Tudo sobre EOS

A EOS é vista como uma das principais concorrentes da Ethereum, pois ambas oferecem soluções parecidas, com uma plataforma de blockchain capaz de descentralizar vários serviços por meio dos contratos inteligentes.

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O que é EOS

Redação Coinext

A EOS.IO é uma plataforma de blockchain que possui uma infraestrutura capaz de suportar e manter funcionando aplicativos descentralizados (dApps) e smart contratcs (contratos inteligentes). Dentro da plataforma EOS, existe o seu token, ou criptoativo, que também recebe a denominação de EOS. Ele foi criado, sobretudo, com o intuito de permitir o funcionamento da rede EOS, agindo como uma espécie de combustível da mesma, similar ao que acontece na rede Ethereum e o seu token Ether.

A EOS é vista como uma das principais concorrentes da rede Ethereum, pois ambas oferecem soluções parecidas, com uma plataforma de blockchain capaz de descentralizar outros serviços, por meio dos contratos inteligentes. Além disso, ambos os projetos desenvolveram criptomoedas, ou seja, seus tokens, especialmente para manter a rede funcionando, por meio da participação dos usuários. Em relação à Ethereum, o grande diferencial da rede EOS é sua habilidade de escalar os serviços, tanto no desenvolvimento de novos aplicativos descentralizados, quanto na quantidade de transações por segundo que a rede suporta, sem precisar cobrar taxas.

Apesar de, inicialmente, o token da rede EOS ter sido criado com o intuito de possibilitar que a mesma existisse e continuasse funcionando, acabou por adquirir características de um criptoativo passível de investimento, ou seja, podendo ser comprado e vendido por outras moedas e funcionando como reserva de valor.

Com pouco tempo de existência, a rede EOS trouxe muita inovação e melhorias para o universo cripto. Com um montante superior a $7.66 bilhões de dólares em capitalização de mercado até a publicação deste artigo, a criptomoeda EOS já vem demonstrando ser uma altcoin promissora e conquistou seu devido lugar na carteira dos investidores.

Como surgiu

A primeira versão da rede EOS foi lançada em 2017 por uma empresa chamada block.one, fundada por Dan Larimer e Brendan Bloomer. Inicialmente a rede funcionava pela blockchain da Ethereum e utilizava o token ERC20 dessa rede.

Uma curiosidade sobre um dos diretores da block.one que pode ajudar a entender porque a EOS foi criada, é o fato de que Daniel Larimer teve participação no desenvolvimento de outros projetos com base em tecnologia blockchain. Um desses projetos é chamado de Steemit, criado para ser um fórum de discussões no qual as pessoas podem postar artigos sobre temas diversos, similar ao Medium. No entanto o Steemit retribui seus usuários com criptomoedas, de acordo com a qualidade do conteúdo publicado. E também participou do BitShare, uma exchange descentralizada.

Os fundadores da EOS são estudiosos da tecnologia e com vasta experiência no mercado. São pessoas que entendem as necessidades dos usuários, as limitações das atuais tecnologias existentes e que, por isso, decidiram-se ao desenvolvimento de uma plataforma própria, que resolvesse justamente as características consideradas por eles limitantes das demais redes blockchains

A rede EOS só foi finalizada em 2018, quando ocorreu sua oferta inicial de moedas (ICO), conseguindo arrecadar aproximadamente 4 bilhões de dólares. Esse valor inclusive é o recorde de ICO mais bem sucedido. De 2017 a 2018 o desenvolvimento da blockchain da EOS foi sendo aperfeiçoado, adicionando diferentes funcionalidades, capacidade de comunicação entre diferentes blockchains, rastreabilidade de recursos e mais de 100 dApps com diferentes funções.

Para que serve

Conforme mencionamos, a EOS é uma plataforma blockchain utilizada para executar diversos contratos inteligentes e aplicativos descentralizados (dApps). Também vimos que ela foi desenvolvida com algumas similaridades com a rede Ethereum. Ou seja, um dos objetivos principais da rede EOS foi justamente o de desenvolver e melhorar as atuais tecnologias que funcionam como uma infraestrutura para aplicativos descentralizados e contratos inteligentes. 

Além disso, a rede também foi criada com o intuito de tornar mais fácil e escalável as transações que ocorrerem dentro de sua blockchain, por serem mais rápidas e por ter eliminado a necessidade de cobrança de taxas de transação. Vamos entender neste artigo melhor como isso funciona na prática.

