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O que é Bitcoin (BTC)

Afinal, o que é Bitcoin? Quanto ele vale hoje? Entenda tudo sobre esta criptomoeda, veja quem criou, como ela funciona e quais são as suas vantagens.

Redação Coinext

Bitcoin é uma moeda 100% digital, descentralizada e de aplicação mundial. Seu nome é a junção de bit - a unidade de informação dos computadores - e coin, que é moeda em inglês. 

Por ser uma moeda digital, o Bitcoin funciona de uma forma muito diferente das moedas tradicionais, como o Real ou o Dólar: não tem um Banco Central e não é administrada por ninguém. Em vez disso, graças à tecnologia blockchain, o Bitcoin é mantido por uma rede mundial de computadores interligados (chamados de nós), que são remunerados em bitcoins por isso. Essa recompensa é ajustada de forma a sempre manter a rede interessante para essas pessoas, e assim o Bitcoin nunca para. Como veremos, é esse mecanismo descentralizado que garante a segurança das transações e torna o Bitcoin tão inovador.

Quem criou essa criptomoeda

O Bitcoin foi criado em 2008, e publicada na internet por um indivíduo sob o pseudônimo de Satoshi Nakamoto. Mas ninguém sabe realmente quem ou quantas pessoas de fato criaram o Bitcoin. Não foi por falta de tentar: vários detetives, policiais e repórteres investigativos cruzaram o mundo à procura do criador da moeda, sem encontrar sequer um rastro. 

Como surgiu

Longe vai o ano de 1992, quando a recém-criada internet animava a todos e gerava um clima de otimismo a respeito dos avanços que ela traria para o futuro da humanidade. Enquanto isso, um grupo de cientistas da computação de Santa Cruz, Califórnia, estava mais preocupado com as consequências que o novo invento poderia trazer para a nossa privacidade e liberdade individual: afinal, a internet poderia abrir a porta para que governos, bancos e outras instituições controlassem a nossa vida se medidas de proteção de dados e privacidade não fossem tomadas.

Assim surgiu o que ficou conhecido como movimento Cypherpunk. O objetivo: criar mecanismos para garantir a privacidade na web por meio da programação, por acreditarem que aqueles que querem privacidade devem garanti-la por conta própria, em vez de esperar que governos, corporações e outras instituições grandes o façam. 

O sonho dos Cypherpunks era criar uma moeda digital que desse privacidade e anonimato às transações feitas pela internet. Afinal, quando você compra em uma loja online com o seu cartão de crédito ou faz uma TED para o seu amigo, tanto o governo quanto as instituições envolvidas sabem quanto você está enviando, para quem e, frequentemente, por que motivo. Ou seja, sem nenhuma privacidade.

A partir desse momento, várias tentativas de criar uma moeda digital surgiram. Todas fracassaram: as mais famosas, como o E-gold e o Digicash, chegaram aos grandes noticiários, apesar da vida curta.

Tudo mudou em 2008: naquele ano, um desconhecido sob o nome de Satoshi Nakamoto anuncia, na lista de e-mails dos Cypherpunks, a criação do Bitcoin: “um novo sistema de dinheiro eletrônico”.

Veja o White Paper original do Bitcoin neste link, em português.

Como minerar Bitcoin

Antes de explicar como os bitcoins são minerados, explicaremos por que o processo de criação de novas moedas é chamado de “mineração” e porque o Bitcoin é chamado por muitos de “Ouro Digital”.

Em primeiro lugar: porque existe um limite máximo de bitcoins que podem estar em circulação - 21 milhões - e espera-se que ele seja atingido em 2140, da mesma forma como o ouro e a prata são recursos não renováveis. 

Segundo, e o mais importante: o processo de criação de novos não é arbitrário, mas sim, segue um protocolo. É como se todos os 21 milhões de bitcoins já existissem, apenas não tivessem sido totalmente descobertos.

No início, quando apenas Satoshi e poucos entusiastas estavam interessados, minerar bitcoins era bastante simples: era só baixar o programa no seu computador e em pouco tempo você já teria gerado novos bitcoins. No entanto, quanto mais pessoas passaram a minerar, mais difícil ficou o processo.

