
Este artigo é atualizado semanalmente às quartas-feiras para trazer a análise técnica do Bitcoin e do mercado de criptomoedas. Você sempre verá:
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Às vésperas do Ano Novo Chinês (17), fevereiro segue marcado por volatilidade nos mercados acionários e no setor cripto. O S&P 500 sofreu uma correção rápida, mas permanece resiliente acima de suportes importantes e volta a desafiar a região dos 7 mil pontos. Já o mercado cripto mantém comportamento descorrelacionado das bolsas e do ouro, com novas rejeições em níveis técnicos relevantes.
Nos Estados Unidos, os dados do setor de serviços continuam apontando expansão, ainda que em ritmo mais moderado. A folha de pagamentos surpreendeu ao vir cerca de 300% acima das expectativas, enquanto o sentimento do consumidor apresentou leve melhora. A taxa de desemprego recuou pelo segundo mês consecutivo, atingindo 4,3% em janeiro.

Diante desse conjunto de indicadores, cresce a discussão sobre uma possível retomada mais consistente do otimismo nos mercados. Ainda assim, a expectativa de um novo corte de juros já em março dobrou em relação à semana anterior, aproximando-se de 20% de probabilidade para a próxima reunião.

Apesar do estresse político interno e das recentes tensões geopolíticas — incluindo os ruídos no Oriente Médio e a chamada “crise da Groenlândia”, que perderam força nas últimas semanas — surge a pergunta: estaria o mercado acionário pronto para retomar a trajetória de alta?
Com parte dos riscos já precificados e o foco retornando aos dados macroeconômicos, especialmente emprego e inflação, o apetite por risco pode ganhar novo fôlego. A questão central agora é se os fundamentos econômicos serão suficientes para sustentar o movimento ou se novos choques voltarão a testar a resiliência dos índices.
Confira o que movimentou os mercados no campo macroeconômico:
O Índice de Medo e Ganância retorna à zona de neutralidade, refletindo um mercado dividido entre ruídos políticos internos — com risco de shutdown pontual em alguns setores — e a euforia sustentada pelos dados econômicos recentes. O resultado é um ambiente híbrido, em que pressão institucional e apetite por risco convivem lado a lado.

No câmbio, o DXY rejeita a principal resistência em 97,943 pontos. A percepção de que a nomeação de Kevin Warsh não representa, necessariamente, um viés pró-dólar reduziu a força da moeda americana. Com isso, cresce a expectativa de movimento em direção aos 95 pontos ao longo de fevereiro, o que tende a favorecer ativos de risco, incluindo o S&P 500.

Após os dados positivos de emprego, o foco do mercado se volta para a sexta-feira (13), com a divulgação do CPI e do Core CPI. Os números de inflação serão determinantes para confirmar a narrativa de desinflação gradual ou reacender dúvidas sobre o ritmo dos próximos cortes de juros nos Estados Unidos.
Na China, a balança comercial oferecerá um termômetro importante sobre a dinâmica do comércio global, especialmente diante das tensões tarifárias e das incertezas no setor de energia.
(14) – Sábado
• Balança Comercial (jan)
(10) – Terça-feira
• Vendas no Varejo – mensal (dez)
(11) – Quarta-feira
• Taxa de Desemprego (jan)
• Folha de Pagamentos Não Agrícola (Payroll – jan)
(13) – Sexta-feira
• Inflação (CPI) – mensal e anual (jan)
• Núcleo da Inflação (Core CPI) – mensal e anual (jan)**
O índice completa 80 dias com fechamentos semanais acima de 6.815 pontos, sinalizando que a tendência estrutural ainda é positiva, embora em tom de cautela. A incapacidade de romper de forma consistente a região dos 7 mil pontos mantém o risco de correções caso surjam eventos sistêmicos ou ruídos macroeconômicos relevantes.