E ainda, o sucesso da rede EOS foi tão grande que hoje a plataforma já é utilizada como base para o funcionamento de cada vez mais aplicativos descentralizados, estimulando assim a criação desses apps por várias instituições, para múltiplas finalidades. Atualmente já existem aplicativos na EOS que vão de games a serviços de pagamento, apps relacionados à serviços de saúde, exchanges descentralizadas e muitos outros.

Falando especificamente sobre a criptomoeda EOS, ela foi inicialmente desenvolvida para que os desenvolvedores desses dApps conseguissem comprar recursos para desenvolver os aplicativos e executar os contratos inteligentes. Nesse sentido, os desenvolvedores também podem usar a criptomoeda para que seus aplicativos emitam tokens e remunerem os usuários da rede. 

Hoje, ela também funciona como qualquer outra criptomoeda, passível de ser comprada e vendida globalmente em várias exchanges. 

Como funciona a EOS

Para ter claro o funcionamento da plataforma EOS precisamos entender também alguns conceitos centrais e protocolos utilizados pela rede. 

Falamos diversas vezes sobre os dApps e contratos inteligentes, mas você entende bem o que estes termos significam?

De forma resumida, os dApps são aplicativos descentralizados, ou seja, softwares que disponibilizam diversos serviços e que possuem uma rede descentralizada, não precisando de um controle centralizado e mais onerosos que mantém todo o seu funcionamento. Na prática, são como aplicativos que proporcionam ao usuário maior nível de privacidade, sem censura ou dependência de pessoas ou equipamentos intermediadores para validarem suas informações.

Enquanto os contratos inteligentes são, nada mais que registros que se auto-executam de forma autônoma, ou seja, sem que seja necessário a participação humana no processo. O contrato consegue ler e validar novos dados de forma automática, e dispara dessa forma critérios que estão imputados sem novas intervenções ou supervisão humana, economizando muito tempo e dinheiro que seriam envolvidos no processo, caso ele fosse executado por pessoas dedicadas.

Agora que já entendemos conceitos básicos relacionados à rede EOS, vamos entender como funcionam alguns processos da rede.

Protocolo de consenso e processo de validação

O processo de validação das transações que ocorrem na rede EOS é um pouco diferente dos que costumamos ver nas criptomoedas, como o Prova de Trabalho (Proof of Work), utilizado no Bitcoin, Litecoin e Dogecoin, e o Prova de Participação (Proof of Stake), utilizado na Chainlink, Stellar e Cardano

A EOS utiliza um protocolo chamado Delegated Proof of Stake (DPoS), processo pelo qual os próprios usuários da rede elegem as pessoas que vão validar as transações e conseguem votar em alterações e melhorias para a rede, contribuindo ativamente para o processo. São eleitos, por regras específicas, 21 representantes por dia, que vão validar as transações da sua blockchain.

Apesar de não haver qualquer tipo de restrição para as pessoas se candidatarem, normalmente os representantes eleitos são usuários que têm maior poder computacional e equipamentos de última geração, capazes de acelerar o processo. 

Isso é muito positivo para a rede EOS pois, apesar de serem somente 21 nós (nodes) validando as transações por dia, cada um deles tem alto poder computacional e preparo para tal processo, fazendo com que a validação seja muito mais rápida. Estima-se que a rede EOS tenha capacidade de validar milhões de transações por segundo, apesar de atualmente o número real estar em torno de 50 transações por segundo, sem cobrar taxas. 

Esses 21 nós que validam as transações são recompensados em criptoativos EOS, não só pela validação, mas também pelo empréstimo de seus equipamentos para tal função. É justamente essa recompensa em tokens EOS aos validadores que retira a necessidade de cobrar taxas. Esse protocolo DPoS teve, inclusive, a participação ativa de Dan Larimer, um dos fundadores na rede, na construção de seu conceito.

Funcionamento interno do sistema

Um outro ponto interessante sobre o funcionamento da rede EOS é a questão de ser uma rede mais democrática e flexível. Buscando evitar que problemas no funcionamento de alguns dApps afetassem a rede toda, o sistema DPoS também consegue congelar um aplicativo descentralizado defeituoso, até que tudo volte ao normal. Dessa forma, elimina-se a necessidade de responsabilizar todos os nodes pelo sistema inteiro. 