Hoje, existem máquinas e empresas completamente dedicadas à mineração. Se quiser, você ainda pode baixar o programa – de graça – no site oficial do Bitcoin: https://bitcoin.org/pt_BR/download 

‍Novamente, temos aqui uma semelhança com a mineração do ouro: no começo, era fácil encontrá-lo na superfície; hoje, apenas a dezenas, centenas de metros de profundidade, e sua extração não apenas é altamente complexa como bastante dispendiosa. Não é coincidência: a mineração do bitcoin foi cuidadosamente desenhada para ficar mais difícil quanto maior for o número de nós na rede, de forma a manter um certo padrão de mineração ao longo do tempo. 

O processo de mineração consiste em os nós decifrarem uma função hash, e isso é muito mais complicado do que parece. O desafio é encontrar um número que, quando combinado com os dados do bloco e processado pela função, produz uma hash com um número pré-determinado de zeros na frente. Esse processo é tão difícil que a única forma de matar a charada é por tentativa e erro. Quanto maior o número de zeros na frente, mais difícil é esse processo; assim, o bitcoin ajusta a sua dificuldade de mineração colocando um zero a mais na frente.

Dificuldade crescente de mineração do Bitcoin
Dificuldade crescente da mineração do Bitcoin

Vantagens dessa criptomoeda

São inúmeras as vantagens do Bitcoin, mas vamos destacar as principais:

Preços da transação são muitos menores

Como não existe nenhum intermediário do processo além da própria rede de Bitcoins, os valores cobrados são muito menores do que os valores praticados por bancos e outras instituições tradicionais. 

O Bitcoin não depende de nenhuma instituição ou governo

Por ser uma rede de usuários mundiais, o Bitcoin não fica associado a nenhuma empresa ou governo. Uma transação nunca pode ser interrompida ou congelado e seus bens ficam acessíveis de qualquer lugar do mundo, sempre.

Privacidade total

Um pagamento com Bitcoins não depende de dados do seu cartão de crédito ou dados pessoais, que são possíveis de serem perdidos, roubados ou utilizados para transações não autorizadas. Para se utilizar o Bitcoin, é necessário apenas um endereço público do comprador e do vendedor. Com esse endereço, nenhuma pessoa é capaz de acessar a sua carteira.

Não Inflacionária

Diferentemente das moedas tradicionais, o Bitcoin é emitido em uma taxa fixa e decrescente. Isso quer dizer que a quantidade de Bitcoins disponível é limitada e podemos prever quando ela vai parar de ser emitida. Com isso o valor da moeda tem a tendência de valorizar ao longo do tempo, como um recurso escasso e muito demandado.

Não confiscável

Sua carteira de Bitcoins fica segura e acessível somente através de uma chave privada de acesso. Isso garante que nenhum banco vai poder cobrar taxas de serviço, ou que nenhum governo pode confiscar os seus bens. Somente você pode retirar Bitcoin de sua carteira.

Velocidade em transações internacionais e de grandes volumes

Enviar uma grande remessa de dinheiro para o exterior normalmente demora um longo período e ainda é extremamente taxado. O Bitcoin soluciona esse problema, enviando dinheiro para qualquer lugar do mundo de forma tão fácil quanto o envio de um e-mail.


Como comprar e vender Bitcoin

Muitos novos interessados acreditam que ao comprar bitcoins, segurá-lo por um tempo e depois vender, vão obter rendimentos. Acontece que o rendimento não é fixo, previsível ou estável. Pode ser que você compre um Bitcoin, segure-o por 100 dias e no final tenha prejuízo. No fim, o seu lucro sempre dependerá de comprar por um valor menor e vender um por um maior. O que não é previsível.

Alguns usuários chegam com a ideia de que o Bitcoin funcionaria como uma poupança: você deposita o dinheiro e depois é só voltar para fazer o resgate dos rendimentos. Ou seja, não entendem que após o depósito em uma corretora como a Coinext, é preciso comprar a criptomoeda. Além disso, depois de comprar, em algum momento você precisará vender para voltar a fazer reais. Ou seja, o investimento em Bitcoin e a obtenção de lucros se resume a: comprar criptomoeda com real, esperar valorizar e depois vender a criptomoeda transformando em real novamente.

