Como criar NFT: guia completo para iniciantes

Quer saber como criar um NFT? Descubra as melhores formas de produzir NFTs de formas simples e segura e como vender arquivos virtuais. Clique e saiba mais!

Redação Coinext
Última atualização:
7/4/2026
NFT
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Os NFTs (Non-Fungible Tokens) transformaram a forma de negociar ativos digitais e, embora o mercado tenha passado por uma fase de euforia e correção desde 2021, a tecnologia continua ativa e relevante para criadores, colecionadores e desenvolvedores.

Se você quer entender o que é um NFT, como criar o seu do zero, quanto custa e quais são as melhores plataformas para vender, este guia cobre tudo isso, com a visão atualizada de 2026.

O que é NFT?

NFT é a sigla para Non-Fungible Token (token não fungível). “Não fungível” significa insubstituível, ou seja, algo que não pode ser trocado por outro item idêntico porque é único por natureza.

Na prática, um NFT é um certificado de propriedade digital registrado em uma blockchain. Ele comprova que você é o dono de um ativo digital específico, seja uma imagem, um vídeo, uma música, um item de jogo ou qualquer outro tipo de arquivo.

O NFT é o certificado de posse, não o arquivo em si. Qualquer pessoa pode visualizar ou baixar uma imagem, mas apenas o detentor do NFT tem a propriedade verificada e registrada na blockchain.

Os NFTs podem representar:

  • Obras de arte digital e ilustrações;
  • Músicas e vídeos;
  • Itens colecionáveis e cards;
  • Itens utilizáveis em jogos blockchain;

Ativos no metaverso e contratos tokenizados do mundo real. Ainda está com dúvida sobre o que é NFT? Assista ao vídeo abaixo e entenda todos os detalhes.

Como está o mercado de NFTs em 2026?

Antes de criar ou investir em NFTs, é importante entender o contexto atual do mercado, que é bem diferente do pico de 2021.

O volume total de transações de NFTs caiu para US$5,5 bilhões em 2025, uma queda de aproximadamente 37% em relação a 2024. O valor de mercado total dos NFTs recuou de cerca de US$ 9 bilhões para aproximadamente US$2,4 bilhões.

Isso não significa que o setor morreu, significa que ele amadureceu e se tornou mais seletivo. O mercado está entrando em uma fase mais racional e estruturada, com plataformas como OpenSea, Blur, Magic Eden e Rarible seguindo estratégias de crescimento distintas.

O que mudou na prática:

  • A especulação diminuiu: o hype de comprar qualquer NFT esperando valorização rápida praticamente acabou;
  • Projetos com utilidade real se destacam: NFTs ligados a jogos, comunidades, eventos e acesso exclusivo tendem a ter mais demanda;
  • A concentração aumentou: entre mais de 1.700 projetos de NFT, apenas 6 atingiram volume de negociação na casa dos milhões de dólares semanalmente.

Criar NFTs ainda faz sentido, especialmente para artistas, músicos e criadores de conteúdo que querem monetizar seu trabalho diretamente. Mas as expectativas precisam ser ajustadas à realidade do mercado atual.

O que é necessário para criar um NFT?

Você não precisa saber programar para criar um NFT. O processo exige apenas 4 elementos:

  1. Uma carteira digital compatível: como a MetaMask (para Ethereum) ou Phantom (para Solana). A carteira é o seu “endereço” na blockchain e onde seus NFTs ficam armazenados;
  2. Uma pequena quantidade de criptomoedas: para pagar as taxas de criação (chamadas de gas fees). As principais redes são Ethereum (ETH), Solana (SOL) e Polygon (MATIC);
  3. Uma conta em um marketplace de NFTs:  como OpenSea, Rarible ou Magic Eden;
  4. O arquivo que você quer tokenizar: imagem, vídeo, áudio, GIF ou qualquer outro formato digital suportado pela plataforma.

Importante: a rede que você escolhe define onde seus NFTs podem ser negociados. Ethereum tem maior liquidez e reputação, mas taxas mais altas. Solana oferece taxas muito menores e confirmações rápidas. Polygon é uma alternativa ao Ethereum com custos reduzidos.

Quanto custa criar um NFT?

O custo varia bastante dependendo da rede e do marketplace escolhido:

Os valores das taxas variam conforme a demanda da rede em cada momento. Em períodos de congestionamento do Ethereum, as taxas podem subir significativamente. A atualização para o Ethereum 2.0 teve como objetivo justamente otimizar transações e reduzir custos ao longo do tempo.

Alguns marketplaces de NFT como o OpenSea oferecem a opção de “lazy minting”, o NFT só é efetivamente registrado na blockchain quando alguém o compra, eliminando o custo inicial para o criador.