Conforme explicamos, neste tipo de protocolo os usuários da rede elegem os validadores. Esses nós, que são os validadores, atuam como produtores de blocos, pois além de validarem as transações, conseguem votar nos aplicativos que estão funcionando corretamente,  Caso algum não funcione corretamente na rede, recomendam quais são as alterações necessárias que podem ser feitas no código individual ou no sistema. Dessa forma, a comunidade consegue participar ativamente em melhorias para a plataforma.

Criptomoeda EOS

Não há como falar sobre o funcionamento da rede EOS sem enfatizar a sua criptomoeda. Como explicamos, os criptoativos EOS são essenciais para manter o funcionamento da rede, sendo utilizados, sobretudo, para recompensar os validadores e para que os desenvolvedores dos dApps possam gerar seus tokens EOS para remunerar os usuários. 

Além disso, também conta como poder de participação na votação dos produtores de bloco (validadores). Os usuários que têm maior número de tokens EOS têm maior poder de influência na rede. 

Além disso, assim como demais criptomoedas, o EOS pode ser usado como reserva de valor ou trocado por outras criptomoedas ou moedas fiduciárias. A isenção de cobrança das taxas sobre as transações têm chamado a atenção dos investidores.

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Principais diferenças para o Bitcoin

Acredito que lendo este artigo e entendendo mais sobre o funcionamento da rede EOS, você já consegue notar algumas diferenças entre a plataforma e o Bitcoin.

A primeira diferença é o objetivo principal de cada uma. Enquanto a blockchain do Bitcoin é utilizada para validar e registrar dados das transações da moeda, a blockchain EOS tem o objetivo semelhante ao da Ethereum, de funcionar também como uma rede capaz de executar dApps e smart contracts.

Com isso, já conseguimos perceber mais uma diferença entre o uso da criptomoeda de cada rede. O bitcoin é utilizado como reserva de valor e para trocar por outras criptomoedas, o criptoativo EOS além de ter essas duas funcionalidades, também é utilizado internamente pela rede, como uma forma de combustível que a mantém funcionando.

Os protocolos de consenso utilizados nas duas redes também diferem. Conforme mencionamos, o Bitcoin utiliza o protocolo Prova de Trabalho, ou Proof of Work, enquanto a EOS utiliza o DPos, Prova de Participação Delegada. Isso implica que os usuários detentores de tokens EOS são, de certa maneira, os proprietários da rede, conseguindo eleger os nós que validam as transações e votando em alterações da rede. A quantidade de EOS que o usuário detém é o que vai determinar quanto de participação e poder de voto ele tem. 

O processo de inserção de novas unidades do criptoativo de cada rede também é diferente. Apesar de ambos acontecerem por meio de uma recompensa aos nós que realizam esse trabalho, e nesse quesito ambas utilizam princípios do Protocolo Prova de Trabalho, na EOS apenas os validadores eleitos é que realizam o trabalho e são recompensados. 

No Bitcoin, não há esse processo de eleição, a inserção de novas moedas no mercado ocorre por meio da mineração de bitcoins, no qual qualquer um que consiga solucionar o problema hash, pode validar as transações e portanto ser um minerador e ganhar recompensas pelo trabalho.

E por fim, as diferenças técnicas entre as redes também são notáveis. O potencial de escalabilidade da EOS é muito superior ao do Bitcoin, sobretudo a capacidade alta de validar transações por segundo. Enquanto o Bitcoin valida em torno de 7 transações por segundo, a EOS com seu sistema de 21 validadores eleitos, reivindica uma capacidade muito mais rápida, na casa dos milhões de transações por segundo. 

Principais vantagens do EOS

  • Sistema de validadores eleitos que conseguem aumentar a velocidade de validação das transações, aumentando muito a escalabilidade da rede, levando para a faixa potencial de milhões de transações por segundo;
  • Recompensa aos validadores, também chamados de produtores de bloco, em criptoativos EOS, o que elimina a cobrança de taxas sob as transações;
  • Protocolo de consenso DPoS, facilitando as validações das transações e proporcionando a participação ativa dos usuários em melhorias para a rede;
  • Facilitador para desenvolvimento de dApps, a rede possibilita a construção de diversos aplicativos com maior facilidade que sua concorrente Ethereum;
  • Execução de contratos inteligentes, ampliando as funcionalidades da plataforma;
  • Rede responsiva que possui uma estrutura interna que permite que os validadores eleitos votem para congelar aplicativos com defeitos, até que voltem à normalidade, sem a necessidade de paralisar toda a rede;

Como minerar criptomoeda EOS

A inserção de novos tokens (criptomoedas) EOS no mercado não é chamado de mineração, termo utilizado para o mesmo processo no Bitcoin. Apesar de o processo da rede EOS seguir alguns princípios do protocolo Prova de Trabalho (Proof of Work), mineração não é o termo correto usado para se referir à inserção de criptomoedas EOS no mercado.