Veja o tutorial de como comprar e vender bitcoins em vídeo utilizando nossa plataforma aqui. Caso você prefira ver em formato de texto, confira aqui o artigo que preparamos.

Como guardá-los

As carteiras de Bitcoin e outras criptomoedas são os locais em que esses ativos ficam armazenados. Carteiras são individuais e possuem um código próprio para que apenas o proprietário a acesse. Esse código é chamado de “Chave Privada”. É essa chave que permite que seus bitcoins fiquem seguros na sua carteira, já que para acessá-la é necessário ter esse código. Ou seja, a Chave Privada deve ser mantida segura pois ela permite acesso à sua carteira.

As carteiras são a origem e o destino nas transações de criptomoedas, em que você enviará e receberá seus ativos. Para isso, além da chave privada, sua carteira também terá uma “Chave Pública”, que é como o número da sua conta em um banco tradicional. Essa chave pública é usada para gerar códigos chamados de endereços, para outros usuários transferirem criptomoedas para sua carteira. Da mesma forma, para enviar os ativos da sua carteira para outro usuário, você precisará de um endereço gerado pela chave pública dele. Veja os tipos de carteiras

Carteira online

É o tipo de carteira que fica armazenada na nuvem. Assim, ela pode ser acessada de diferentes dispositivos, bastando ter uma conexão com a internet. Por esse motivo, ela é mais prática e bem conveniente. Corretoras como a Coinext são um exemplo dessa modalidade.

Carteira móvel (mobile wallet)

São carteiras que funcionam em um aplicativo no celular. Você baixa um aplicativo de carteira e mantém controle sobre seus ativos. É mais segura que uma carteira online. No entanto, os grandes riscos das carteiras móveis são problemas como a perda do celular. Além disso, como está em um dispositivo conectado à internet, é possível haver brechas de segurança.

Carteiras para computador (software wallet)

Assim como as de aplicativo para celular, a carteira para computador é um software baixado e instalado no PC que tende a ser mais segura que as online. No entanto, é importante manter sua máquina sempre atualizada, com antivírus e outras barreiras de segurança.

Carteira em hardware (hard wallet)

São pequenos dispositivos, normalmente no formato de pendrive, com uma porta USB. É mais segura por ser um dispositivo que está na maior parte do tempo offline, sem acesso à internet. Além disso, é bem prática, pois você pode plugá-la no computador, transferir seus ativos de várias plataformas e depois desconectá-la. 

Um dos pontos que pode ser negativo para algumas pessoas é o preço, pois tende a ser mais caro que outras opções. No entanto, é uma das opções mais seguras.

Carteiras em papel (paper wallet)

De longe, as carteiras de papel são a opção mais segura para armazenar seus ativos. Isso porque é uma cópia física da sua chave privada. Na prática, você terá escrito ou impresso em uma folha de papel suas chaves privadas e públicas, podendo inclusive ter os QRs Codes impressos.

O risco é você perder esse papel e não ter uma cópia. Por isso é sempre importante manter um backup seguro, como em um cofre.

Hot wallet ou cold wallet (carteira “quente” ou carteira “fria”)

São os termos usados para diferenciar as carteiras que estão online ou offline. Enquanto as hot wallets são conectadas à internet, ficando mais suscetíveis a ataques, as cold wallets ficam desconectadas da rede.

Como investir em Bitcoin

Como já dissemos, o investimento em Bitcoin é "concluído" quando você passar por um ciclo da compra à venda. Mas existem algumas maneiras de fazer isso. Vamos apresentar a seguir as mais comuns do mercado: Arbitragem, HODL e Trade.

Você vai perceber que toda compra ou venda pode ser considerada um trade. Mas o termo é comumente utilizado para nomear a estratégia de constantemente aproveitar as variações preço para comprar por um preço menor e vender por um maior.