Passo a passo para criar um NFT no OpenSea

O OpenSea continua sendo o marketplace mais utilizado do mundo, detendo mais de 40% do volume de negociação do mercado, com mais de 610.000 carteiras ativas por mês. Veja como criar seu primeiro NFT:

1. Configure sua carteira

Instale a MetaMask como extensão no navegador ou pelo app. Crie sua carteira, anote a frase de recuperação em local seguro e adquira uma pequena quantidade de ETH pela Coinext para cobrir as taxas iniciais.

2. Acesse o OpenSea e conecte sua carteira

Entre em opensea.io, clique em “Login” no canto superior direito e conecte sua MetaMask. O OpenSea reconhece automaticamente sua carteira.

3. Crie uma coleção

Clique em “Criar” → “Criar uma coleção”. Defina nome, descrição e imagem de capa. As coleções funcionam como pastas que organizam seus NFTs.

4. Faça o mint do seu NFT

Dentro da coleção, clique em “Adicionar item”. Faça o upload do arquivo (imagem, vídeo, áudio ou 3D), dê um nome, adicione a descrição e defina propriedades e raridade se quiser. Confirme a operação na sua MetaMask.

5. Liste para venda

Após criar, clique em “Vender” e defina o preço (valor fixo ou leilão) e a duração da listagem. Pronto — seu NFT está disponível para compra.

Como criar um NFT pelo celular?

Sim, é possível criar NFTs pelo smartphone. O OpenSea tem aplicativo disponível para iOS e Android, com as mesmas funcionalidades da versão web. O processo é idêntico — basta conectar sua carteira pelo app e fazer o upload do arquivo pelo celular.

Para quem quer uma experiência ainda mais simples no mobile, plataformas como Rarible e Mintable também oferecem interfaces amigáveis para criação de NFTs diretamente pelo smartphone.

Quais os principais marketplaces de NFT em 2026?

Além do OpenSea, existem outras plataformas relevantes dependendo do seu objetivo. Confira nossa lista completa dos principais marketplaces de NFT:

  • OpenSea: maior marketplace em volume e número de usuários. Suporta Ethereum, Polygon e Solana. Taxa de 2,5% por venda. Ideal para iniciantes e para qualquer tipo de NFT;
  • Blur: plataforma voltada para traders profissionais, com foco em velocidade e liquidez. É o segundo maior marketplace, com aproximadamente 23% do volume de mercado. Menos adequado para quem está começando;
  • Magic Eden: referência para NFTs em Solana e jogos blockchain. Detém cerca de 7,7% do mercado e é a melhor opção para quem opera na rede Solana;
  • SuperRare: marketplace curado para arte digital de alto valor. Cada obra passa por aprovação antes de ser listada. Taxa de 15% nas vendas primárias, com 10% de royalties para o criador nas vendas secundárias;
  • Rarible: plataforma amigável para iniciantes, com recursos educativos e governança baseada em token. Permite até 50% de royalties em vendas secundárias.

É possível vender NFTs e lucrar?

Sim — mas com expectativas realistas. A venda de NFTs acontece pelos próprios marketplaces, utilizando smart contracts para processar as transações automaticamente. Uma das vantagens estruturais dos NFTs é que o criador pode configurar royalties — uma porcentagem que recebe automaticamente toda vez que o NFT é revendido no mercado secundário, geralmente entre 5% e 10%.

Exemplos reais de vendas bem-sucedidas incluem a fotógrafa Kate Woodman, que vendeu uma foto NFT por mais de US$ 20 mil, e a artista canadense Krista Kim, que negociou a “Mars House” — a primeira casa NFT do mundo — por mais de US$ 500 mil.

No entanto, essas histórias representam a exceção, não a regra. A grande maioria dos NFTs criados hoje tem volume de venda baixo ou nulo. O sucesso depende da comunidade construída ao redor do projeto, da qualidade do trabalho e da divulgação consistente nas redes sociais e no metaverso.

Vale a pena investir em NFTs em 2026?

Depende do que você entende por “investir em NFTs”.

Para criadores: criar e vender NFTs ainda é uma forma legítima de monetizar trabalho digital. A tecnologia permite receber pagamentos diretamente dos compradores, sem intermediários, e ganhar royalties em revendas futuras via smart contracts. Faz sentido para artistas, músicos e criadores de conteúdo que têm audiência.

Para colecionadores e especuladores: o mercado está muito mais seletivo. A estratégia de comprar qualquer NFT esperando valorização rápida praticamente não funciona mais. Quem ainda encontra oportunidades são investidores experientes focados em projetos com utilidade real e comunidades ativas.

Antes de qualquer investimento em NFTs, vale entender o ecossistema mais amplo das criptomoedas — carteiras, blockchain, taxas e smart contracts. Uma boa base nesse universo é o ponto de partida para qualquer estratégia no setor de NFTs.

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