New Coin, a Solana permanece em uma zona desafiadora, com US$224 testados diversas vezes sem rompimento, o que levanta dúvidas sobre a força do movimento altista. O suporte em US$ 200 é o ponto-chave: caso seja mantido e a resistência seja superada, o cenário para a previsão de preço da Solana em 2025 permanece positivo.

Com a crescente integração institucional e um ecossistema em expansão, a Solana combina velocidade, inovação e legitimidade regulatória. Esses fatores sustentam seu potencial de valorização no médio e longo prazo, motivo pelo qual a incluímos em nossa lista de criptomoedas para acompanhar em outubro.

Chainlink (LINK)

A Chainlink é uma rede descentralizada de oráculos criada em 2017 por Sergey Nazarov e Steve Ellis para resolver uma das maiores limitações das blockchains: a incapacidade de acessar dados externos de forma nativa. Ao atuar como uma ponte segura entre contratos inteligentes e informações do mundo real, tornou-se indispensável para aplicações que dependem de dados confiáveis, como liquidações em protocolos DeFi, seguros descentralizados e a manutenção da paridade de stablecoins.

Esse papel central vem sendo reforçado por integrações estratégicas. A Worldchain, rede de Layer 2 com mais de 35 milhões de usuários, adotou o CCIP (Cross-Chain Interoperability Protocol) para habilitar transferências seguras de WLD entre blockchains, além de integrar o Chainlink Data Streams, que fornece dados de mercado em tempo real e permite o desenvolvimento de aplicações DeFi mais seguras e eficientes. Essas soluções ampliam a utilidade da Chainlink e consolidam sua posição como infraestrutura essencial para interoperabilidade e mercados cross-chain.

No campo institucional, a Caliber (NASDAQ: CWD) investiu US$4 milhões em LINK, tornando-se a primeira empresa listada na Nasdaq a adotar uma estratégia de tesouraria focada no token. Esse movimento oferece aos acionistas acesso regulado ao potencial de valorização e de rendimento via staking, ao mesmo tempo em que simboliza uma aposta de longo prazo na tokenização de ativos reais e na expansão da infraestrutura DeFi, áreas onde a Chainlink já desempenha papel protagonista.

Outro avanço importante foi a integração da Chainlink à Canton Network, blockchain institucional apoiada por gigantes como Microsoft, Goldman Sachs e BNP Paribas. A parceria levou ferramentas como Data Streams, Proof of Reserve e o CCIP para dentro do ecossistema e posicionou a Chainlink Labs como Super Validador, fortalecendo a segurança e a interoperabilidade e abrindo caminho para casos de uso em larga escala que unem finanças tradicionais e descentralizadas.

No campo técnico, segundo o portal Coingape, o LINK está em ponto decisivo: após formar um fundo duplo em US$21, o token chegou a subir 17% até US$25,6 antes de recuar. Agora, um rompimento acima de US$25,20 pode abrir espaço para ganhos de até 28%, mirando US$27,86, enquanto a defesa da zona de demanda segue essencial para evitar nova pressão vendedora.

Ao unir fundamentos sólidos, crescente validação institucional e uma estrutura técnica favorável, a Chainlink potencializa a funcionalidade das próprias camadas 1, servindo como elo entre dados do mundo real e os ecossistemas blockchain. Por ser uma infraestrutura indispensável à expansão do mercado cripto, colocamos a Chainlink em nossa lista de criptomoedas para acompanhar em outubro.

Stellar (XLM)

A Stellar é uma blockchain de primeira camada lançada em 2014 por Jed McCaleb, cofundador da Ripple, e Joyce Kim, com a missão de tornar os pagamentos globais mais rápidos, baratos e acessíveis. Seu foco sempre esteve na inclusão financeira, principalmente para populações sub-bancarizadas e regiões com infraestrutura financeira limitada. 

Para isso, utiliza o Stellar Consensus Protocol (SCP), um mecanismo de validação distribuído que não depende de mineração. Esse modelo garante transações em segundos com taxas mínimas, tornando a rede atrativa para remessas internacionais, micropagamentos e integração com bancos e fintechs.

Nos últimos meses, a Stellar vem se fortalecendo por meio de integrações estratégicas. A rede ganhou destaque com a adoção do PayPal USD (PYUSD), ampliando a interoperabilidade entre blockchains e acelerando a tokenização de ativos em escala global. 

Também apresentou o Meridian Pay, voltado para simplificar operações com stablecoins, e o token USDY, que expande a tokenização em sistemas financeiros. Já em setembro, a Circle lançou na Stellar a versão 2 do Cross-Chain Transfer Protocol (CCTP), permitindo transferências de USDC entre a rede e outras 15 blockchains, como Ethereum, Solana e Base, sem necessidade de conta na Circle. A atualização amplia a programabilidade para desenvolvedores e reforça a posição da Stellar como peça-chave no ecossistema de stablecoins e na expansão da interoperabilidade blockchain.

No campo regulatório, a Stellar (XLM) também foi incluída no ETF do Índice de Criptoativos Hashdex Nasdaq EUA, ao lado de Bitcoin, Ethereum, Solana e XRP. Essa participação amplia sua exposição ao mercado institucional, reforçando sua relevância como infraestrutura voltada a pagamentos globais e à tokenização regulada de ativos.

Do ponto de vista técnico, segundo o portal The Tradable, o XLM negocia em torno de US$ 0,3566 após um período de consolidação, com suporte firme em US$0,33 que pode servir de base para uma nova pernada de alta. Um rompimento acima de US$0,50 confirmaria um padrão altista clássico de reversão, abrindo espaço para alvos em US$0,64, US$0,75, US$0,85 e até US$1,00.

Ao combinar velocidade e baixo custo com integrações estratégicas de stablecoins, apoio institucional crescente e uma estrutura técnica favorável, a Stellar reforça sua posição como infraestrutura essencial para o futuro dos pagamentos digitais e da tokenização de ativos. Por esses motivos, a XLM está entre as criptomoedas que destacamos em nossa lista para outubro.

O jeito mais seguro e prático de comprar cripto
Abra sua conta e invista agora
Cadastre-se
Tags deste artigo
Autor
Redação Coinext
Conteúdos preparados por especialistas em criptomoedas. A equipe da Coinext conta com nomes importantes e com conhecimento para passar as melhores informações sobre Bitcoin e outros principais criptoativos.
Artigos relacionados
Baixe o app Coinext
Criptos com máxima segurança
5-star rating
100k+
Baixe o app Coinext
Criptos com máxima segurança
5-star rating
100k