Day Trading

É a estratégia de investimento de menor prazo. Como o nome já diz: você acompanha o mercado diariamente para fazer compras e vendas aproveitando as flutuações que acontecem no mesmo dia. Ao optar pelo Day Trade, você deve estar ciente de que tende a lucrar muito pouco nas operações, visto que as variações dentro do mesmo dia tendem a ser bem pequenas. Assim, mesmo que seja uma estratégia de curto prazo, rendimentos maiores podem vir caso você a repita por vários dias.

Como qualquer outra estratégia de trade, é importante você conhecer um pouco de análise gráfica para conseguir prever com maior assertividade os próximos movimentos. Também é importante saber que essa estratégia requer mais tempo dedicado, pois você precisará ficar de olho no mercado dentro de 24 horas.

Além disso, fique atento: dados mostram que 95% dos investidores que optam pelo Day Trade fracassam e perdem dinheiro.

Swing Trading (recomendada para iniciantes)

A lógica do swing trading é a mesma do Day Trading, diferenciando-se pela janela de tempo usado para fazer negociações. Enquanto no Day Trading esse tempo é de 24 horas, o do Swing Trading pode ser de dias, semanas ou até meses.

Enquanto no Day Trading você vai conseguir no máximo rendimentos de 1% a 3%, no Swing Trading esses ganhos tendem a ser bem maiores, pois pega um acumulado de oscilações.

Parte fundamental dessa estratégia é programar ordens do tipo limit ou stop. Assim você consegue definir um preço alvo de compra ou venda e garante que aproveitará a volatilidade. É interessante também ter conhecimento de análise gráfica para entender as tendências de movimentações futuras.

O canal do YouTube Criptomaníacos, parceiro da Coinext, que também possui um portal de conteúdo e sinais de criptomoedas, produz vídeos recorrentes com dicas de compra e venda, evidenciando tendências a partir de análises gráficas e histórico das moedas. Para quem está começando ou já é avançado, é uma ótima forma de entender o mercado sem ter que aprender a analisar por conta própria.

HODL (ou Hold)

Seja no mercado de ações tradicional ou no mundo das criptomoedas, cada investidor tem suas estratégias individuais. Alguns, como Warren Buffet – reconhecido mundialmente como o investidor mais bem-sucedido do mundo – preferem comprar seus ativos e guardá-los indefinidamente, ou por um prazo considerável. Dentre os criptoinvestidores, essa tática possui o nome de “HODL” (confira sua origem curiosa a seguir), e consiste basicamente em comprar criptomoedas e guardá-las por períodos longos, às vezes por anos, pelos mais diversos motivos.

Arbitragem

A arbitragem consiste em comprar um produto por um preço baixo em um local e vendê-lo a um preço maior em outro. Investidores de criptomoedas ao redor de todo o mundo aproveitam-se das diferenças nos valores de compra e venda entre as exchanges para lucrar, o que pode ser uma prática valiosa em especial durante tempos de volatilidade no preço.

A maneira mais simples de se realizar Arbitragem é o próprio investidor transferir suas criptomoedas de uma exchange para outra. Identificando uma oportunidade de compra por um preço baixo e venda por um preço maior, é só fazer a transferência a partir da exchange mais barata.

Essa atividade requer muita atenção, pois as variações de preço podem ser muito rápidas. Assim, o investidor deve monitorar quase constantemente o preço nas exchanges em que ele arbitra e, para isso, portais como o Biscoint, Cointrader Monitor e Bitragem são fundamentais.

Entenda mais sobre como interpretar um gráfico no artigo sobre análise de gráfico de criptomoedas: tendências, suportes e resistências.


Como é determinado o valor do Bitcoin

Agora que você viu, ainda que resumidamente, como o Bitcoin é controlado e criado, é hora de explicarmos como ele obtém valor.

Essa é uma das questões que mais gera dúvidas e até desconfiança sobre o Bitcoin: afinal, como algo que não é tangível pode obter valor? O ouro, o diamante, as commodities e até as notas de dinheiro são palpáveis e as pessoas compreendem sua função como um ativo. Mas você já parou para pensar o motivo do ouro, por exemplo, ser um ativo que tem valor? 

O ouro como ativo

A origem do valor do ouro está relacionada às propriedades físico-químicas que ele possui, que lhe conferem escassez, resistência e utilidades diversas, sendo a principal a de reserva de valor.