O processo acontece por meio dos 21 validadores da rede, que são eleitos pelos usuários titulares de tokens EOS, por meio de uma votação. Cada usuário tem direito a votar em até 30 participantes, mas somente os 21 mais votados são eleitos. 

Essa votação pode ocorrer por meio das carteiras (wallets) de EOS ou por meio de páginas criadas com este objetivo específico. 

À medida que os validadores, também chamados de produtores de bloco, vão validando as transações da rede, eles são recompensados com criptomoedas EOS. Não é incomum encontrar validadores que dividem suas recompensas com seus eleitores.

Sendo assim, a oferta de criptomoedas, ou tokens, EOS aumenta 5% todo ano, sendo que 1% é destinado à recompensar os produtores de blocos do ano anterior. 

Como comprar

Corretora

A primeira forma de investir em EOS é também o meio mais seguro e confiável, através de uma corretora como a Coinext.

Nesta opção, a corretora faz todo o processo de intermediação das transações entre as partes envolvidas, além de disponibilizar sua própria carteira virtual para armazenamento das suas criptomoedas. Também oferece uma interface mais completa, com outras opções de moedas, diferentes tipos de operações e dados importantes que podem ajudar o trader a ter um investimento de sucesso.

A Coinext oferece uma plataforma segura e fácil de utilizar para você negociar as melhores criptomoedas do mercado. 

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Extração de tokens

A segunda forma é por meio da extração dos tokens pelo protocolo Delegation Proof of Stake (DPoS), no qual você é recompensado com unidades EOS, pela validação das transações. Similar ao que ocorre no processo de mineração das demais criptos, o ponto é que na rede EOS esses nós validadores precisam ser eleitos pela comunidade. Os nós que possuem maior potência computacional e equipamentos de ponta, têm mais chances de serem eleitos. Portanto, se optar por isso, prepare-se para investir alto em equipamentos e assim tentar ser eleito um dos validadores diários.

P2P

A terceira forma é por meio do processo P2P, peer-to-peer, que é basicamente uma forma realizar transações diretamente com a outra parte envolvida, não se faz o uso de um intermediário, como uma corretora. O risco deste tipo de transação é que não há garantias de que você receberá seus tokens ou seu dinheiro, uma vez que a relação entre as partes é puramente na base da confiança.

Como guardar EOS em carteira

Conforme dito acima, caso você adquira suas moedas em uma corretora, há a possibilidade de armazená-las diretamente no site da corretora, que vai custodiar para você. Porém, também existe a possibilidade de guardar as moedas em carteiras, que podem ser digitais ou físicas. 

Existem diferentes formatos de carteiras:

  • online, softwares/programas que armazenam os dados na nuvem;
  • mobile (apps) para celulares;
  • software (desktop) para computadores;
  • hardware (offline) usualmente em dispositivos USB;
  • papel (paper) usualmente impressas em placas de metal.

Estas carteiras podem ser classificadas em quente (hot), quando estão conectadas à internet e dependem desta conexão, e frias (cold), carteiras desconectadas da rede.

As principais carteiras virtuais que aceitam a EOS são as seguintes:

Cotação EOS hoje

A EOS (EOS) é negociada na Coinext em Reais (BRL), e sua cotação irá variar conforme a oferta e demanda do mercado.  Atualmente a moeda possui um montante de 7,66 bilhões de dólares  na sua capitalização de mercado. 

A EOS foi lançada em 2017 mas só realmente foi funcional em 2018, quando a criptomoeda estava sendo cotada a US$16,42 em janeiro e atingindo sua máxima do ano em abril, valendo US$20,68. A partir de então, a moeda decaiu e fechou o ano valendo US$2,76. 

Em 2019 a moeda conseguiu se recuperar um pouco, atingindo em abril a marca dos US$5,85, e atingindo o maior valor do ano em maio a US$8,15, entrando novamente em declínio, fechando o ano a US$2,61 novamente.

Seguindo o comportamento praticamente cíclico, a EOS conseguiu se recuperar um pouco no primeiro semestre de 2020, atingindo em fevereiro US$5,36. Decaiu novamente, mantendo até julho uma média de US$2,70, com um pequeno aumento em agosto batendo US$3,82, porém voltando a US$2,70 e assim permanecendo até o final do ano.

