O que é o PIX e o que isso muda no mercado cripto

O PIX é o novo sistema de pagamentos instantâneos do Brasil. Com ele, traders de criptomoedas poderão fazer saques e depósitos instantâneos de corretoras.

Redação Coinext
Última atualização:
19/3/2026
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O PIX é o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil, lançado em novembro de 2020. Com funcionamento 24 horas por dia, 7 dias por semana, ele revolucionou a forma como brasileiros transferem dinheiro, e também abriu novas possibilidades para quem investe em criptomoedas. Hoje, traders podem fazer depósitos e saques em corretoras em tempo real, sem depender de horário bancário.

Quer saber tudo sobre o PIX? Confira o texto que preparamos para você. 

O que é o PIX?

O PIX é um meio de pagamento instantâneo desenvolvido pelo Banco Central do Brasil (Bacen). Ele utiliza o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), que conecta bancos, fintechs e cooperativas de crédito ao Bacen por meio do DICT — o Diretório de Identificadores de Contas Transacionais, onde as chaves PIX são registradas.

Ao contrário do TED e do DOC, modalidades encerradas em 2024, o PIX funciona sem restrição de horário ou dia, e o valor cai na conta do destinatário em segundos.

Diferente do blockchain usado em criptomoedas, o PIX é um sistema centralizado, controlado pelo Bacen, que usa criptografia avançada e certificados digitais para garantir a segurança das transações.

Por que o PIX foi criado?

Para quem acompanha o mercado financeiro no Brasil, o PIX não é exatamente uma novidade. Desde 2013, quando foi publicado o primeiro Relatório de Vigilância do Sistema de Pagamentos Brasileiro, o Banco Central já trabalhava para aumentar a competitividade no setor financeiro e viabilizar pagamentos instantâneos com acesso mais amplo da população.

O contexto que motivou essa iniciativa é importante de entender:

  • Em 2019, pelo menos 45 milhões de brasileiros eram desbancarizados, movimentando cerca de R$817 bilhões por ano fora do sistema bancário formal;
  • Os cinco maiores bancos concentravam 83,4% dos depósitos do país, o que limitava a concorrência e mantinha tarifas elevadas;
  • Cada brasileiro gastava, em média, R$159,38 só com tarifas de TED e DOC naquele ano, chegando a R$ 900 quando somadas todas as cobranças bancárias.

O primeiro passo concreto veio em 2018, quando o Banco Central formou um grupo de trabalho específico para planejar o sistema. Em novembro de 2020, o PIX foi oficialmente lançado.

Quais são as vantagens do PIX?

As principais vantagens do Pix, envolvem:

Pagamentos instantâneos 24/7

O PIX funciona todos os dias do ano, inclusive sábados, domingos e feriados. Os valores ficam disponíveis para o recebedor em poucos segundos.

Facilidade de uso

As transações são feitas por meio de uma chave identificadora — que pode ser CPF, CNPJ, e-mail, número de telefone ou uma chave aleatória. Basta informar a chave do destinatário, confirmar o valor e pronto.

Sem custo para pessoa física

Para pessoas físicas, o PIX é gratuito. Para pessoas jurídicas, as tarifas existem, mas são menores do que as cobradas em outros meios de pagamento.

Inclusão financeira

Desde seu lançamento, o PIX contribuiu para a bancarização de mais de 70 milhões de pessoas no Brasil.

Versatilidade

É possível realizar pagamentos:

  • Entre pessoas;
  • Entre pessoas e empresas;
  • Entre empresas;
  • Entre pessoas ou empresas e governos;

Como usar o PIX na prática?

Existem quatro formas de pagar ou receber via PIX:

  • Chave PIX: cada conta pode ter uma chave única (CPF, e-mail, telefone ou chave aleatória). Se você tiver contas em bancos diferentes, precisará de uma chave distinta para cada uma;
  • QR Code estático: usado para múltiplas transações, com valor fixo ou definido pelo pagador;
  • QR Code dinâmico: ideal para compras, pois pode conter informações diferentes a cada transação;
  • Dados bancários: assim como no TED, é possível transferir informando agência, conta e titularidade;
  • Aproximação (NFC): tecnologia já disponível em celulares e maquininhas, com expectativa de integração crescente ao PIX.

PIX, TED e DOC: quais as diferenças?

Antes do PIX, as principais modalidades de transferência eram o TED e o DOC. Ambas foram encerradas em 2024 — o DOC em janeiro e o TED em fevereiro — justamente pela popularização do novo sistema.

Veja como se comparavam:

  • TED: crédito no mesmo dia, em horário bancário, apenas em dias úteis;
  • DOC: crédito no dia seguinte, com valor máximo de R$ 4.999,99, apenas em dias úteis;
  • PIX: disponível 24/7, sem limite mínimo, sem restrição de dia ou horário, com crédito em segundos.

PIX e criptomoedas: qual a relação?

O mercado de criptomoedas funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana. Antes do PIX, isso criava um problema real para investidores: depósitos feitos próximos às 17h ou após esse horário só eram processados no próximo dia útil. Fins de semana e feriados travavam completamente os aportes em reais — justamente quando o mercado podia estar em movimento.

Com o PIX, esse obstáculo foi eliminado. Agora é possível depositar reais em corretoras de criptomoedas a qualquer momento, aproveitando oportunidades em tempo real.

Além disso, a integração entre PIX e cripto evoluiu rapidamente. Desde maio de 2025, por exemplo, a Binance permite pagamentos via PIX usando mais de 100 criptomoedas — incluindo Bitcoin, Ethereum e Solana — por meio do Binance Pay. E plataformas como a EtherFi lançaram soluções que permitem usar criptoativos como garantia para transações instantâneas em reais, sem precisar vender os ativos.

PIX é o primeiro passo para uma moeda digital brasileira?

Possivelmente. O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, chegou a afirmar que "o PIX é um pilar fundamental" nessa direção. E o DREX — o Real Digital em desenvolvimento pelo Bacen — já aponta para uma infraestrutura baseada em blockchain, com potencial de integração direta com plataformas cripto e protocolos DeFi.

Nesse cenário, instrumentos como o PIX, o Drex, as stablecoins e as CBDCs caminham juntos para reduzir a fricção entre o sistema bancário tradicional e o universo cripto — algo especialmente relevante para quem investe em ativos digitais no Brasil.

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