Escassez é uma característica fundamental de qualquer moeda, caso contrário, ela perde valor. É o que acontece quando governos emitem mais dinheiro e geram inflação. É o motivo, por exemplo, de não usarmos areia como moeda. Afinal, é um material encontrado em abundância.

Já a resistência é importante, dentre outras aplicações, para mantê-lo como uma reserva de valor. Imagine se você guarde o ouro e ele se decomponha. Você perderia dinheiro.

As mesmas propriedades físico-químicas que o tornam resistente, o tornam maleável sem perder suas características, tornando-o útil para diversos fins. Isso o torna perfeito para ser, por exemplo, reduzido em quantidades e formatos menores para ser transportado, trocado e negociado.

O Bitcoin como ativo

O Bitcoin, mesmo que artificial, reproduz virtualmente essas três características do ouro a partir da sua tecnologia:

Primeiro, ele é escasso. A criação de novos bitcoins é controlada no tempo e limitada em unidades. Como já mencionamos, quando chegar a 21 milhões de unidades mineradas, o algoritmo impedirá a criação de novos.

Além disso, a cada quantidade específica de itcoins criados, o prêmio pago aos mineradores reduz pela metade. Ou seja, ele cresce em ritmo cada vez mais lento. Assim, diferente dos governos que tendem a tornar suas moedas inflacionárias à medida que imprimem indefinidamente mais dinheiro, o Bitcoin torna-se deflacionário ao longo do tempo, visto que é conhecidamente limitado e cresce com menor velocidade.

O bitcoin, como o ouro, também é resistente. Não tratamos, claro, da resistência física, mas da sua capacidade de ser mantido seguro. Ou, melhor dizendo, sua imutabilidade. Exemplificando, não é possível “deletar” um bitcoin nem manipular a rede para que a quantidade existente diminua ou aumente segundo o desejo de alguém. Ele não é desgastado ao longo do tempo, não se decompõe e não se perde (a não ser que você perca seu endereço de carteira). Isso o torna perfeito como reserva de valor.

Já a utilidade também ter a ver com a tecnologia. A Blockchain permite o envio e recebimento de informações em curtíssimo espaço de tempo. Assim, sua utilidade tem a ver com a possibilidade de tornar informações confiáveis, seguras e rápidas.

Mas, pela lógica, você ainda pode pensar: “mas o dinheiro de papel não é resistente e mesmo assim é considerado um ativo de valor”. Aí é que entra um outro fator que torna o Bitcoin um ativo: a adoção em rede. Para explicar isso, vamos usar mais um exemplo do mundo “tangível”, o Dólar.

A questão do lastro

Quando criado, o Dólar era lastreado em ouro. Ou seja, quando você tinha uma nota de Dólar, o governo americano garantia que haveria uma quantidade de ouro equivalente. Inclusive, assim foi como surgiu a maioria das moedas. Acontece que, após a década de 70, o governo americano definiu que o dólar não mais seria lastreado em ouro. Como então a moeda manteria seu valor?

A manutenção do valor do dólar após a perda do lastro em ouro se explica pela adoção da moeda pela sociedade e pelos mercados. Sua consolidação como ativo não mais dependia do lastro, pois 1 dólar já era entendido, a partir do momento que a percepção do seu valor estava adotada, como 1 dólar. 

Parece muito teórico, não é mesmo? O que precisa estar claro para você aqui é que o valor de algo está diretamente relacionado a convenções da sociedade. Em 2010, por exemplo, foi realizada a primeira troca utilizando o bitcoin como moeda. Um programador pagou 10 mil bitcoins (hoje valeriam milhões) por uma pizza.

Conclusão

A partir do momento que se convenciona a utilização de alguns itens como ativos de valor por parte da sociedade, o movimento é irreversível e gradualmente tende a atingir mais abrangência.

O bitcoin, com suas características especiais próprias (como o ouro teve à sua época) resolve um problema antes não solucionado: confiança de transações sem passar por um ente centralizador. Em resumo, sua genuína escassez, utilidade, imutabilidade e adoção social, tornam o bitcoin um ativo valioso.

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