Em 2021 a criptomoeda deu uma boa valorizada atingindo em fevereiro US$5,06 e segue se valorizando, sendo cotada atualmente, dia 13/04 a US$7,04.

Ethereum e EOS

Com aplicações e objetivos semelhantes, será que a EOS poderia desbancar a segunda maior altcoin do mercado?

A Ethereum é um empreendimento que foi um marco no universo cripto por ter sido a primeira a entender que era possível descentralizar outras coisas através da tecnologia blockchain. Trouxe a proposta dos aplicativos descentralizados e dos smart contracts, ganhando o título de segunda geração de criptomoedas e alcançando o segundo lugar em capitalização de mercado, atrás apenas do Bitcoin.

A EOS veio e colocou a Ethereum em comparação (ainda que esteja bem longe em adoção e capitalização), por oferecer uma plataforma que contempla os mesmos serviços, porém de maneira otimizada e mais eficiente. 

Como vimos ao longo do texto, um dos grandes pontos diferenciais da EOS é o seu protocolo de consenso DPoS, que traz um sistema onde apenas 21 nós fazem o processo de validação das transações, através de uma eleição. Geralmente os produtores de bloco, validadores, são nós com alto poder computacional, o que acelera a capacidade de validar essas transações. 

Portanto, apesar dos serviços da EOS já existirem pela Ethereum, que se destaca no setor de aplicações descentralizadas, a EOS conseguiu concentrar seu desenvolvimento em pontos que eram críticos na sua principal concorrente, incluindo questões como escalabilidade, velocidade e flexibilidade. Por isso, o projeto acabou sendo denominado por especialistas da área como Ethereum Killer (matadora da Ethereum), se referindo à forma como a rede consegue superar os gargalos da sua concorrente mais famosa.

Dror Medalion, fundador e CEO do bitJob, uma empresa que funciona como uma espécie de mercado P2P descentralizado, deu sua opinião explicando porque a EOS pode ser considerada como um projeto Ethereum Killer, destacando seus diferenciais:

“Esse software [EOS] permite a escalada vertical e horizontal de aplicações descentralizadas. Oferece autenticação, contas, banco de dados, comunicação assíncrona e pode agendar aplicativos em vários núcleos e clusters de CPU.
“Um dos principais exemplos é a diferença entre o EOS e o ethereum no mecanismo de consenso blockchain. Enquanto o ethereum usa a prova de trabalho – Proof-of-Work – (e em breve passará para um híbrido prova de trabalho/prova de participação – Prove-of-Stake), o EOS usará a tecnologia Graphene que utiliza o mecanismo de consenso prova de participação delegada (DPOS, na sigla em inglês). [A prova de trabalho e a prova de participação frequentemente] causam uma enorme dificuldade em consertar aplicativos defeituosos, mas o EOS já possui um mecanismo que pode congelar e corrigir a aplicação “.

Já o Dor Konforty, CEO e cofundador de uma empresa de desenvolvimento de blockchain, a Synereo, ressaltou um outro ponto que ele entende como uma vantagem competitiva da EOS, suas parcerias institucionais.

De acordo com Dor, a EOS é financiada e apoiada por grandes players do mercado, tanto relacionados com a tecnologia do mercado cripto quanto não diretamente relacionados ao universo das criptomoedas.

Alguns dos grandes nomes que aparecem como apoiadores ou usuários da rede EOS são a Galaxy Digital Assets, um fundo de investimento com enfoque em tecnologia blockchain. A empresa conta um fundo específico só para a EOS, que tem por objetivo apoiar a plataforma e desenvolvê-la. E ainda investem também em empresas que desejam usar o software da EOS.

A Fin Lab, renomada empresa alemã que constrói e desenvolve outros negócios a partir de tecnologias, utiliza a blockchain EOS como um de seus métodos para otimizar os processos de suas empresas/negócios clientes.

E há ainda os desenvolvedores do Protocolo Bancor, que em 2018 anunciaram que estavam dando início a uma parceria com a EOS. Antes disso, a Ethereum era a única criptomoeda que rodava em sua blockchain tal protocolo. Isso representou uma grande desvantagem para a Ethereum e um ponto a mais para a EOS.

Por estes e demais outros motivos, sobretudo as inovações de processos e funcionalidades, a rede EOS é a maior ameaça para a Ethereum hoje. E se você já é um admirador da Ethereum, com certeza precisa criar espaço para conhecer mais sobre a EOS e apostar na moeda também.

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