O mercado cripto segue pressionado, com fevereiro ampliando as perdas bilionárias do setor. A capitalização total agora oscila abaixo da tendência mensal, localizada em torno de US$2,26 trilhões, sinalizando enfraquecimento estrutural no curto prazo.
E para a retomada da alta?. Do ponto de vista técnico, um fechamento acima de US$2,33 trilhões é o primeiro passo para conter a aceleração da queda. No entanto, apenas a superação consistente da região de US$2,85 trilhões devolveria ao mercado a probabilidade de uma nova pernada de alta no curto prazo.

No mercado à vista, os ETFs iniciam a segunda semana de fevereiro com fluxo praticamente neutralizado. As entradas e saídas ao longo do movimento de queda acabam se compensando, reduzindo o impacto líquido sobre o preço do Bitcoin. Esse equilíbrio reforça o cenário de indecisão, com investidores institucionais ainda sem convicção clara para aumentar exposição ou realizar desinvestimentos mais agressivos.

O Bitcoin segue preso na parte superior da faixa de preços do atual Bear Market, enquanto fevereiro começa com um viés mais construtivo para a economia americana. A questão central é se esse ambiente macro mais otimista será suficiente para sustentar o BTC ou se novos ruídos poderão pressionar ainda mais o ativo.
Do ponto de vista técnico, a invalidação do cenário corretivo exige um fechamento semanal acima de US$73 mil, com manutenção desse nível até o início de março. Sem essa confirmação, a estrutura segue frágil.
Nos dados de futuros e no mercado à vista, os próximos sete dias sugerem lateralização e enfraquecimento da força compradora, com dificuldade para recuperar rapidamente a região dos US$73 mil.
No curto prazo, o suporte imediato está em US$65 mil, enquanto US$61,5 mil representa o centro do intervalo atual e tende a funcionar como zona de defesa inicial. Caso não haja reação consistente no primeiro suporte, o mercado pode buscar novamente os US$ 61,5 mil como ponto de reorganização antes de qualquer tentativa mais sólida de superação das resistências locais.

O mercado de opções sugere um viés mais construtivo para fevereiro. O nível de max pain, ponto em que a maior parte dos contratos expira sem valor, está projetado em US$ 75 mil para o dia 13 e em US$ 88 mil para o vencimento do dia 27. Esses patamares indicam zonas de interesse relevantes e podem atuar como forças de atração para o preço ao longo do mês.

A dominância do Bitcoin permanece abaixo do ponto de controle, sinalizando perda relativa de força frente ao restante do mercado. Ao mesmo tempo, a queda acentuada nas altcoins pode indicar um esgotamento vendedor, abrindo espaço para um possível rally de bear market no curto prazo.
Com o BTC acumulando retração próxima de 50% nos últimos meses, a leitura de risco começa a se transformar em análise de oportunidade nas altcoins. Uma confirmação viria com um repique consistente do Bitcoin acima de US$ 71,6 mil, o que aumentaria as chances de alívio e recuperação mais ampla no setor.

O indicador das Top 50 altcoins contra o Bitcoin nos últimos 90 dias reforça a leitura de fraqueza relativa no setor. O capital segue concentrado, e as altcoins ainda não demonstram força estrutural consistente.
Ainda assim, surge a pergunta: pode haver espaço para um novo movimento favorável às altcoins em fevereiro? A janela parece estreita, mas repiques pontuais não estão descartados, especialmente se o BTC conseguir se sustentar acima dos US$74 mil. Esse patamar pode abrir espaço para rallies curtos e seletivos no mercado alternativo.

Após romper o suporte anual em US$2,2 mil, o Ethereum entrou em movimento corretivo e passou a oscilar próximo dos US$ 2 mil, que agora funciona como centro da faixa local de preços. Esse intervalo mais amplo se estende entre US$1,4 mil e US$2,87 mil, delimitando os principais extremos técnicos do momento.
Um rompimento consistente acima de US$ 2,2 mil dependerá, em grande parte, da recuperação do Bitcoin e da superação da região dos US$74 mil ao longo do mês. Caso esse cenário se confirme, o Ether poderá voltar a mirar a faixa dos US$2.873 como próximo objetivo técnico relevante.








